O Brasil já é considerado o maior país espírita do mundo, com números que chegariam a 30 milhões de seguidores e simpatizantes. O último levantamento religioso oficial da população nacional, o Censo de 2000, encontrou pouco mais de 2,3 milhões de espiritualistas confessos, mas é sabido que muitas pessoas têm o kardecismo como uma espécie de segunda crença, à qual recorrem em momentos de aflição.
Além disso, o espiritismo mesclou-se muito bem com credos de matriz africana como a umbanda e o candomblé, criando uma religiosidade popular que mistura a cosmovisão dos dois lados.O sucesso estrondoso de Chico Xavier (Downtown/Sony Pictures), cinebiografia do mais celebrado médium brasileiro, que vem batendo recordes de público desde seu lançamento, é demonstração disso. Em dois meses, foram 3 milhões de espectadores, sinal de que a doutrina dos espíritos está em alta.
De acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB) há no país cerca de 15 mil centros e casas de sessão das mais diversas linhas espiritualistas. Alguns locais, como o Centro Espírita Perseverança, considerado o maior da América Latina e localizado na capital paulista, recebe diariamente nada menos que 5 mil pessoas.
Elas estão interessadas numa religião onde não existem amarras hierárquicas e na qual cada fiel é responsável pelo próprio crescimento espiritual, sobretudo através da prática da caridade, marca registrada do grupo. Outra característica do espiritismo é o estímulo ao estudo.
O perfil do espírita brasileiro é de pessoas com renda familiar alta, na casa dos R$ 5 mil mensais – bem acima, por exemplo, dos católicos (por volta de R$ 2 mil) e dos evangélicos (não mais que R$ 1,3 mil) –, média de escolaridade de 10 a 15 anos e forte hábito da leitura.
A ênfase no estudo explica o desenvolvimento acelerado das editoras do segmento espiritualista em um país como o Brasil, em que somente 10% da população lê com assiduidade. Segundo um levantamento baseado em dados de 2006 da Câmara Brasileira do Livro (CBL), esse nicho de mercado editorial possuía 205 editoras, 4,3 mil títulos, cerca de 1 mil autores e editou nada menos que 6,5 milhões de livros. Isso significou um faturamento de quase R$ 100 milhões naquele ano.
Para Júlia, o sucesso dos temas espíritas reflete uma busca dos tempos modernos. “As pessoas estão cansadas do materialismo e têm procurado uma resposta transcendental. O espiritismo traz essa resposta, embora não sejamos os donos da verdade”, afirma.“Estratégia proselitista” – É a caridade, contudo, a bandeira mais levantada pelos seguidores do espiritismo. Fazer o bem ao próximo é fundamental para os devotos, que veem na solidariedade o caminho para a perfeição – crença bem expressa no slogan “Fora da caridade, não há salvação”.
O jornalista e missionário Jamierson Oliveira, ligado à Igreja Batista Betel, considera que as obras sociais e assistenciais são uma vitrine de justiça e o cartão de visita não só do espiritismo, mas de outros grupos religiosos. “É uma estratégia de proselitismo, mas é preciso registrar que também os evangélicos e protestantes realizam grandes obras em favor do próximo”. Ele cita como exemplo igrejas e organizações não-governamentais de caráter cristão, como Exército de Salvação, Visão Mundial e Compassion.
Fonte: Cristianismo Hoje
Crescimento Inquietante
terça-feira, setembro 07, 2010
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Lula: "Não é possível cidade sem igreja"
segunda-feira, agosto 23, 2010
BRASÍLIA, 28 de junho (Reuters) - Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram o sucesso da política econômica, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira.
"A vida do povo brasileiro está melhorando," disse Lula, no programa de rádio "Café com o Presidente."
Lula voltou a defender a política de transferência de renda como fator de crescimento da economia com base nos números -- divulgados na última semana -- da pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008 e 2009, realizada pelo IBGE.
O presidente revelou ter ficado "estarrecido" com a destruição provocada pela chuva nos Estados de Alagoas e Pernambuco. Para Lula, visitar os municípios mais atingidos acompanhado de vários ministros foi importante para que medidas rápidas fossem tomadas.
Lula viajou à região na última quinta-feira, data em que anunciou mais 275 milhões de reais para cada Estado. O dinheiro já foi disponibilizado nas contas dos Estados, como forma de evitar o trâmite burocrático usual de transferência de recursos a unidades federativas. A prestação de contas será definida posteriormente.
"Se nós formos cumprir todo o ritual de decretação de calamidade, de exigência de todos os papéis que precisam para dar recurso para as cidades... nós vamos demorar aí seis, sete, oito meses para resolver o problema, quando na verdade nós temos cidades praticamente destruídas," ponderou Lula.
"Não é possível que a gente fique perdido na burocracia, enquanto milhares de pessoas estão perdidas, sem casa, sem endereço, cidade sem igreja, cidade sem prefeitura, cidade sem cartório."
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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Livro Histórico Mostra Mapa Religioso do Rio de 1890
quinta-feira, agosto 19, 2010
Veja o mapa em detalhes
O levantamento mostra uma maioria católica de 493.522 adeptos (95,46%), seguida de longe pelos protestantes — expressão usada para designar os evangélicos — com 7.374 (1,42%). Realidade bem diferente da indicada no último censo feito em solo carioca, em 2000, quando católicos (apostólicos romanos) somaram 60,71% e evangélicos 17,65% entre os 5,8 milhões de moradores.
As demais religiões eram assim representadas nas 21 freguesias (bairros) que formavam a cidade: 168 islamitas; 373 positivistas; 358 sem culto; 7 de cultos diferentes; 69 acatólicos; 14.058 sem definição e 41 gregos. Isso mesmo, gregos.
— São os cristãos ortodoxos gregos. Acredito que foram assim divididos por causa do cisma com a igreja romana — explica Fernanda Lima, professora de português-grego da Uerj.
O historiador Milton Teixeira analisa a pesquisa:
— Anglicanos, luteranos e calvinistas devem estar incluídos entre os protestantes. Já os positivistas, que apoiavam a república, eram uma coisa do momento.
Sem judeus e cultos de origem africana
Feito dois anos depois do fim da escravidão, o censo não registra a presença de adeptos de cultos africanos. Nem dos judeus, que já tinham chegado ao Rio naquele período.
— Os judeus que estavam aqui eram de origem marroquina, falavam árabe e podem estar entre os islamitas. Os cultos de matriz africana não eram considerados religião e provavelmente estão entre os acatólicos — avalia o historiador Michel Gherman.
Criador da biblioteca e recém empossado correspondente da Academia Sergipana de Letras no Rio, Evando dos Santos é batista há mais de 20 anos e se relaciona bem com diferentes religiões. Em seu acervo, há bíblias em espanhol, alemão, grego, português e latim, além de revistas espítitas do século 19.
— As pessoas podem vir à vontade. A mim não me interessa a religiosidade de ninguém — explica Evando, que pode ser contatado pelo telefone 2481-5336 e pelo e-mail bibliotecatobiasbarreto@gmail.com.
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