Crescimento da Igreja no seu email:

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O Papa Define a Igreja

terça-feira, julho 10, 2007

Segundo divulgou a Reuters, o Vaticano divulgou nesta terça-feira (10) um documento datado de 29 de junho último que aponta a Igreja Católica como a única a reunir todos os requisitos da comunidade fundada originalmente por Cristo e seus apóstolos.

Assim como o "Dominus Iesus", o novo texto também é obra da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga casa do atual Papa no Vaticano e o órgão responsável pela pureza teológica do catolicismo. As perguntas e respostas são assinadas pelo atual prefeito da congregação, o cardeal americano William Levada, e por seu secretário, monsenhor Angelo Amato, e chegam com a aprovação oficial de Bento XVI.

"Segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja", diz o documento.


O novo texto tem dois significados:
Em primeiro lugar, que a guerra de Bento XVI contra o relativismo continua firme.
Em segundo lugar, reafirma-se a idéia de que o catolicismo é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação espiritual com a ajuda da fé em Jesus Cristo.

A explicação vem da idéia de "deficiência" ou "defeito" expressa pelo documento "Dominus Iesus". A doutrina defendida por Bento XVI considera que os não-católicos teriam mais dificuldade (uma "deficiência" mais branda no caso dos cristãos, mais pesada no dos não-cristãos) para a busca do bem e da verdade que leva à salvação do homem. No entanto, se eles seguirem o caminho correto apesar disso, eles seriam, na prática, "adotados" por Cristo e pela Igreja.

Resta saber se esse detalhe teológico será suficiente para evitar as reações entristecidas das igrejas protestantes, como as que se seguiram à publicação de "Dominus Iesus" no ano 2000.

Ministério nas Universidades

segunda-feira, julho 09, 2007


Um dos lugares mais desafiadores para se testemunhar a respeito da fé é o campus universitário. No entanto, recentemente, as constatações têm demonstrado que a situação está mudando.

Professores universitários da Universidade de Harvard, como Peter Gomes têm apontado a mudança: "Existe uma vida religiosa mais ativa agora do que nos últimos 100 anos".

As matrículas em cursos sobre religião estão em alta também, apesar de não haver consenso quanto às razões.

Um estudo na UCLA (Universidade da Califórnia - Campus Los Angeles) mostrou que 80% dos novatos acreditam em Deus.

Em outro campus da UC, em Berkley, registrou-se mais de 50 grupos cristãos.

Há algum tempo as denominações evangélicas têm implementado ministérios nas universidades seculares. Os resultados estão começando a aparecer, mas ainda tem muito a se fazer.

(NY Times online May 2, 2007)

Por Fora da Cultura

segunda-feira, junho 18, 2007

A cultura americana é caracterizada por um graade número de pesquisas feitas nas mais diversas áreas. A LifeWay Christian Resources recentemente chegou à seguinte conclusão: os pastores estão menos informados sobre a cultura atual do que as pessoas na igreja.

A pesquisa abordou 12 facetas da cultura: livros, música, esportes, celebridades, programas de televisão, política, revistas, programas de rádio e TV, filmes, internet, jogos de videogame e moda.

Após a entrevista com 797 pastores e 1.184 membros evangélicos, os estudos mostraram que em nenhuma das 12 categorias os pastores estavam mais informados do que os membros.

Os pastores se mostraram mais informados sobre a política. Na categoria, esportes, houve um empate técnico. No restante, a disparidade foi acentuada: os pastores estão bem desinformados. As distâncias maiores foram apresentadas nas áreas dos jogos eletrônicos, moda e celebridades.

Os pastores mais jovens estão mais a par dos esportes, internet, música, moda, celebridades e jogos eletrônicos do que os mais velhos. Essa também é a realidade entre os membros.
Interessante a constatação de que, entre os membros, o relacionamento com esses aspectos da cultura nao varia de acordo com o tempo de igreja e o cargo que ocupam.

A grande pergunta, após essa pesquisa, portanto é: Está a igreja impactando a maneira como as pessoas interagem com a cultura?

Ron Sellers, presidentre da Ellison Research comenta: "Existe um longo debate no cristianismo sobre qual seria o nível apropriado de envolvimento na cultura popular. Alguns cristãos acreditam que a separação do mundo é parte do comportamento exemplar, enquanto outros acreditam que o envolvimento no mundo é necessário para que se possa 'alcançar' o mundo".

Ainda, segundo Sellers, independentemente dessa discussão, um ponto é certo: "Os pastores precisam estar informados sobre o que está acontecendo lá fora para compreender como a cultura está influenciado as pessoas que estão buscando alcançar".

Pan Evangélico

terça-feira, junho 05, 2007

Recentemente, foram noticiadas as iniciativas evangélicas para os Jogos Panamericanos. Destacamos aqui alguns trechos:

O cronograma de atividades não inclui apenas cultos e orações como fez o papa em sua passagem brasileira. Igrejas mais tradicionais, como a Adventista do Sétimo Dia e a Batista, e outras menos, como a Igreja Filhos do Trovão, compõe as lideranças de projetos que farão a promoção de suas crenças com ações e manifestações esportivas e artísticas com foco na evangelização durante o período das disputas.


Os projetos "Evangelize no Pan", "Mais que Ouro" e o "Impacto Rio" prometem ações variadas. O primeiro, liderado por Angelo Oliver (da Igreja Filhos do Trovão) e Sydney Saradão (da Batista), tem até comunidade em site de relacionamento e camisetas para promover o evento. As outras vão mais longe, desde a distribuição de folhetos, teatros, imãs de geladeira até doação de Bíblias com capas do Pan e práticas esportivas de cunho religioso.

Tudo com um propósito bem definido: "Queremos aproveitar que o Pan deve receber 500 mil turistas e levar uma mensagem de saúde, uma mensagem de vida saudável e vida de paz", diz o pastor Otimar Gonçalves, coordenador do "Impacto Rio", movimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que tem um slogan sugestivo com o propósito e o tema das ações: "Um vencedor a cada dia".

O pastor Gonçalves extrapola nos números da mobilização. "Nós vamos trazer para o Rio 4000 universitários e pré-universitários de oitos países da América do Sul: Equador, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile, Uruguai, Argentina e Brasil", conta.

Além das estatísticas ousadas, as propostas dos adventistas imitam até a eterna busca de recordes dos esportistas. "Nós pedimos ao prefeito César Maia para liberar o calçadão de Copacabana para fazer uma ação que estamos tentando entrar no Guinness Book. Queremos escrever a Bíblia toda em menos de 15 minutos. Todos os capítulos e versículos. Estamos chamando de a `Maratona Bíblica´ e contamos com todos para isto - evangélicos ou não", descreve o pastor.

A pastor Gonçalves quer atletas para a "Maratona Bíblica". Juliana Veloso, do saltos ornamentais, e Sebastian Cuatrin, da canoagem, estão ajudando na promoção dos eventos dos Atletas de Cristo. O site do movimento, que é famoso pela quantidade de jogadores de futebol integrantes, busca ainda mais esportistas classificados aos Jogos.

Os Atletas de Cristos se uniram ao movimento "Mais que Ouro", famosos internacionalmente por manifestações em Olimpíadas e Copa do Mundo. Os dois pretendem evangelizar com folhetos e até com distribuição de águas geladas nos arredores das instalações esportivas (assim como fazem os organizadores do evento para os atletas) com dizeres que "que envolvam o esporte e o evangelismo", como diz o pastor Jonson Tadeu.

As praças esportivas do Pan, aliás, são um alvo das ações. Além de panfletos, os evangélicos querem distribuir imãs de geladeiras e Bíblias. Mas também pensam em manifestações dentro dos estádios e ginásios. "Vamos estar vestidos com camisa do evento. Cinco pessoas juntas. Vamos fazer painéis humanos nas torcidas. Vai também estar em inglês. Porém, não vamos trabalhar na imposição, vamos trabalhar na forma passiva", conta Oliver, que assim como o pastor Gonçalves, tem o seu tema: "Mais que vencedor, siga Jesus".

Fonte: UOL, 18/05/2007

Por Que Você Vai à Igreja?

segunda-feira, maio 14, 2007

O Instituto Gallup publicou os resultados da sua última pesquisa, nos Estados Unidos, com a pergunta: "Com que freqüência você vai à igreja?" Os resultados foram os seguintes:

35% - Uma vez por semana
10% - Quase toda semana
10% - Cerca de uma vez por mês

É interessante notar, que nesse tipo de pesquisa aponta-se o Efeito Auréola, onde as pessoas tem a tendência de se imaginarem mais religiosas do que são e, conseqüentemente os números não representam a realidade que, segundo o Gallup, é: 30% dos americanos vão à igreja pelo menos uma vez por mês.


No Brasil, uma pesquisa semelhante, recentemente, apontou que mais da metade dos brasileiros freqüentam serviços religiosos como missas e cultos no mínimo uma vez ao mês. Entre os consultados, 37% declararam que vão a serviços religiosos uma vez por semana ou mais e 18%, uma ou duas vezes ao mês.

A outra pergunta da pesquisa é: "Por que você vai à igreja?" As respostas foram nessa ordem:

1. Obter crescimento espiritual e orientação
2. Manter-me inspirado
3. Faz parte da minha fé
4. Adorar a Deus
5. Congregar com outros membros
6. Porque acredito em Deus
7. Cresci desse jeito

A grande maioria, 75% dos entrevistados, responderam um dos primeiros 4 itens, que se relacionam com a experiência espiritual.

O Papa Incomodado com o Crescimento da Igreja

“É estranha a idéia de uma igreja que não faça proselitismo (busca de fiéis pelo convencimento). Se ele deseja que a Igreja Católica não o faça, é uma novidade para mim”, afirmou o teólogo e filósofo Mario Sergio Cortella, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP),rebatendo as palavras do Papa Bento XVI durante a missa realizada em Aparecida ontem, dia 13 de maio.

Diante de 150 mil, público abaixo do esperado, Bento XVI disse que "a Igreja não faz proselitismo. Ela cresce muito mais por 'atração' ". Essa idéia foi repetida algumas vezes durante a visita do papa ao Brasil. Seitas cristãs foram mencionadas e criticadas pelo líder da Igreja Católica quanto à abordagem "agressiva" na busca de novos fiéis.

A citação ao proselitismo - busca pela conversão de fiéis de outras religiões - já havia sido feita pelo Papa no encontro com os bispos na Catedral da Sé, em São Paulo, na sexta-feira.

Na inauguração da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe (Celam), o Papa Bento XVI mais uma vez quis contrastar a Igreja Católica e a sua busca de fiéis no continente e afirmou que o maior tesouro da Igreja Católica no continente é a "fé no Deus Amor", e não "uma ideologia política, nem um movimento social, e tampouco um sistema econômico; é a fé no Deus Amor", disse.


É assim que o Papa Bento XVI espera estancar a constante perda de fiéis da Igreja que vem ocorrendo na região. Hoje, apenas dois terços dos brasileiros se consideram católicos.

Igreja em Alta no Brasil

segunda-feira, maio 07, 2007

A reportagem do jornal O Estado de São Paulo do último dia 4 apresentou os números da mais recente pesquisa, com 3.007 pessoas de todo o país, sobre a fé dos brasileiros.

A pesquisa revelou que 83% dos entrevistados considera "muito
importante" a religião e que a maioria freqüenta missa ou culto.


Entre os consultados, 37% declararam que vão a serviços religiosos uma vez por semana ou mais e 18%, uma ou duas vezes ao mês.

Ainda, segundo a reportagem de Cleide Silva, "a pesquisa confirmou dados revelados em outros estudos de que o número de católicos diminui no Brasil, enquanto o de evangélicos cresce. Entre os entrevistados, 68% se declararam católicos, porcentual que em 1991 era de 83,8% e em 2000, de 73,8%, segundo o IBGE. Os evangélicos eram 9% da população em 1991, passaram para 15,4% em 2000 e na pesquisa da Unifesp/UFJF são 24%, incluindo 2% que se declararam protestantes".

Link para a reportagem completa.

Blogs e o Evangelismo Online

sexta-feira, maio 04, 2007

Desde que a internet passou a fazer parte do dia-a-dia da maioria de nós, o evangelismo online também passou a ser uma realidade. Como opção mais simples do que os websites, os blogs (uma abreviação de weblogs) surgiram como um diário online. Hoje, eles são usados para transmitirem todos os tipos de mensagens, inclusive o evangelho.

Os blogs têm as seguintes características:

  • É um comentário pessoal e informal, como em um diário
  • A maioria das postagens é mini-artigos que, às vezes, têm fotos, som e até vídeos.
  • A última postagem aparece no topo da página, enquanto as anteriores são apresentadas logo abaixo, em ordem de publicação.
  • Os leitores normalmente têm a oportunidade de adicionar comentários às postagens.
  • A maioria dos blogs é criada e atualizada pela internet sem conhecimento técnico.

Antes de iniciar um blog, algumas perguntas podem ajudar a determinar quem é o seu público alvo e qual o foco do seu website:

  • Com quem você gostaria de conversar, se pudesse reunir pessoas em um auditório?
  • O que interessa você tanto, que poderia passar horas falando sobre esse tema?

Outras dicas para quem quer iniciar um diário na internet são:

  1. Escreva sobre o que você é apaixonado.
  2. Seja único.
  3. Capriche nos títulos.
  4. Encoraje os comentários no seu blog.
  5. Inclua links para outros websites e blogs nos seus artigos.
  6. Registre o seu blog em ferramentas de pesquisa e outros diretórios.
  7. Visite outros blogs relacionados com o seu e deixe sua opinião.
  8. Seja paciente.

(Fonte: http://blog.ourchurch.com/2007/02/27/the-top-12-blogging-tips-of-all-time/)

Na hora de decidir o tipo de blog a ser criado, aqui vão algumas sugestões:

  • Promover projetos evangelísticos;
  • Desenvolver um diário pessoal;
  • Apresentar as últimas notícias sobre a programação da igreja;
  • Estimular debates sobre temas comunitários;
  • Interagir sobre temas bíblicos;

O evangelismo blogueiro é a formação de relacionamentos de pessoas com uma área comum de interesse. O maior equívoco é esquecer-se de chamar a atenção e apresentar os assuntos tendo em mente o seu público alvo.

A SWOT da Igreja

quarta-feira, abril 25, 2007

Dentro da linha seguida de enfatizarmos o planejamento, uma das principais ferramentas para entender a igreja e a sua comunidade, chama-se SWOT. O acróstico não tem a ver com a polícia especial americana (SWAT), mas sim com as 4 partes que compõe esse estudo: Pontos Fortes (Strengths), Pontos Fracos (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Desafios (Threats).

Muito tem sido escrito a respeito dos detalhes da utilização dessa ferramenta, mas na forma mais simplificada possível, o processo consiste fazer essa análise em 4 etapas com os líderes ou comissão específica para planejamento estratégico da sua igreja.

Pontos Fortes
O que a igreja oferece aos membros e à comunidade?
O que torna essa igreja diferente das demais igrejas na área?

Pontos Fracos
Quais programas ou estruturas parecem ser ineficientes na igreja?
Quais aspectos da membresia coloca a igreja em desvantagem?

Oportunidades
Quais elementos externos podem ajudar a igreja crescer se forem levados em conta?

Desafios
Quais condições presentes ou futuras na comunidade podem interferir no impacto do ministério se não forem levados em consideração?

Depois desse exercício, ficará muito mais fácil desenvolver uma estratégia customizada para o contexto local de cada igreja.

Anote a fórmula da estratégia:
Maximizar os Pontos Fortes, minimizar os Pontos Fracos, aproveitar as Oportunidades e evitar os Desafios!

Universidades Promovem Cristianismo na China

segunda-feira, abril 09, 2007

A China, que tradicionalmente tem se fechado ao Cristianismo, está experimentando mudanças devido ao crescimento da Igreja.

Edmond Tang dá o seu depoimento: "Hoje é um segredo conhecido que pequenos grupos cristãos, um novo tipo de igreja-lar, conduzidos por professores e alunos, funcionam na maioria das universidades chinesas".


Segundo a notícia, mais de 30 centros de pesquisas na China estão se dedicando ao estudo da religião "proibida". Diferente das igrejas-lar, esses centro funcionam de acordo com as regulamentações governamentais.

O governo chinês aponta que o número de evangélicos é de 16 milhões, apesar de o número real de cristãos provavelmente ser 4 vezes maior.

Tang, diretor do Centro para o Cristianismo Leste Asiatico da Universidade de Birminhgham, diz estar muito otimista quanto à expansão da fé na China.

Veiculado no Ecumenical News International

O Evangelho Comum

sábado, março 24, 2007

Um dos grandes desafios em termos de crescimento da Igreja no Brasil é o conceito de interação com a comunidade.

Todd Rhoades recentemente apresentou quatro características de uma igreja que pensa além dos seus próprios membros e mantém-se consciente da importância de apresentar o evangelho e contribuir com o bem-estar geral.


Igrejas tornam-se "clubes fechados" por várias razões: pressões financeiras, conflitos internos, doutrinas exclusivistas etc. Mas as igrejas que cumprem a sua missão têm outras razões:

1. Igrejas preocupadas com a comunidade estão convencidas de que as boas obras e as boas novas não podem ser separadas.
As boas obras validam as boas novas e as boas novas explicam o propósito das boas obras.
Na verdade essas igrejas entendem que pela definição de igreja é necessário estar envolvido no dia-a-dia da comunidade através do ministério e serviço aos outros.

2. Elas se vêem como vitais para a saúde e bem-estar da sua comunidade.
Elas acreditam que a sua comunidade não pode ser verdadeiramente saudável sem o envolvimento da igreja. Também reconhecem que Deus as colocou ali para ser sal e luz.

3. Elas acreditam que ministrar e servir são expressões normais do viver cristão.
Acreditam, de fato, que os cristãos se desenvolvem melhor quando estão servindo e se doando a outras pessoas. Pensam que as pessoas podem atém aprender através da instrução, mas não podem se desenvolver sem se envolverem no serviço.

4. Essas igrejas são evangelisticamente ativas.
Normalmente pensamos que tudo o que as pessoas precisam para serem salvas é mais e melhor informação.

"O que devo fazer para ser salvo?"

Os Sete Pecados das Igrejas

sexta-feira, março 16, 2007

Recentemente a Adventist Review publicou um artigo do especialista em Crescimento da Igreja, Thom Rainer, que aponta os sete "pecados" das igrejas que estão morrendo. Mais uma vez a nossa intenção é provocar você a fazer o "checklist" na sua igreja!

1. Diluição da Doutrina

Pesquisas mostram que as pessoas que estão buscando uma religião, preferem igrejas com crenças doutrinais definidas.

2. Perda da Paixão Evangelística

Não é surpresa que nas igrejas em decadência exista uma apatia evangelística.

3. Falha em Ser Relevante

Muitas igrejas tem perdido contato com os valores culturais atuais e tendências sociais, de forma que não são capazes de apresentar o evangelho de forma relevante.

4. Inexistência de Ministérios Focados na Comunidade

Outra pesquisa recente aponta que 95% dos programas das igrejas são exclusivamente para os membros, o que demonstra uma incompreensão a respeito da missão da igreja.

5. Existência de Conflitos sobre Preferências Pessoais

Por incrível que pareça, não são os conflitos doutrinários que acabam fazendo os maiores estragos, mas os que envolvem preferências pessoais.

6. Priorização do Conforto

Proclamar o evangelho envolve sair da zona de conforto e explorar as realidades deste mundo, mas nem todos estão dispostos a isso.

7. Desconhecimento da Bíblia

Apesar da ênfase nos estudos bíblicos, a alimentação espiritual regular tem sido colocada em segundo plano. O momento, a estrutura e o material para o estudo da Bíblia existem, mas precisam fazer parte da prioridade da igreja.

Clique aqui para ler o artigo completo em inglês.

A Arte do Pensamento Estratégico

sexta-feira, março 09, 2007

Contextualizar o evangelho para a comunidade onde a sua igreja se encontra aplicando os dons dos crentes requer o desenvolvimento do pensamento estratégico. Planejar é um dos papéis da liderança. Planejar estrategicamente é um dos papéis dos líderes estratégicos.

No livro Tornando-se um Líder Estratégico, Richard Hughes e Katherine Beatty apresentam cinco aspectos essenciais dessa arte:

O pensamento estratégico requer síntese e análise.

A análise envolve destrinchar algo em partes menores. A síntese tem a ver com entender como as partes funcionam juntamente. Mais pessoas sabem analisar do que sintetizar.

O pensamento estratégico é tanto linear como não-linear.

O pensamento linear assume uma causa e efeito ou uma seqüência. Na cultura atual, esse tipo de pensamento tem se tornado cada vez menos eficiente na explicação e previsão de mudanças.

O pensamento estratégico é tanto visual como verbal.

A maioria dos nossos treinamentos, cultos e comissões ainda são essencialmente verbais. O planejamento estratégico envolve uma visão.

O pensamento estratégico é implícito e explícito

Pesquisas mostram que líderes executivos baseam-se em 50% da sua intuição na tomada de decisões. Existe a necessidade de se levar em conta não somente os dados e o senso de praticidade.

O pensamento estratégico envolve tanto o coração como a mente.

As pessoas serão mais facilmente motivadas para o ministério se o coração for tocado. Compreender quem somos e para onde vamos é importante se quisermos envolver as pessoas mais do que intelectualmente.

A melhor abordagem para o pensamento estratégico envolve os dois elementos dessas declarações. Portanto, a dica é analisar os seus líderes em cada aspecto dessa arte e notar se estão sendo equilibrados e completos.

As Igrejas Mais Inovadoras

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O tempo passa e o mundo muda. O tempo passa, o mundo muda e o evangelho não muda. No meio do caminho existe a Igreja que, com o decorrer do tempo, apresenta o evangelho para o mundo.

Como as igrejas de hoje estão inovando na maneira de alcançar um mundo em constante mudança e quais estão na dianteira? Essa foi a pergunta que motivou a revista Outreach a buscar uma resposta e estabelecer uma lista das igrejas mais inovadoras.

Falando dessa motivação, Tony Morgan, coordenador do estudo, diz: "Ao observarmos as igrejas de hoje e as diversas maneiras criativas pelas quais estão alcançando a sua comunidade, encontramos congregações que não estão temerosas de fazer um 'churrasco com algumas vacas sagradas' ou desafiar o status quo para certificarem-se de que as pessoas ao redor estão ouvindo e entendendo o significado do Evangelho para a sua vida.

Abaixo listei as 9 primeiras igrejas desse ranking:

1. LifeChurch.tv

2. Granger Community Church

3. North Point Community Church

4. Fellowship Church

5. Mosaic Church

6. Seacoast Church

7. Community Christian Church

8. National Community Church

9. Mars Hill Church

Ao destacar o valor da inovação, ouvir histórias e aprender com esses líderes, talvez você se sinta desafiado a iniciar um diálogo com a sua igreja sobre o futuro dela e o seu impacto na comunidade em mudança.

Antes que alguém apareça com o freqüente zeloso argumento, declaro eu que a igreja não deve em momento algum comprometer a sua mensagem. E vou
além, inovação por inovação, não tem valor na igreja. Mas se o resultado final forem vidas transformadas para Cristo, então a igreja precisa mudar.

Artigo e ranking completo na Outreach Magazine

Conflitos Impedem o Crescimento

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O que tem em comum as igrejas que crescem? Tentando responder essa pergunta o Hartford Institute for Religion Research fez uma pesquisa com 900 congregações. O relatório apresenta as conclusões.

O item mais importante na lista é o relacionamento entre os membros e a ausência de conflitos graves.
C. Kirk Hadaway, autor do relatório ainda ressalta: "Essa descoberta aponta para a necessidade da habilidade de resolver conflitos entre os pastores".

Ainda, as congregações com maior probabilidade de crescimento, segundo o relatório, são aquelas que:

-- têm missão e propósito claros como igreja;
-- conduzem cultos dinâmicos;
-- apresentam um plano específico de evangelismo;
-- reestudaram o formato dos cultos nos últimos cinco anos.

Vale a pena fazer o teste!
Por G. Jeffrey Macdonald para o Religion News Service

Veja On-line: Evangélicos em Profundidade

terça-feira, fevereiro 13, 2007



A edição da semana passada da revista Veja destacou
A Força da Fé na Vida Moderna. Essa não foi a primeira e nem será a última vez que fé e religião ocupam a capa do periódico. O meu destaque, no entanto, vai para a nova seção da revista Veja online sobre os evangélicos.

Nessa seção, que destaca principalmente o crescimento do número de evangélicos no País, você também encontra artigos, como:

O crescimento vertiginoso das igrejas
- Neopentecostais já somam dezenas de milhões de seguidores
O trabalho de conversão e a ação social - Pastores conqusitam fiéis nas camadas pobres e classe média
Negócios suspeitos, muitas denúncias - Grandes igrejas são acusadas de maracutaias e manipulação
Força no rádio e TV. E adeptos famosos - Seitas compram redes tradicionais. Celebridades se convertem
Uma acirrada disputa com os católicos - A principal religião do país em número de adeptos tenta resistir

Você ainda encontra entrevistas, opiniões e infográficos úteis na compreensão do mundo evangélico brasileiro!

Espero que goste da dica!
Um abraço.

A Igreja em 2011

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Recentemente a Adventist Review publicou um artigo de Thom S. Rainer, autor de vários livros sobre o Crescimento da Igreja, entitulado A Igreja em 2011. A análise de Thom tem a ver com o envelhecimento da população e a importância da Igreja estar sensível a isso.

Em 1900, a expectativa de vida nos Estados Unidos era de 47 anos. No ano 2011, a estimativa é de que esse número esteja em torno de 80 anos. Naquele país, um fenômeno conhecido como "Baby Boom" ainda amplia essa realidade, já que um terço dos americanos vivendo hoje, nasceram entre 1946 e 1964.

A pergunta é: como a igreja responderá a esse cenário?

Alguns fatos curiosos:
  • Atualmente, dois terços dessas pessoas não vão à igreja mais do que duas vezes ao ano;
  • Muitos desse grupo estão se tornando nostálgicos;
  • Aparentemente, contrário à tendência geral, a receptividade desse grupo ao evangelho tem aumentado com o passar do tempo;
  • As pessoas desse grupo, no entanto, não se contentarão em simplesmente serem mais um na igreja; e,
  • Esse grupo estará cada vez mais interessado em aprofundar-se no estudo das verdades bíblicas.
A outra pergunta é: estamos prontos para atender essas pessoas?

No Brasil, a expectativa de vida também tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e a igreja refletirá essa realidade. Freqüentemente, as igrejas tem se preocupado em ministrar para os jovens, mas raramente para os mais velhos.

Sem nos esquecermos das crianças, adolescentes e jovens, como podemos incluir os mais velhos e impactar a eternidade deles?


Leia o artigo na íntegra, aqui (em inglês).

A Comunidade É o Seu Foco Principal?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Na edição de Janeiro/Fevereiro deste ano da revista Facts & Trends foram publicados os resultados de uma pesquisa que mostra o envolvimento das igrejas protestantes nos Estados Unidos com o evangelismo e a comunidade:

  • 70% das igrejas utilizam a Escola Cristã de Férias, o método mais comum;
  • 59% usam folhetos, livros e revistas;
  • 56% realizam eventos para a vizinhança;
  • 51% promovem concertos musicais;
  • 50% fazem mala-direta; e
  • 49% visitam asilos.
Outros programas populares incluem os dias especiais para convite de amigos à igreja (42%), reavivamentos e cruzadas evangelísticas (37%), serviços comunitários (31%), websites e blogs (27%), recursos audiovisuais (26%) etc.

O estudo ainda apresentou as razões pelas quais os pastores não estão mais envolvidos em alcançar a comunidade.
  • 58% Falta de voluntários
  • 52% Falta de líderes leigos
  • 50% Falta de dinheiro
No entanto, o que mais chamou a atenção nos resultados foi que 39% dos pastores alegaram não fazer mais pela comunidade pelas seguintes razões:
  • O seu foco estava em sua congregação;
  • Preferiam satisfazer as necessidades espirituais em vez das físicas;
  • Essa não era uma prioridade na sua igreja;
  • A sua comunidade não tem grandes necessidades;
  • Outras organizações fazem essas coisas melhor do que eles; e
  • Porque a sua comunidade não está interessada.
A comunidade é o seu foco principal?

Recomendo a leitura do relatório completo e análise das tabelas comparativas.

A Visão do Crescimento Futuro

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Na semana passada, The New York Times publicou um artigo (A Church's Challenge: Holding On to Its Young, o terceiro de uma série) sobre o crescimento da igreja e o desafio, nada novo, de manter o interesse dos jovens. A reportagem cita a pequena igreja do bairro do Harlem, Arca da Salvação Para o Novo Milênio, com 60 membros, que tem obtido sucesso com os jovens e adolescentes.

O pastor Danilo Florian há dois anos sonhou com um grupo de louvor dirigido por esse grupo. Desde então, ele conseguiu instrumentos e pagou as aulas de música de alguns jovens que hoje tornaram aquela visão uma realidade.

O articulista ainda destaca que, diferente do que alguns possam pensar, os padrões do estilo de vida dessa igreja são bastante conservadores. Os jovens são desincentivados a assistir à televisão, a dançar e a namorar jovens de outras igrejas, por exemplo.

Obviamente, os benefícios desse projeto são muito mais amplos, sendo as mudanças e novas esperanças na vida dos jovens, os principais. A maioria dessas pessoas vem de famílias desestruturadas, tem parentes presos, envolvidos no tráfico de drogas e tinha pouquíssimas possibilidades de sucesso.

Após o contato com a igreja, a superação do preconceito e a chance de participação direta no grupo de louvor, as perspectivas mudaram e hoje eles são as pontes entre a igreja e os amigos e parentes.

Não deixe de ver a apresentação multimídia sobre essa igreja (em inglês e espanhol).

Feliz Natal e Ótimo 2007!

terça-feira, dezembro 26, 2006

Um agradecimento especial a todos que acessaram o blog em 2006 e acompanharam os temas aqui apresentados.

Você é apaixonado pela Igreja e pela sua missão!

Durante as próximas 3 semanas o blog não terá atualizações tão freqüentes devido ao período de férias. Aguarde novidades para 2007! Um abraço.

A Criatividade e o Crescimento da Igreja

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Costumo dizer que não existe uma "fórmula mágica" (Só pequenos grupos, só igrejas-lar, só evangelismo público etc) para o crescimento da igreja. Existe, sim, uma orientação bíblica clara de que precisamos planejar sob a direção constante de Deus para cumprirmos a missão de pregar o Evangelho eterno.

No entanto, percebe-se que em todos os lugares onde a missão é cumprida com êxito aparece um elemento em comum: criatividade. Algo único, específico, compartilhado e inovador.

Dr. Monte Sahlin, tem apresentado esse tema em seu blog Faith in Context mais de uma vez com muita propriedade.

"Uma fé experimental é expressa em um ministério experimental. É dessa forma que expressaria isso como princípio. Não precisa ser verdadeiramente experimental no sentido de estar sendo feito pela primeira vez e com um modelo experimental estruturado ou conscientemente replicando um modelo (o que é muito raro), mas no sentido de ser sempre inovador e sem precedentes para as pessoas involvidas."

Recentemente no New York Times, Tom Friedman abordou a questão da criatividade nas empresas apontando esse fator como a chave para o sucesso. Segundo ele, a criatividade é premiada.

Então perguntamos como isso se aplica à igreja. Estamos desenvolvendo comunidade que atraem, encorajam e apóiam pessoas criativas? Estamos também "premiando" a criatividade no ministério?

Dr. Sahlin vai além afirmando que "existe um sentido em que essa dimensão criativa é uma assinatura de autenticidade, um sinal da presença e atividade do Espírito."

O final do ano é a melhor época do ano para os negócios. Muitas áreas asseguram os seus lucros nesse período. As empresas tornam-se realmente criativas para vender e lucrar muito.
Acontece que o tema dessa época do ano é Jesus e nós deveríamos ser os especialistas em apresentar Jesus. Por que não empregamos mais criatividade na pregação do evangelho?

O Evangelho Ecológico

terça-feira, dezembro 12, 2006

A o mundo enfrentar a “inconveniente verdade”, como o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, chamou a mudança climática, as igrejas na Grã-Bretanha estão procurando saber como podem ajudar a deter não apenas a decadência espiritual do planeta, mas também o seu declínio ambiental.

No dia 20 de novembro passado, várias igrejas se uniram numa reunião sobre as mudanças do clima, em uma reunião realizada na sede do Christian Aid, uma organização beneficente com sede em Londres.

Segundo o Christian Aid, “nenhum outro tema em particular se apresenta como um claro e iminente perigo para o bem-estar futuro dos pobres do mundo.”

“As potenciais devastações das mudanças climáticas são tão severas que poderiam anular os esforços para assegurar um desenvolvimento significativo e sustentável nos países pobres”, continua o relatório. “Na pior das hipóteses, poderiam também fazer retroceder o progresso real até agora alcançado... A mudança no clima, então, é um tema de grande urgência para a pobreza”.

Dentro do contexto teológico das igrejas como “mordomos fiéis” da Criação, o Christian Aid enfatizou a importância da urgente necessidade da diminuição das emissões de carbono no ar para proteger o meio ambiente e lutar contra a pobreza nos países em desenvolvimento.

A essência da reunião foi que essas igrejas que apóiam o Christian Aid deveriam praticar o que pregam.

Os temas levantados foram:

  • O que as igrejas estão fazendo para diminuir a emissão de carbono dentro de seus prédios?
  • Os membros deveriam usar lâmpadas que economizam energia?
  • Os prédios das igrejas estão adequadamente isolados?
  • Há mais que poderia ser feito, como o transporte solidário para assistir aos serviços de culto na igreja?

No ano de 2007, o Christian Aid planeja alcançar o governo e as empresas num esforço para encorajar as indústrias a se registrarem e diminuírem a taxa de emissão de carbono para cinco por cento cada ano.


Por Alan Hodges, para a ANN (Ano 9 - 2006 – 332 – 12/12/06).

A Igreja Precisa de Templos?

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Por Márcio Dias Guarda, em março de 2000, na Revista Adventista.


Os Vizinhos da Igreja

sexta-feira, novembro 24, 2006

Se a sua igreja repentinamente deixasse de existir, quem sentiria falta dela?

Logicamente, você não seria o único, certo? E as pessoas do bairro? E as da comunidade?

Por Que as Pessoas Saem da Igreja?

quarta-feira, novembro 15, 2006

Um estudo recente realizado pela LifeWay Research com 469 pessoas apontou as causas pelas quais elas pararam de ir à igreja.

De forma geral, 59% das pessoas que sairam da igreja disseram que a causa foram as mudanças na situação de vida. De acordo com o estudo, 19% dessas pessoas simplesmente tornaram-se ocupadas demais para freqüentar a igreja. Outros 17% apontaram as responsabilidades para com a família como sendo a razão principal. Ainda foram mencionadas a situação no trabalho, divórcio e mudança como influenciadores nesse distanciamento.

Outra razão comum para deixarem de ir à igreja segundo a pesquisa é a decepção com o pastor/igreja. Dos entrevistados, 37% citaram esse item. Segundo a LifeWay, 17% das pessoas disseram que os membros da igreja eram "hipócritas" e "julgadoras dos outros" e 12% apontaram que a igreja era conduzida por uma "panela que desencorajava o envolvimento".

Ainda, 80% dos que deixaram a Igreja não têm uma crença firme em Deus, o porquê de eles priorizarem o trabalho e a família em relação à igreja.
Entre as dez principais razões para as pessoas sairem da Igreja, somente duas eram espirituais. Parte dos entrevistados, 14%, disseram que a igreja não estava contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual, enquanto outros 14% disseram que pararam de acreditar em uma religião organizada.

O estudo ainda sugere que uma maior atenção aos membros pode influenciar no discipulado. Das pessoas que deixaram a igreja, 16% disseram que ninguém as contactou após pararem de freqüentar a igreja e outros 16% sentiram que ninguém parecia se importar com o fato.


Mais detalhes sobre essa pesquisa clicando aqui (em inglês).

Cresce o Pentecostalismo na América Latina

quinta-feira, novembro 09, 2006

Uma pesquisa sobre o pentecostalismo na América Latina foi divulgada recentemente apontando aspectos interessantes da nossa realidade.

O crescimento dos pentecostais e carismáticos na América Latina segundo a World Christian Database:

1900 0.01 milhões e 0.0% da população
1970 12.6 milhões e 4.4% da população
1990 118.6 milhões e 26.9% da população
2005 156.9 milhões e 28.1% da população
No Brasil, o censo do ano 2000 revelou que o número de evangélicos era de mais de 15% da população, cerca de 26 milhões de pessoas, e 68% da comunidade evangélica era pentecostal.

As descobertas da pesquisa do The Pew Forum em 2006 sugerem que a expansão evangélica no Brasil é predominantemente pentecostal, com aproximadamente 8 em 10 evangélicos entrevistados indicando que são pentecostais ou carismáticos. A igreja Assembléia de Deus é a maior igreja pentecostal com cerca de 40% do total. Vale lembrar que praticamente metade dos católicos entrevistados foram classificados como carismáticos.

A pesquisa também apresenta o relacionamento entre a política e o crescimento do pentecostalismo no país.

Veja mais sobre o desenvolvimento histórico do pentecostalismo na América Latina. http://pewforum.org/surveys/pentecostal/latinamerica/ (em inglês)

Quão Saudável é a Sua Igreja?

sexta-feira, outubro 27, 2006

Duas afirmações unânimes são: "A Igreja deve ser saudável" e "uma igreja saudável deveria naturalmente crescer". A pergunta, no entanto, mais difícil de conseguir a mesma unanimidade, é: "Como saber se a Igreja é saudável?"

Como saber se a adoração, instrução, evangelismo, treinamento e comunhão na sua igreja está no caminho certo? Como medir o impacto do ministério na congregação e na comunidade?

Marshall Shelley, editor do Leadership Journal, publicou recentemente um artigo entitulado
"Can Effectiveness in Ministry Be Measured?"

Segundo ele, a saúde da igreja hoje tem a ver com transformação de vidas. Eis a sugestão de quatro maneiras de se medir o sucesso no discipulado:

1. O número de interessados nos cultos e eventos evangelísticos (no mínimo, 15 por cento).
2. O número de membros capacitados para testemunhar da sua fé (no mínimo, 25 por cento).
3. O número de adoradores que participam em pequenos grupos de oração e estudo bíblico (no mínimo, 60 por cento).
4. O número de membros que já identificaram os seus dons espirituais e estão aplicando-os de alguma forma (no mínimo, 60 por cento).

Marshall ainda lista cinco perguntas interessantes que nos ajudam a medir o impacto da igreja na vida das pessoas:

1. As pessoas sentem a presença de Deus na igreja? Apesar de a resposta ser bastante individual, havemos de concordar que a negativa é um parâmetro supremo.
2. A igreja é focada nos outros? As pessoas estão interessadas em conhecer novas pessoas, o que eles precisam e como podem suprir essas necessidades?
3. Os convidados encontrarão alguém na igreja como eles? Existe a identificação entre visitantes e membros?
4. A igreja sabe lidar com conflitos? O que determina a saúde da igreja não é necessariamente a não existência de conflitos, mas como são administrados.
5. Existe um clima de expectativa? O que motiva a igreja além de saber como Deus tem os guiado no passado, é viver uma expectativa e viver as bênçãos dos céus no presente e no futuro.

De forma absoluta no entanto, só vamos conhecer a verdadeira espiritualidade quando ouvirmos "muito bem, servo bom e fiel" (Mt. 25:21).

Por Que Algumas Igrejas Crescem e Outras Não?

sábado, outubro 14, 2006

Extraído do artigo de Daniel Julio Rode (Clique e leia na íntegra)

Especialistas em crescimento da igreja admitem que é difícil explicar com precisão por que algumas congregações crescem e outras não. O crescimento de uma igreja é ato complexo e não há maneira de reduzir essa complexidade a uma simples fórmula.1 Contudo, experts do gabarito de Peter Wagner, Christian Schwarz e Ken Hemp-hill vêm estudando esse fenômeno em diferentes países e culturas, e desenvolveram vários modelos de igrejas sadias e em crescimento. Uma análise desses estudos, aliada a observações experimentais diretas, indicam que tais congregações tomaram 10 iniciativas específicas.

1. Possuem uma liderança competente e visionária

Esses líderes são dirigentes otimistas que aceleram, concentram e dirigem todas as atividades da igreja segundo a visão divina para aquela congregação, e no sentido de produzir crescimento.

2. Desenvolvem ministérios de acordo com os dons, e evangelismo de acordo com as necessidades

Um estudo revelou que 68% dos membros de igrejas em crescimento disseram: “As tarefas que desempenho na igreja estão de acordo com meus dons.” Em congregações estagnadas, somente 9% harmonizam-se com essa declaração.

3. Irradiam o contágio da espiritualidade

A “ousadia” de pregar o evangelho era uma das marcas do crescimento da igreja primitiva (Atos 4:13, 31; 13:46; 14:3; 19:8; I Tessalonicenses 2:2).

4. Seguem prioridades baseadas na Bíblia

As igrejas que crescem têm suas prioridades arranjadas segundo a ordem bíblica: relacionamento com Deus, relacionamento com a igreja local, e dedicação ao trabalho da igreja.

5. Adotam estruturas funcionais

Schwarz observa: “Nossa pesquisa teve êxito em demonstrar e atestar que o fenômeno doentio do tradicionalismo... está numa relação inversa tanto com o crescimento como com a qualidade das igrejas”.

6. Planejam inspiradores serviços de culto

Em congregações crescentes, 80% de seus membros disseram que o culto em suas igrejas têm sido uma experiência inspiradora; mas somente 49% disseram o mesmo em igrejas estagnadas.

7. Desenvolvem um programa de células

Em congregações prósperas, 78% dos membros disseram que suas igrejas “encorajavam conscienciosamente a multiplicação de pequenos grupos mediante divisão, ao passo que em igrejas estancadas somente 6% disseram o mesmo”

8. São amistosas

A amizade é um fator importante que afeta o crescimento da igreja. Sua ausência causa apostasia e sua presença encoraja a volta daqueles que estiveram fora.

9. Fazem discípulos

A transformação de membro em discípulo é um fator importante em congregações crescentes. Quanto mais eficaz o processo de fazer discípulos, tanto mais pujante é o crescimento da igreja.

10. Valorizam os diferentes aspectos humanos

As pessoas gostam de se tornar cristãs sem terem de cruzar barreiras raciais, lingüísticas ou de classe.

Qualquer congregação que busque crescimento não pode ignorar essas dez caraterísticas. O ponto principal é que não há um fator isolado que resulte no crescimento de membros, mas a operação harmoniosa de diversas caraterísticas visando a um só propósito.

O Fenômeno das Mega-Igrejas

sexta-feira, setembro 22, 2006

O estudo anual sobre o crescimento das mega-igrejas da revista Outreach deste ano já foi publicado. O relatório apresenta a lista das cem igrejas que mais cresceram nos Estados Unidos no ano de 2005.

Este ano, 52 igrejas estréiam na lista e não faziam parte do ranking do ano passado. Os estados americanos mais representados são o Texas, a Califórnia, a Flórida e a Geórgia. As igrejas mais presentes no relatório são as baptistas, independentes, independentes carismáticas e assembléias de Deus.

Aqui estão as 10 top:
1. Lakewood Church - 12.000 membros - Pastor Joel Osteen
2. Park Cities Presbyterian Church - 5.018 membros - Pastor Skip Ryan
3. New Birth Missionary Baptist Church - 3.500 membros - Pastor Eddie Long
4. Salem Baptist Church - 3.366 membros - Pastor James Meeks
5. Without Walls International Church - 3.330 membros - Pastor Randy White
6. Asbury United Methodist Church - 3.240 membros - Pastor Tom Harrison
7. St. Luke Community UMC - 3.037 membros - Pastor Tyrone Gordon
8. Willow Creek Community Church - 2.900 membros - Pastor Bill Hybels
9. Grove City Church of the Nazarene - 2.861 membros - Pastor Mark Fuller
10. Community Bible Church - 2.858 membros - Pastor Robert Emmit


Obviamente o relatório está limitado ao crescimento numérico das igrejas e claramente inserido no contexto da coqueluche do momento nos Estados Unidos: as mega-igrejas. No entanto, acredito que podemos aprender aspectos interessantes dessa observação. Um crescimento numérico de 3.000 membros em um ano, em uma só igreja, exige, no mínimo, um bom planejamento. Enfim, diversas outras lições estão disponíveis a todos através dos websites das igrejas relacionadas.

Quem Quer Seguir Zaratustra?

sexta-feira, setembro 08, 2006

O Zoroastrismo, que já contou com 40 a 50 milhões de seguidores, tem hoje não mais do que 190.000 ao redor do mundo.

Recentemente o The New York Times apresentou um artigo em sua primeira página a respeito dessa situação.

A fé zoroastriana, com idade de aproximadamente 3.000 anos, parece ter tido o seu ápice durante o império medo-persa e permanecido como a principal religião na Pérsia até a chegada do islamismo.

A maioria dos seguidores do Zoroastrismo, hoje, é das classes média e alta devido à ênfase na educação, respeito pelas mulheres e mobilidade social.


Apesar do número de seguidores ser cada vez menor, zoroastrianos -- que sequem o profeta Zaratustra (Zoroastro em grego) -- estão divididos em relação a aceitar famílias onde só um é da fé e conversos de forma geral. Quase metade dos clérigos defendem a endogamia (casamento entre pessoas do mesmo grupo).

A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos.


Original no The New York Times em inglês, na edição de 6/9/06, por Laurie Goodstein.
Apresentação de slides em inglês sobre o declínio do Zoroastrismo.

Menonitas -- Conservadores Podem Crescer

quarta-feira, setembro 06, 2006


Com as características confortáveis do estilo de vida americano, a dedução mais lógica diria que os Menonitas jazem no esquecimento. Mas essa religião cristã, em que os membros rejeitam todas as facilidades da vida moderna, incluindo computadores, celulares e carros, tem experimentado um crescimento destacado.

A Antiga Ordem Menonita, conhecida nos Estados Unidos como "horse-and-buggy" ou "Wenger Mennonites" apresentava 200 famílias em 1927. Hoje, segundo um estudo recente, eles são 18.000 em nove estados americanos.

Esse grupo decidiu separar-se dos demais menonitas quando os demais aceitaram o uso de automóveis e outras "regalias mundanas". Por outro lado, apresentam-se mais progressivos do que os Amish, um grupo semelhante, já que usam eletricidade, tratores e são menos rígidos em relação às roupas e barbas.

Segundo o estudo, dois fatores tem relação direta com o crescimento significativo dos Menonitas-Wenger: o conservadorismo e as altas taxas de fertilidade nos Estados Unidos. Em média, essas famílias tem 8,3 filhos.

Merece grande destaque a habilidade desse grupo em reter os jovens -- 90% deles permanecem menonitas. Nesse sentido eles identificam a redução de influência "externa", através da televisão, rádio e internet, como contribuinte para "permanecerem longe das muitas tentações do mundo".

Original: Wenger Mennonites Show Sharp Growth Rates, por Daniel Burke, para Religion News Service.

Wall Street Journal: Crescimento da Igreja Gera Conflitos

A edição de ontem do Wall Street Journal apresentou uma reportagem sobre os conflitos em igrejas evangélicas nos Estados Unidos que procuraram implementar as idéias de crescimento da igreja de Rick Warren.

Segundo o artigo os principais pontos de atrito são:
1. Introdução de conceitos de marketing para promover o evangelho.
2. Sermões que abordam a aplicação da fé nos contextos cotidianos.
3. Uso de projetores para colocar as letras dos hinos na tela.
4. Músicas que utilizam o violão como instrumento principal.
5. Atração de jovens para a igreja.

O articulista, então, discorre sobre várias situações onde essas idéias causaram dissensão entre os membros que são a favor e contra, chegando até mesmo a causar mudança na liderança e membresia.

Alguns podem se escandalizar com a idéia de que o crescimento da igreja possa gerar conflito, uma vez que essa é a expectativa natural da igreja. No entanto, a prática demonstra que mudar alguns paradigmas e aplicar novos conceitos, como esses do Movimento de Crescimento da Igreja, certamente envolve bastante diplomacia e negociação.

Em nenhum momento afirmamos que tudo o que Rick Warren apresenta está correto e se aplica em todas as situações, mas talvez o mais impressionante é a pequenez dos pontos que causam tamanha discussão.

Segundo estatísticas, 89% dos membros acreditam que a igreja existe para satisfazer as necessidades da sua família e somente 11% entendem que a sua principal missão é para com os que não se encontram nela.

Graças a Deus pela natureza dinâmica da igreja que oferece um ambiente propício para a maior mudança que o ser humano jamais viu: a conversão. -- Marcelo Dias

ESTUDO: O Maior Desafio dos Pastores é o Crescimento da Igreja

quinta-feira, agosto 31, 2006

Uma pergunta aberta foi incluída na pesquisa da Faith Communities Today (FACT) em 2005: Quais são os maiores desafios na sua congregação?
Esse estudo é realizado com líderes leigos e pastores de 900 congregações de várias denominações nos Estados Unidos.

Quase um terço das menções estava relacionado com o crescimento:
15% Crescimento congregacional
8% Evangelismo
7% Incluir famílias jovens

Quase um quarto mencionaram assuntos relacionados com finanças (12%) ou com o aspecto físico da igreja (11%): campanhas, mordomia, tesouraria, projetos de construção, compra de terrenos, reformas, etc.

Ainda foram mencionados ítens como:
7% Espiritualidade
6% Envolvimento dos membros
6% Descubrimento de uma visão para a congregação

Link para notícia em inglês:
http://mondaymorninginsight.com/index.php/site/comments/
study_top_challenges_faced_by_pastors/

Menos Membros na Igreja Metodista

terça-feira, agosto 22, 2006

O site Religion News Service anunciou no mês passado que, segundo as estatísticas da Igreja Metodista Unida, o número de membros foi o menor no último ano ficando abaixo de 8 milhões nos Estados Unidos pela primeira vez em quase 80 anos. Ao redor do mundo, o número de membros estimado é de 9,86 milhões.

Assim como outras denominações protestantes tradicionais (Ver também o post "Menos Membros na Igreja Presbiteriana" http://mecdias.blogspot.com/2006/08/menos-membros-na-igreja-presbiteriana.html), a igreja metodista tem perdido membros lentamente desde o seu início em 1968.

A freqüência à igreja também diminuiu 1,63% no último ano, alcançando 3,34 milhões a cada semana, de acordo com o serviço de notícias da igreja.

A tendência de declínio no entanto é exclusiva dos Estados Unidos, já que o número de membros em outros continentes tem aumentado significativamente, chegando a 68% no período de 1995 a 2004.

Por Que os Homens Odeiam Ir à Igreja

quarta-feira, agosto 16, 2006

Recentemente a Adventist Review publicou um editorial que enfatiza uma importante questão atual em termos de crescimento da igreja -- por que os homens odeiam ir à igreja.

Um livro com esse título, escrito por David Murrow, tem sido o causador de várias reações no meio evangélico em relação a o que as igrejas precisam fazer para atrair mais os homens.

Na verdade o autor vai além, dizendo até que "a maioria dos homens que gostam do estilo das igrejas de hoje são passivos".

O livro lista algumas razões pelas quais os homens não se interessam mais pela igreja:
1. As pessoas precisam falar, ler e orar na igreja e, de forma geral, os homens não são tão bons nisso quanto as mulheres.
2. A metodologia (as classes bíblicas e o processo de aprendizado) da igreja atrai mais as mulheres do que os homens.
3. As metáforas para a caminhada cristã são femininas. Ex: um relacionamento pessoal com Jesus.

Em contrapartida, Bonita Shields em seu editorial apresenta que talvez essas não sejam as verdadeiras razões, já que ela não concorda que a igreja seja muito feminina, os pastores delicados demais e que a capacidade aprendizado dos homens seja inferior.

As mulheres realmente são maioria na igreja -- fato que nem todas realmente apreciam. As solteiras percebem o desequilíbrio e as desvantagens da situação. As casadas sentem as conseqüências em sua família. Se o homem não se envolve na igreja, certamente não exercerá a sua função de líder espiritual do lar.

Todos concordamos, portanto, que a igreja precisa continuar buscando ativamente apresentar o evangelho de forma atrativa para todos os segmentos e também para os homens.


Why Men Hate Church, por Bonita J. Shields -
http://www.adventistreview.com/issue.php?issue=2006-1523&page=5&PHPSESSID=7ffcae20a86fdb2281796334daa8eeb0

Why Men Hate Going to Church
http://www.cbn.com/spirituallife/ChurchAndMinistry/
menhatingchurch.aspx

Menos Membros na Igreja Presbiteriana

segunda-feira, agosto 14, 2006

O Christian Post anunciou recentemente que o número de membros da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos diminuiu mais de 2 por cento em 2005, maior queda desde 1975. O número de membros agora soma 2.313.662.

“O primeiro ano de perdas foi 1966 e o declínio nunca foi menos do que 1 por cento desde 1969", de acordo Jack Marcum, do Serviço de Notícias Presbiterianas. “Houve uma aceleração no início dos anos 70 e desde 1975 as perdas têm estado entre 1 e 2 por cento.”

Apesar de quase 125 mil pessoas terem se juntado à denominação e 28.680 se transferido de outras igrejas, 36.191 membros morreram e mais do que 108.000 saíram da igreja presbiteriana (EUA).


Reportagem completa em inglês:
http://www.christianpost.com/article/20060603/4220.htm

90.000 Horas de Serviço Comunitário Como Parte da Tradição de Universidade

sexta-feira, agosto 11, 2006

A missão da igreja, por definição, envolve a interação com a comunidade, alvo da da ação do corpo de Cristo. No entanto, a dificuldade em compreender a tensão entre "estar no mundo" e "não ser do mundo", parte da compreensão evangélica da natureza da igreja, não tem contribuído para que a ação social seja mais intensa e real.

Na semana passada, uma reportagem exaltou uma iniciativa, chamada Projeto Impacto, nos Estados Unidos que apresentou 90.000 horas de serviço comunitário este ano. Tive o privilégio de participar desse projeto por três anos, no Union College (Lincoln, Nebraska) e experimentar em primeira mão o impacto que ele causa na comunidade e nos voluntários.

Um verdadeiro exemplo de como viver o que se prega!
Marcelo Dias


O Projeto Impacto começou com a meta de pintar 100 casas para celebrar o centenário do Colégio União. Pintura de casas e embelezamento da vizinhança continuam a ser projetos prioritários.

O Projeto Impacto é inteiramente liderado por estudantes. Justin Okimi (à esquerda) e Jesse Proctor coordenam atualmente a equipe de liderança.

Estudante do Colégio União, Sean Dale, conduz uma seção de leitura de histórias.

Antes de saírem para servir, os mais de 800 voluntários do Colégio União se reúnem diante da torre de relógio do campus para uma foto de grupo.Em 24 de agosto os estudantes do Colégio União, em Lincoln, Nebraska, estarão dedicados a pinturas de casas num projeto de serviço comunitário chamado Projeto Impacto. Praticamente o campus inteiro estará envolvido nisso. O 25o. aniversário do evento está chamando atenção além dos limites do colégio.

O governador de Nebraska, Dave Heineman, deverá estar presente no dia de abertura das atividades. Uma semana dentro do semestre de outono se esperaria que na sua maioria os estudantes preferissem dormir até mais tarde em vez de acordar cedo para pintar casas ou arrastar arbustos, a menos que exigido, ou talvez se lhes fosse dado crédito por tal envolvimento. Mas ao longo dos anos, estudantes voluntários têm encontrado um tipo diferente de motivação--e isso nada tem a ver com guloseimas grátis e camisetas que obtêm por ajudar. A estudante de comunicação Mindy Mekelburg explica a atividade deste modo: "O Projeto Impacto me fez olhar para além de mim mesma e ver a necessidade de ajuda em nossa comunidade".

Desde 1981, cerca de 135.000 voluntários como Mekelburg acumularam mais de 90.000 horas de serviço com um objetivo em mente: fazer uma diferença. "Há sempre a tentação de usar o dia para descanso muito necessário em vez de aparecer para o Projeto Impacto às 8:14 da manhã", admite Larry Ray, um professor de matemática do Colégio União. Mas ele logo acrescenta: "Ao final do dia, ficamos imaginando como pudemos ter sido tentados a ficar de fora disso. O gozo de ver os olhos de uma criança brilharem ou a apreciação expressa pelo pessoal da agência nos concede satisfação imensurável. Essas bênçãos nos têm mantido em ação por 25 anos".

Ao longo das décadas, as agências locais têm dado as boas-vindas e até dependem do zelo dos voluntários do Projeto Impacto. Shanna Letcher, coordenadora voluntária para uma organização de apoio à infância, diz que antecipa trabalhar com os voluntários do Colégio União: "Eles nunca são negativos; são sempre tão alegres. Aparentam que realmente desejam estar aqui". E realmente isso se dá, declara Justin Okimi, que se graduará este ano e atua como capelão assistente do Colégio União, coordenador do Projeto Impacto por seis vezes.

O Projeto Impacto procura adaptar aos voluntários serviços que mais bem se adaptem a seus talentos e interesses. Os voluntários dizem que isso lhes desperta o entusiasmo e significa que terão mais possibilidade de se dispor a projetos de longo prazo. Heather Dickman, que estuda ciências da saúde, diz que "após participar em meu primeiro ano, fiquei animada a envolver-me em mais atividades voluntárias . . . e desejava causar um impacto por todo o ano".

Este ano o Projeto Impacto fará parceria com o Programa de Ação de Lincoln--uma agência privada e sem fins lucrativos de ação comunitária--para um projeto especial de 25o. aniversário: revitalizar os bairros Clinton e Hartley, em Lincoln. Sob a direção de Okimi, os voluntários irão limpar quintais, remover pixações e refugos e plantar árvores, entre outros projetos de renovação urbana. Também participarão de um período de leitura para crianças na Biblioteca da Cidade de Lincoln. Okimi declara que ele, juntamente com voluntários do C.U., sentem-se realmente "privilegiados em ser parte desses projetos". E prossegue: "Ao fazer os estudantes sentirem-se realmente parte da comunidade, o Projeto Impacto perpetua o processo de voluntarismo. Faz com que os estudantes cheguem a perceber: 'Peraí, eu não freqüento só o colégio aqui, eu moro aqui. Sou parte disto".

Por Elizabeth Lechleitner/ANN Staff
http://news.adventist.org/data/2006/07/1154964486/index.html.pt

Pastores Humanos

quarta-feira, agosto 09, 2006

No último mês, o grupo Barna, especializado em pesquisas sobre o ministério, revelou o resultado de um dos seus projetos mais recentes.

Segundo o site oficial, "os dados deste relatório foram baseados em uma pesquisa nacional [nos EUA] por telefone ... com uma amostra representativa de 627 pastores titulares de igrejas protestantes". Essa pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2005.

A pesquisa apresenta 7 conclusões principais a respeito do perfil desses pastores:


1. Como outros adultos, muitos pastores têm dificuldades com relacionamentos interpessoais.

A maioria dos entrevistados (61%) revelou que tem poucos amigos próximos e um sexto deles sente-se subvalorizado. Eles ainda revelaram que um grande número (20%) lida com problemas familiares muito difíceis.

2. A maioria dos pastores são extremamente confiantes na sua habilidade para ensinar, discipular e liderar.
Mais de 90% dos participantes revelaram que são instrutores bíblicos eficazes e líderes eficientes. Mais de 80% dos pastores também se consideram discipuladores eficazes.

3. Muitos pastores descrevem as suas personalidades como sendo tímidos e introvertidos.
Um quarto dos pastores dos Estados Unidos se disseram introvertidos. A mesma porcentagem da população em geral, o que sugere que o ministério não é somente para os que se sentem atraídos pela exposição pública.

4. Arriscar-se é algo que diminui significantemente entre os pastores que tem mais de 20 anos de ministério.

5. Apesar de retratarem os pastores como tendo olhos somente para o ministério, a maioria dos pastores acha que leva uma vida equilibrada.


6. A idade dos pastores freqüentemente influencia a auto-percepção.

7. As maiores diferenças de auto-percepção foram encontradas entre pastores negros e brancos.

Para mais informações (em inglês):


http://www.barna.org/FlexPage.aspx?Page=BarnaUpdateNarrow&BarnaUpdateID=242


Entrevista Exclusiva - Pr. Márcio Dias Guarda Fala Sobre Encontro na Turquia

segunda-feira, julho 31, 2006


Pr. Márcio Dias Guarda visita as ruínas da antiga Laodicéia.

O Pr. Márcio Dias Guarda, editor da Casa Publicadora Brasileira, foi um dos representantes brasileiros na 2a. Conferência Bíblica Internacional há duas semanas na Turquia. Ele gentilmente concordou em responder algumas perguntas do blog a respeito do encontro, que você lê na seqüência:

1. Qual foi o ponto alto do encontro?
A 2ª Conferência Bíblica Internacional, realizada no Hotel Surmeli, em Éfeso, Turquia, de 7 a 17 de julho, pode ser dividida em 4 partes: (1) As sessões plenárias, nas quais teólogos adventistas escolhidos entre os mais conhecidos apresentaram teses reafirmando a posição oficial da igreja a respeito de assuntos como: “O papel da igreja na interpretação da Bíblia” (Richard Davidson), “A mensagem e missão do povo de Deus no AT” (Jiri Moscala), “A mensagem e missão do povo de Deus no NT” (Roberto Badenas – dentre todos, esse era um dos dois únicos que não trabalham nos Estados Unidos), “O remanescente do tempo do fim e o mundo cristão” (Ekkehardt Mueller) e “Ellen White e o papel da Bíblia na igreja remanescente (Ed Zinke). Todas essas plenárias tiveram excelente conteúdo; as demais que não citei não classifico assim. (2) Os devocionais, confiados a Mark Finley, cada dia sobre uma das igrejas do Apocalipse, foram sempre inspiradores e algumas vezes emocionantes. (3) As visitas aos locais de interesse bíblico e arqueológico foram outro ponto alto do encontro, pelo seu conteúdo informativo e também pela inspiração. (4) A última parte correspondeu aos 65 seminários, no qual tiveram lugar até alguns livre-atiradores, com chance de discutir questiúnculas e detalhes, nem sempre de interesse mais amplo, e em alguns casos defendendo posições bem discutíveis.

2. Quais as ênfases das palestras?
O tema geral dessa Conferência Bíblica foi: “O Teólogo Adventista e a Natureza, Missão e Unidade da Igreja”. Todas as reuniões plenárias foram relacionadas com um ou mais aspectos desse tema, em geral abordando o lado teórico ou teológico, sem chegar às questões práticas ou à contextualização ou aplicação.

3. Qual a sensação de visitar sítios arqueológicos de lugares bíblicos?

Para mim, emociona, ajusta os meus conhecimentos de geografia e história bíblicas, e fornece novos insights para sermões e artigos. Comparando com a experiência que tive em Israel, que foi até mais longa e detalhada que esta na Turquia, me surpreendeu a riquezas dos achados, principalmente em Éfeso, Pérgamo e Laodicéia. Além das reconstruções em Sardes e a quantidade de achados em Hierápolis, bem como a beleza plástica das piscinas naturais, brancas como flocos de lã, que é o significado de Pamukkale.

4. Existe alguma ameaça para a unidade da igreja?
A facilidade das comunicações e difusão das idéias, principalmente em função da Internet, e também o rápido crescimento da igreja em diferentes locais, freqüentemente não acompanhado de profunda reflexão teológica e formação de liderança, são fatores potencialmente desagregadores. Mas a IASD tem conseguido manter a unidade. É claro que a bênção de Deus tem compensado as dificuldades humanas. Foi assim na igreja primitiva e vamos depender do Espírito Santo de uma forma ainda mais intensa neste tempo do fim, entretanto a liderança da igreja pode fazer muito no âmbito humano, e a decisão tomada neste concílio de recomendar à administração da igreja que o torne periódico e mantido pela organização é uma dessas providências.


5. Que papel o Brasil deveria desenvolver no cenário mundial da igreja no século 21?
O Brasil impressiona a todos (e tive oportunidade de conversar com gente da Índia, do Japão, de diversos países da África e Europa) pelos seus números de crescimento da igreja, mas possivelmente pela falta de estudos mais profundos e reconhecidos dos fatores desse crescimento e também da aplicabilidade desses métodos em outros locais e culturas faz com que o fenômeno brasileiro não desperte mais do que curiosidade junto com certa dose de desconfiança. Creio que se conseguíssemos teorizar melhor nossas práticas e expressar isso em línguas que o mundo entende e valoriza, além de prepararmos e enviarmos missionários em quantidades mais condizentes com a pujança da igreja brasileira faríamos um grande trabalho em favor do adventismo mundial neste século.




A Natureza, a Missão e a Unidade da Igreja no Século 21

sexta-feira, julho 21, 2006


Esse foi o tema da Segunda Conferência Bíblica Internacional que contou com a presença de 235 teólogos. As reuniões aconteceram em Éfeso, Turquia, durante dez dias e focalizaram o papel da teologia na igreja moderna.

Os participantes ficaram hospedados em um resort próximo ao Mar Egeu. O local foi escolhido estrategicamente já que o apóstolo Paulo pregou aos seguidores de Cristo não muito longe dali há dois mil anos.

A iniciativa do Instituto de Pesquisas Bíblicas e do Instituto Arqueológico Horn da Andrews University (Michigan, EUA) apresentou doze sessões plenárias e mais de cem apresentações específicas, sobre assuntos relacionados com o tema geral, para grupos de estudo.

http://news.adventist.org/data/2006/06/1152545125/index.html.pt - Em português.
http://news.adventist.org/data/2006/06/1153151712/index.html.pt - Em português.
http://www.adventistreview.org/article.php?id=610#3

Igreja em Casa

terça-feira, julho 18, 2006

Há cerca de um mês o website Christian Post publicou o resultado de um estudo sobre a participação dos americanos em igrejas que funcionam nas casas das pessoas.

O artigo escrito por Audrey Barrick apresenta o crescente interesse de milhões de americanos que estão procurando novas formas de satisfazer a necessidade espiritual de reunir-se em comunidade.

O Grupo Barna entrevistou 5.000 adultos nos Estados Unidos e descobriu que 9% deles frequentam uma igreja que funciona em uma casa em uma semana normal. Um crescimento significativo em relação a 1% há 10 anos.

Ainda, segundo o estudo mais de 70 milhões de
pessoas
participarão pelo menos uma vez desse tipo de
encontro.

"Pessoas que aderiram a idéia de igrejas nas casas costumam ouvir mais as rádios cristãs, ler livros cristãos e ter experiências religiosas na internet do que pessoas envolvidas somente no tipo convencional de igreja", segundo o artigo.

Finalmente, tudo indica que esse movimento de igrejas que funcionam em casas está crescendo a todo o vapor apesar de muitos líderes religiosos desconhecerem a atividade.

Study: House Church Participation Rises in America
http://www.christianpost.com/article/20060619/4261.htm

Essa iniciativa é muito interessante. Parece que descobriram uma formação maior do que o pequeno grupo e menor do que a igreja. Será que era isso que acontecia na igreja do livro de Atos? Existe alguma possibilidade de voltarmos àquele modelo? - Marcelo Dias

Uma Nova Estratégia

quinta-feira, julho 13, 2006

A necessidade de planejamento e estrategismo para as atividades da igreja é uma observação de quando eu ainda era criança. A confirmação e a argumentação para isso encontram-se na revelação divina tanto nos conselhos, como nos exemplos.

Buscando a formação acadêmica, ficou comprovado para mim que as faculdades de teologia e administração podiam sim andar de mãos dadas, e contribuir para o cumprimento da missão da igreja na Terra.

Finalmente, foi a vivência nos Estados Unidos e, posteriormente, o envolvimento com o ensino da matéria no Brasil que me despertou o interesse e desenvolveu o apreço pelas questões envolvidas no Crescimento da Igreja.

Desde o seu início, hoje, que este espaço seja para a apresentação dos princípios bíblicos, compartilhamento de experiências e divulgação de técnicas modernas e inovadoras para o ministério!