Como parte de uma pesquisa a revista Outreach publicou estas sete tendências missionárias positivas de acordo com Gary L. McIntosh, professor de Ministério Cristão e Liderança na Universidade Biola.
▲ O crescimento da igreja através de conversões em lugares como Ásia, América do Sul e alguns países da África.
▲ O número crescente de missionários sendo enviados dos países que eram o alvo das missões americanas, como Coreia e Brasil.
▲ A paixão dos líderes da igreja nos Estados Unidos por ir a outros países como missionários de curta-temporada.
▲ A paixão de pastores americanos por ir a outros países treinar pastores.
▲ O número crescente de igrejas multi-étnicas nos Estados Unidos e o interesse crescente de muitos líderes em se tornar multi-étnico.
▲ O interesse renovado em crescimento da igreja através de conversões nos Estados Unidos por uma geração jovem que está buscando alcançar uma nova geração através de evangelismo e plantação de igrejas.
▲ O interesse novo de muitas igrejas étnicas nos Estados Unidos de alcançar outros que não são da mesma etnia.
Leia na íntegra.
Sete Tendências Missionárias Positivas
sexta-feira, agosto 27, 2010
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O Papel das Igrejas Brasileiras na Ótica Presbiteriana
Entrevista do pastor Jung Hyun Oh à CRISTIANISMO HOJE. Hyun é o líder da Sarang Community Church, em Seul, na Coreia do Sul. A igreja, ligada à denominação Presbiteriana, tem cerca de 80 mil membros e surgiu há 30 anos.
O senhor acha que pode haver mais cooperação entre as Igrejas brasileira e coreana a favor da obra missionária?
O que eu estou esperando é que, a partir dessa relação entre as Igrejas dos dois países, a obra missionária seja fortalecida. O Brasil é o segundo maior país evangélico do mundo. A Igreja da Coreia, por sua vez, tem recebido muitas bênçãos. Os dois países têm, portanto, uma responsabilidade sagrada de servir ao mundo, e seria ótimo se, pela graça de Deus, pudéssemos unir forças para completar a missão global. Pode haver opiniões diferentes, mas, como Paulo, Barnabé e Apolo fizeram, devemos superar nossas diferenças e usar nossos os dons dados por Deus para o trabalho conjunto em favor do Evangelho. Este é o desejo sincero do meu coração. Se não formos capazes de assumir a liderança da obra missionária, baseados na Palavra de Deus, nossas igrejas também enfrentarão as mesmas dificuldades e sofrerão o declínio que observamos hoje na Igreja europeia. David Brainerd, missionário entre os indígenas americanos, disse certa vez: “Se eu puder trazer uma alma para Jesus, não me importo onde estou, como eu vivo e o que tenho de suportar.”
Como é o relacionamento entre as igrejas tradicionais e as pentecostais na Coreia do Sul?
Na Coreia, as diferenças teológicas entre as igrejas pentecostais e outras denominações não impedem o trabalho conjunto. Temos conselhos que reúnem representantes de diferentes denominações, abrindo canais de diálogo entre elas, como o Conselho Cristão da Coreia (CCK) e o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia (NCCK). Tem havido uma cooperação ativa entre os diferentes grupos evangélicos. Também a nível local, pastores de diferentes origens são convidados a pregar em igrejas co-irmãs. Eu mesmo tenho pregado na Igreja do Evangelho Pleno Yoido, do reverendo David Yonggy Cho, e temos recebido aquele irmão na Sarang Community Church.
A rejeição ao ministério feminino, ratificada neste encontro da IPB, contraria uma tendência crescente no segmento evangélico do Brasil, onde cada vez mais denominações estão ordenando pastoras e bispas. Qual a sua opinião sobre o assunto e como o tema tem sido tratado na Coreia do Sul?
A ordenação das mulheres é uma questão controversa que também não foi completamente resolvida em meu país. A grande maioria das igrejas coreanas, incluindo a denominação a que pertenço, se opõe a isso, com base nos aspectos históricos, teológicos e culturais envolvidos na discussão. No entanto, isso não significa que estamos enfrentando conflitos; a divergência não impede, por exemplo, que defensores e opositores do sacerdócio feminino trabalhem conjuntamente pelo Reino de Deus. Como membro da Igreja Presbiteriana da Coreia, não me sinto em liberdade para adotar opinião diferente da de minha denominação. No entanto, reconheço a liderança das mulheres e encorajo sua participação em muitas outras áreas da igreja que não sejam na qualidade de pastor, presbítero ou diácono ordenado.
Qual deve ser, em sua opinião, a repercussão da recente decisão da Igreja Presbiteriana Unida dos Estados Unidos (PCUSA) de permitir a ordenação de sacerdotes homossexuais?
A igreja na Coreia não tem uma relação estreita com a PCUSA. Por isso, não sei realmente o que aconteceu, mas se os relatos correspondem à realidade, os presbiterianos dos EUA vão se distanciar ainda mais dos conservadores, liberais e progressistas.
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Brasileiro é Detido no Egito por Promover Religião
terça-feira, agosto 24, 2010
Um guia turístico brasileiro está detido no Cairo, capital do Egito, sob a acusação de promover atividades religiosas, o que é proibido pelas leis locais.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, o homem, que vive no Egito, foi detido com outras duas brasileiras, que já foram liberadas.
A namorada do brasileiro, que vive no Maranhão, disse ao Jornal Hoje que ele ia visitar as pirâmides e foi detido por policiais que encontraram as bíblias e folhetos evangélicos no carro em que ele viajava.
De acordo com o Itamaraty, a embaixada do Brasil no Egito está tomando providências para que o brasileiro seja liberado.
Fonte: O Globo
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Os Novos Evangélicos
segunda-feira, agosto 23, 2010
"Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”
"Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”
"Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.
"A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo.
Leia na íntegra: Púlpito Cristão
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Pastores de Igreja São Sucesso na Internet
Igreja neopentecostal pós moderna? Ao contrário. O objetivo do grupo seria resgatar os ideais da Reforma Protestante, do século 16.
— A igreja nasceu do desejo de resgatar os princípios da Reforma e não defender as práticas neopentecostais. Assim como Calvino e Lutero, que priorizavam as Escrituras, nossa única regra de fé é a Bíblia. O contato com ela proporciona às pessoas capacidade de reflexão. Não há respostas prontas. Perguntas são importantes — afirma Renato, pastor em Pendotiba.
No top dos blogs
Um dos sete blogueiros mais lidos no meio evangélico, segundo a revista “Cristianismo Hoje”, Renato tem formação religiosa empírica: é escritor — assim como o pastor de Rio do Ouro (São Gonçalo), o psicólogo Cláudio Álvares. Recentemente, ele esteve no Haiti, onde participou de um congresso para 235 pastores locais.
— A internet é uma forma inteligente de comunicar-se com a sociedade — diz Renato, cujo blog chega a registrar 40 mil acessos mensais.
Ex-líder do MPC atrai o público jovem
Deus perdoa quem perdeu a virgindade? A pergunta intitula um dos artigos mais comentados do Blog do pastor Márcio de Souza este ano. Único dos três pastores da Igreja Cristã da Aliança com formação teológica, ele foi líder de evangelismo no estado pelo movimento Mocidade para Cristo (MPC). Origem que explica a facilidade para falar com os jovens — inclusive de outras denominações, como Assembleia de Deus e Igreja Batista. Márcio tem 3 mil seguidores no Twitter do blog e 5 mil no seu pessoal.
— O perfil no Fonseca é mais intelectual, com muitos jovens universitários. Há poucos convertidos, mas muitos decepcionados com o rumo das igrejas. A ideia de prosperidade que algumas passam está ligada à teologia do medo e à escravidão do dízimo — diz Márcio.
Fonte: O Globo
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Dilma Afirma que as Igrejas Têm Papel Social Importante
Em encontro com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 19 de agosto, a presidenciável petista Dilma Rousseff afirmou que é importante os candidatos a presidente terem contatos com todas as igrejas.
Segundo ela, embora o Estado brasileiro seja laico, as igrejas, tanto a Católica como as evangélicas, desempenham papel social importante.
Dilma negou que tenham sido abordados temas polêmicos que vêm provocando estresse na relação da CNBB com a campanha petista, como o aborto e o casamento gay. Ela também disse que não foi à reunião para ser convertida.
Fonte: O Globo
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A Religião dos Militares Americanos
WASHINGTON (Reuters) - Em meio à polêmica por causa dos planos para a construção de um centro cultural islâmico e de uma mesquita perto do local dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, muçulmanos já rezam regularmente num local próximo a outro alvo daqueles atentados, no Pentágono, em Washington.
Muçulmanos, judeus e cristãos de várias denominações realizam cultos regulares na capela multirreligiosa que foi inaugurada em novembro de 2002, depois da reconstrução da ala do Pentágono que foi atingida por um dos aviões comerciais sequestrados no 11 de Setembro.
A capelania estima que 300 a 400 pessoas usem o local por semana, seja em cultos organizados, ou para orações e meditações privadas.
Os muçulmanos realizam orações diárias de segunda a quinta-feira, e uma atividade especial na sexta-feira. Judeus, católicos, protestantes, hindus e outros grupos também fazem cultos regulares.
Pelo menos 3.264 militares dos EUA (inclusive mais de 300 mulheres) se identificam como muçulmanos, segundo estatísticas oficiais.
Para efeito de comparação, há nas Forças Armadas norte-americanas 3.095 judeus, 4.759 budistas, 781 hindus e 2.529 "wiccans."
Os maiores grupos religiosos das Forças Armadas são os católicos (222.039) e os protestantes de diversas designações (160 mil). Mais de 263 mil se dizem apenas cristãos, sem especificar a denominação, e 262 mil não declaram religião.
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Marcadores: budistas, católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, wicca
Lula: "Não é possível cidade sem igreja"
BRASÍLIA, 28 de junho (Reuters) - Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram o sucesso da política econômica, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira.
"A vida do povo brasileiro está melhorando," disse Lula, no programa de rádio "Café com o Presidente."
Lula voltou a defender a política de transferência de renda como fator de crescimento da economia com base nos números -- divulgados na última semana -- da pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008 e 2009, realizada pelo IBGE.
O presidente revelou ter ficado "estarrecido" com a destruição provocada pela chuva nos Estados de Alagoas e Pernambuco. Para Lula, visitar os municípios mais atingidos acompanhado de vários ministros foi importante para que medidas rápidas fossem tomadas.
Lula viajou à região na última quinta-feira, data em que anunciou mais 275 milhões de reais para cada Estado. O dinheiro já foi disponibilizado nas contas dos Estados, como forma de evitar o trâmite burocrático usual de transferência de recursos a unidades federativas. A prestação de contas será definida posteriormente.
"Se nós formos cumprir todo o ritual de decretação de calamidade, de exigência de todos os papéis que precisam para dar recurso para as cidades... nós vamos demorar aí seis, sete, oito meses para resolver o problema, quando na verdade nós temos cidades praticamente destruídas," ponderou Lula.
"Não é possível que a gente fique perdido na burocracia, enquanto milhares de pessoas estão perdidas, sem casa, sem endereço, cidade sem igreja, cidade sem prefeitura, cidade sem cartório."
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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Gente Cansada de Igreja
quinta-feira, agosto 19, 2010
Entrevista com o Pr.Israel Belo de Azevedo, graduado em Jornalismo, mestre em Teologia, doutor em Filosofia e autor de livros, como O Prazer da Produção Científica, Olhar de Incerteza e Gente Cansada de Igreja. Ele é pastor da Igreja Batista de Itacuruça, no Rio de Janeiro e diretor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.
Leia na íntegra no site do Instituto Jetro.
Em sua opinião, o que leva tanta gente a desistir de frequentar uma igreja?
Os fatores são internos e externos. Por internos, eu me refiro à própria condição do desistente de igreja, não importa a situação da comunidade. Menciono as expectativas sobre a igreja (líderes e membros) que não podem ser preenchidas, como atenção o tempo todo, e os desgastes emocionais, não necessariamente ligadas à igreja. As pessoas imaginam que a igreja seja uma organização perfeita e, quando descobrem que não é, desistem dela, por exemplo. As relações humanas, como na vida conjugal, são muito difíceis sempre.
Por externos, menciono os abusos que as lideranças cometem, por autoritarismo ou por desvio de conduta, sobre os membros e sublinho também a cultura da falta de compromisso e de disciplina, vigente em nossos dias. Para que se comprometer, perguntam alguns. A relação de troca acaba estressando os relacionamentos, que acabam extintos, em muitos casos. É mais fácil cobrar o que a igreja pode fazer por mim do que me perguntar o que posso fazer por ela.
Sendo a decepção um dos motivos da desistência, como devemos lidar com ela em nossos relacionamentos e na Igreja?
Não adianta pedir a um decepcionado que faça uma avaliação das causas de seu afastamento no calor da hora, ele apenas fará girar a sua metralhadora, da qual ninguém escapa, exceto ele mesmo. Mas devemos nos perguntar: onde falhamos. Como na vida conjugal, não apenas um lado falha. Os líderes precisam também tomar o cuidado para não acharem que a artilharia está assestada contra ele. Também não podem achar que não é com eles o problema.
Podemos afirmar que tem gente cansada de igreja dentro das Igrejas? Se sim, quais as suas características.
Sim, há, tanto dentro quanto fora. Os que já estão fora acham que a igreja prega uma coisa e vive outra, o que se aplica a líderes e membros em geral. Os que ainda estão dentro vivem reclamando, mas ainda não desistiram. Ainda bem.
Como a imagem da capa do seu livro ilustra, muitos cristãos estão parecidos com os fósforos apagados. A que se deve tanto desânimo?
Um dos fatores é o sacerdotalismo, que tem dois autores: os membros e os líderes. Por um tempo, a idéia de um sacerdote que ora por todos e que faz tudo é conveniente, embora contrária aos princípios das Sagradas Escrituras. Precisamos dessacerdotizar a igreja. É difícil porque isto vem do judaísmo e foi reproduzido pelo catolicismo romano, e somos todos um pouco judeus e um pouco católico-romanos. A maioria das pessoas não descobriu a riqueza de ser seu próprio sacerdote. Outro fator é a dita vida moderna, com tantas exigências e tantas metas. As pessoas se cansam da vida. Nem sempre a igreja consegue ser um lugar de descanso.
Como podemos agir para trazer de volta a chama do primeiro amor esquecido?
Esta é uma tarefa quase perdida. Rick Warren disse que é um esforço sem recompensa buscar os que se foram, tendo estado um tempo na igreja. Sim, eles são muito críticos e muito amargos. No entanto, devemos desenvolver ações neste sentido, mesmo que não dê resultado. Há alguns anos telefonei e escrevi para todos os afastados; nenhum voltou. Assim mesmo, vamos fazer outro esforço neste sentido. Eles precisam saber que nos fazem falta.
Precisamos gastar tempo com os que estão na igreja, para que entendam o que é a fé cristã. Boa parte não sabe.
Que cristianismo estamos passando aos mais jovens? Que disposição os mais jovens têm para levar a Palavra do evangelho de Cristo?
O problema, nesta área, não são os mais jovens, são os mais velhos.
Quais os conselhos que você daria para pastores e líderes cansados e/ou liderando gente cansada?
Quando meu pai morreu, no ano 2000, eu me lembro de poucas coisas do culto, que foi celebrado no próprio cemitério. Eu não lembro de nenhuma palavra, mas lembro de um pastor que apenas me abraçou. Precisamos, portanto, encontrar situações em que estejamos juntos. Precisamos fazer a igreja crescer: gente nova contagia; crente velho se cansa um do outro. Precisamos rever sempre a nossa motivação: por que estamos na igreja? o que nos move como líderes? qual é o nosso combustível: amor, sucesso, senso de missão ?
Postado por Pr. Marcelo Dias às 8:40 PM 0 comentários
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Livro Histórico Mostra Mapa Religioso do Rio de 1890
Veja o mapa em detalhes
O levantamento mostra uma maioria católica de 493.522 adeptos (95,46%), seguida de longe pelos protestantes — expressão usada para designar os evangélicos — com 7.374 (1,42%). Realidade bem diferente da indicada no último censo feito em solo carioca, em 2000, quando católicos (apostólicos romanos) somaram 60,71% e evangélicos 17,65% entre os 5,8 milhões de moradores.
As demais religiões eram assim representadas nas 21 freguesias (bairros) que formavam a cidade: 168 islamitas; 373 positivistas; 358 sem culto; 7 de cultos diferentes; 69 acatólicos; 14.058 sem definição e 41 gregos. Isso mesmo, gregos.
— São os cristãos ortodoxos gregos. Acredito que foram assim divididos por causa do cisma com a igreja romana — explica Fernanda Lima, professora de português-grego da Uerj.
O historiador Milton Teixeira analisa a pesquisa:
— Anglicanos, luteranos e calvinistas devem estar incluídos entre os protestantes. Já os positivistas, que apoiavam a república, eram uma coisa do momento.
Sem judeus e cultos de origem africana
Feito dois anos depois do fim da escravidão, o censo não registra a presença de adeptos de cultos africanos. Nem dos judeus, que já tinham chegado ao Rio naquele período.
— Os judeus que estavam aqui eram de origem marroquina, falavam árabe e podem estar entre os islamitas. Os cultos de matriz africana não eram considerados religião e provavelmente estão entre os acatólicos — avalia o historiador Michel Gherman.
Criador da biblioteca e recém empossado correspondente da Academia Sergipana de Letras no Rio, Evando dos Santos é batista há mais de 20 anos e se relaciona bem com diferentes religiões. Em seu acervo, há bíblias em espanhol, alemão, grego, português e latim, além de revistas espítitas do século 19.
— As pessoas podem vir à vontade. A mim não me interessa a religiosidade de ninguém — explica Evando, que pode ser contatado pelo telefone 2481-5336 e pelo e-mail bibliotecatobiasbarreto@gmail.com.
Postado por Pr. Marcelo Dias às 8:16 PM 0 comentários
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Milagres e Milhões - Igreja Mundial do Poder de Deus
sábado, março 27, 2010
Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.
Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.
Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.
Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.
Além dos “livramentos”, a Mundial ostenta ainda outras três distinções em relação às concorrentes. A principal é a ênfase na cura. Diferentemente da Universal, que cresceu preconizando o exorcismo, ou da Renascer, que concentra o foco na prosperidade, a Mundial promete soluções divinas para doenças terrenas.
Outra característica que distingue a Mundial é a sacralização do suor. A cada culto, Valdemiro passa quase três horas no altar. Ali, ele grita, canta, ri, chora, pula, se ajoelha e sua. Sobretudo sua. Quando a reunião termina, seu suor é disputado pelos fiéis.
O terceiro elemento distintivo da Mundial é a composição de uma cúpula majoritariamente negra. Os bispos Josivaldo Batista, o segundo na hierarquia, e Roberto Damásio, o terceiro, também são negros.
Como outras igrejas neopentecostais, a Mundial também não se acanha em pedir ofertas. Apesar do perfil pobre do público, os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel, o que foi batizado de “trízimo” : “Você vai dizer para Deus o seguinte: ‘Senhor, 70% de tudo o que o Senhor me der neste mês é meu. E 30% são da sua obra’”, disse. Depois, associou o “30” à “Santíssima Trindade”.
A nova ambição de Valdemiro é política. Seguindo a tendência de outras igrejas, ele quer criar sua própria bancada em Brasília e eleger um representante seu em cada Assembleia Legislativa do país.
Leia o artigo inteiro.
Postado por Pr. Marcelo Dias às 7:52 PM 2 comentários
Igreja é Instituição Que País Mais Confia
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Apenas 1,1 por cento dos entrevistados confia no parlamento brasileiro, pelo estudo realizado neste mês. O governo federal, como instituição, também é mal avaliado, e recebeu a confiança de 5 por cento dos entrevistados, melhor apenas que a polícia, com 3,4 por cento, e o Congresso.
A Igreja é a instituição mais confiável para os entrevistados, com 37,2 por cento das menções, seguida pelas Forças Armadas, com 16,5 por cento, Imprensa, com 11,2 por cento, e Justiça, com 9,5 por cento.
A pesquisa revela ainda que, para 90,9 por cento dos entrevistados, a percepção da violência aumentou. O percentual dos que apóiam a redução da maioridade penal, no entanto, caiu de 88,1 por cento em dezembro de 2003 para 81,5 por cento em abril de 2007. Os brasileiros que são contrários à redução da mioridade penal passaram de 9,3 por cento para 14,3 por cento. Outro tema abordado pela pesquisa foi o aquecimento global, do qual 70,9 por cento dos entrevistados dizem ter conhecimento. Desse total, 67,1 por cento acompanha o assunto "com muito interesse". Sobre quem tem mais responsabilidade nas causas do efeito estufa, 35,9 por cento apontaram os Estados Unidos, enquanto o Brasil aparece com 8,2 por cento das indicações.
O Instituto Sensus ouviu 2.000 pessoas em 136 municípios entre os dias 2 e 6 deste mês. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Leia a notícia na íntegra (10/04/2007)
Postado por Pr. Marcelo Dias às 8:30 PM 1 comentários
Mais Muçulmanos nas Grandes Cidades do Brasil
O Islã ganha terreno no Brasil. Esta é a manchete da extensa reportagem publicada pelo diário francês Le Figaro sobre o aumento do número de muçulmanos nas periferias dos grandes centros urbanos do Brasil.
A curiosidade sobre a religião depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o sucesso da telenovela O Clone, que mostrou um herói muçulmano romântico, que respeitava e cobria de ouro sua mulher, foram apontados como fatores que ajudaram a multiplicar a conversão de vários brasileiros à religião islâmica.
A correspondente de Le Figaro visitou o Centro de Divulgação do Islã em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde conversou com Rosângela, uma mulher negra de 45 anos, ex-católica, que disse ser obrigada a distribuir cópias do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, em espanhol porque a edição em português está esgotada.
Em entrevista ao jornal, o professor da Universidade Fluminense, Paulo da Rocha Pinto, estima que há cerca de 1 milhão de fiéis no país. O número não é preciso porque no censo brasileiro a religião é classificada como "outras".
Ele lembra que os primeiros muçulmanos que chegaram no Brasil foram escravos africanos. Várias revoltas na época teriam propagado uma desconfiança em relação à religião. O jornal francês lembra que apesar da imigração muçulmana de libaneses, sírios e palestinos no século 20, a primeira mesquita no Brasil só foi inaugurada em 1960.
Segundo Le Figaro, a motivação das pessoas que buscam o Islã no Brasil é diferente das que procuram as igrejas evangélicas. Elas descobrem uma religião mais aberta ao mundo, dizem os especialistas. Eles observam ainda que a mensagem de igualdade racial e de justiça pregada pelo Islã é um sucesso entre as comunidades mais pobres, principalmente entre os jovens vítimas do racismo e da violência policial.
Fonte: Rfi, 08/02/2010
Postado por Pr. Marcelo Dias às 8:16 PM 0 comentários
Marcadores: muçulmanos
Aumenta o Número de Homens nas Igrejas
terça-feira, janeiro 26, 2010
As principais igrejas do Brasil, tanto a católica como as neopentecostais (designação de algumas congregações evangélicas), estão registrando cada vez mais a presença de homens em suas celebrações. O aumento na procura masculina só cresce nos últimos dez anos. A informação consta no mais recente estudo sobre o tema realizado pelo Nures (Núcleo de Religião e Sociedade) da Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Sociais da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
Integrante do núcleo, a antropóloga Eliane Gouveia explica que, no caso das igrejas neopentecostais - que segundo o último senso do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são as que mais crescem - o que mais atrai os fiéis é a promessa de que com o encontro religioso se segue o sucesso financeiro e profissional. "As (igrejas) neopentecostais oferecem um modelo de vida associado ao aceno da prosperidade econômica", diz a antropóloga.
Ela explica que, segundo o levantamento, há mais de dez anos, os homens vistos nas liturgias eram poucos e frequentavam as igrejas apenas aos fins de semana.
O técnico em mecatrônica Álvaro Henrique Lazzarini, 26 anos, chegou ao culto das 19h de ontem na Igreja Internacional da Graça de Deus da Rua Luís Pinto Flaquer, no Centro de Santo André. Ele conta que, há dois anos, desde que curou uma grave úlcera, vai a igreja quatro vezes por semana.
Frequentador da mesma igreja há seis anos, o coletor de lixo José Hilton Anastácio de Souza, 29, diz que o importante é louvar a Jesus, não importa em que casa. Ele conta que, segundo sua possibilidade, vai à igreja pelo menos três vezes por semana, no Centro, ou na Assembleia de Deus do bairro Capuava, onde vive com a família.
A antropóloga Eliane Gouveia conta que o estudo realizado pelo Nures constata também o aumento de frequência masculina nas igrejas católicas. Assim como nas neopentecostais, o movimento ocorre junto com uma retomada dos homens pela fé.
Porém, segundo o levantamento, diferente do que ocorre nas evangélicas, onde os fiéis buscam principalmente satisfação material ou cura para males físicos, quem retoma ou assume a fé católica busca a integração com a família e o encontro com Deus.
Frequentador da Catedral da Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Santo André, há cinco anos, quando comungou pela primeira vez e começou a abandonar hábitos ruins (como falar palavrões), o operador de máquinas Gidevaldo Gomes da Silva, 44 anos, conta que era apenas batizado, mas que já fez até Crisma. "Praticamente todos os dias", ele frequenta a catedral ou uma igreja no Jardim Santo André, onde mora.
Por Guilherme Russo para o Diário do Grande ABC (21/01/2010).
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Igreja Evangélica Não Possui Prestígio da Católica
sábado, outubro 24, 2009
Um dos mais conceituados jornais ingleses, o The Guardian, publicou uma matéria sobre o crescimento dos evangélicos no Brasil. A matéria faz uma comparação entre católicos e a nova onda de denominações pentecostais, como a Igreja Bola de Neve, assim como às igrejas evangélicas tradicionais.
"O catolicismo está lutando contra o pentecostalismo antigo bem como com as novas variedades", disse Antonio Flávio Pierucci, especialista da USP em sociologia da religião.
Para ele, as igrejas evangélicas não possuem o mesmo status que o catolicismo, mesmo que estejam em expansão, como aponta dados do IBGE do ano 2000 (de 5,2 para 15,6% em três décadas).
Mas se a proliferação das igrejas nas grandes cidades brasileiras é uma prova do crescimento evangélico, relatórios reforçam a impressão de que eles estão crescendo. Para Pierucci, "analisar os dados estatísticos mostram que as igrejas evangélicas conservadoras têm crescido também. Isso significa que o catolicismo está lutando contra o pentecostalismo antigo bem como com as novas variedades".
Mas ele explica que os relatórios que relacionam as igrejas evangélicas às atividades criminais retratan um país que ainda é preconceituoso. "Atualmente, na USP, há uma tolerância de mentalidade. Então, você pode dizer que é católico, judeu, muçulmano, ou mesmo seguidor do Candomblé ou Umbanda (religiões áfro que tem um número grande de adeptos nas universidades).
"É raro encontrar um estudante que seja corajoso o suficiente para dizer que é um novo pentecostal. Há ainda um certo preconceito. Isso não é somente sobre a classe social, mas sobre o status do novo pentecostalismo. Esta religião ainda não tem muito prestígio", afirmou Pierucci
Confira postagem de Felipe Pinheiro no Guia-me.
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Marcadores: católica, crescimento, evangélica, neopentecostais
Franchising Como Estratégia de Crescimento?
Este texto analisa parte da estratégia de crescimento de algumas igrejas sob a ótica do conceito de franchising:
O sistema franchising pode ajudar a uma igreja a crescer e executar bem o seu propósito de evangelizar povos e nações, levando almas a Jesus Cristo e transformando-se em uma estratégia de crescimento? Posso responder que sim. Porém, importante trazer a resposta ao contexto de que é possível usar novos métodos; mas não podemos negociar o conteúdo da Palavra de Deus. Este conteúdo bíblico é inegociável em minha opinião.
Diante da premissa da supremacia das Santas Escrituras sobre todas as demais técnicas e seus métodos como gênese de qualquer processo, vamos alinhar algumas idéias sobre a franchising nas igrejas.
Importante, em primeiro lugar, entender o que é franchising. O termo remonta a Idade Média, no tempo do Feudalismo, onda havia uma simbiose entre as instituições Estado e Igreja. Esse modelo permitiu o estabelecimento de algumas cidades denominadas de francas, ou seja, locais livres da incidência de pagamento de impostos e taxas ao poder central e à igreja, onde os comerciantes podiam comercializar livremente bens e serviços, uma forma bem parecida com as zonas francas que existem no Brasil e em outras partes do mundo.
Outra linha de estudiosos prefere afirmar que a franchising surgiu após a Segunda Guerra Mundial, já no século XIX, a partir de uma experiência da Singer nos Estados Unidos. A companhia concedia o direito de comercialização de seus produtos a empresas independentes. Depois, no século XX, a Coca-Cola e a General Motors aprovaram o sistema e passaram a utilizar os conceitos da Singer com o objetivo de expandir as suas redes de distribuidores na América do Norte. A expansão só veio a acontecer na década de 50 quando milhares de ex-combatentes retornaram aos EUA com o sonho de abrir os seus próprios negócios e esse comportamento gerou um efeito cascata no país, principalmente com a adesão da rede McDonald's em 1954. O formato legalizado chegou no início dos anos 80, inclusive no Brasil.
O fato é que a globalização, a internet e a expansão das interações entre as pessoas levaram as organizações, inclusive as religiosas, a observar essa nova realidade mundial como relevante para o desempenho e, em alguns casos, para a própria sobrevivência organizacional.
Bom, no meio religioso o sistema está presente? A resposta é um sonoro sim. Há algumas denominações que adotam modelos bem similares. A Maranata e a IURD são exemplos. Não vamos citar todas as denominações que tem modelos que se apóiam em conceitos de franchising. Também não estou afirmando tacitamente que as duas igrejas citadas estejam com a totalidade do foco no sistema. Mas, numa análise dos seus modelos, percebe-se facilmente o uso dos conceitos como forma de manter a identidade organizacional e permitir uma expansão geográfica estratégica, de modo a não perder a identidade original e obter ganho de escala (modelo de templos, estilo de gestão, identidade visual, abordagem de marketing etc.).
Um dos princípios basilares do sistema de franchising é criar uma forma de gestão em que o conhecimento (know-how) da operação principal, este já testado e comprovadamente eficaz, seja repassado profissionalmente e mantido nas novas unidades, envolvendo principalmente a transferência de bens tangíveis e intangíveis, como a marca, a imagem e os conhecimentos especializados.
Com esse procedimento a grande sacada organizacional está na diminuição dos riscos, pois a experiência é repassada pela organização máster (detentora do know-how), com a vantagem de tudo ter sido testado e aprovado, inclusive os processos de controle e de trabalho, a melhor forma de executar o marketing, o layout de templos, dentre outras vantagens. O binômio “maior sucesso e menor risco” torna-se uma vantagem competitiva para quem opta pelo sistema, permitindo facilidade para inovação e até mesmo a garantia da conservação metodológica da gestão.
Ao final, faço uma ressalva que considero salutar. Todo novo método precisa passar pelo crivo das Santas Escrituras e por uma profunda análise da organização que o pretende implantar. Meu conselho é de buscar a Deus em primeiro lugar e manter firme o desafio de caminharmos segundo a Palavra. Depois, avaliar a cultura da organização e estabelecer claramente se uma mudança conceitual vai trazer mais efetividade de expansão de evangelismo e das boas novas. Se as respostas forem afirmativas, use os conceitos para expandir a organização e evangelize com criatividade, de modo a que almas continuem reconhecendo Jesus como único e suficiente Salvador.
Por Adilson Romualdo Never para www.institutojetro.com
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Marcadores: crescimento, estratégia, franchising
As Igrejas Neopentencostais e a Midiatização
quinta-feira, outubro 15, 2009
Igrejas históricas mostram dificuldade em atualizar seus fundamentos teológicos e pastorais às novas práticas midiáticas, ao contrário das igrejas neopentecostais, que surgiram durante o fenômeno da midiatização, com mais competência, portanto, para lidar com as complexas relações entre mídia e religião.
A constatação foi apresentada pelo jornalista Micael Vier Behs no encontro do Fórum Luterano de Comunicação (FLC), nas dependências do Colégio Concórdia, em São Leopoldo.
Micael estudou as estratégias discursivas da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) para sua dissertação de mestrado. Destacou que a Universal, como igreja midiática, não se limita à mídia audiovisual, mas também recorre ao jornalismo impresso para o desenvolvimento de competências simbólicas.
“A IURD projetou a religião para o céu aberto, instituindo um ambiente relacional capaz de reunir indivíduos distanciados no tempo e no espaço em torno de valores, expectativas e interesses”, assinalou o painelista. Se no passado o templo era o lugar clássico ocupado pelo fiel no contato com o religioso, “hoje ele dispõe de uma infinidade de canais e de operações da mídia para vivenciar experiências do sagrado.”
O professor de Comunicação, Astomiro Romais, apresentou no evento painel mostrando a contribuição de Martinho Lutero para a mídia da Idade Média. Lutero foi um comunicador, disse Astomiro, que se comunicava com o povo. Cada sermão era, para o reformador, um “trabalho de artesanato verbal”, pois, dizia ele, “a linguagem da Bíblia para o povo deve ser como a linguagem da mãe para com o filho”.
Fato é que Luterno recorreu à tecnologia disponível no momento, o invento de Guttemberg, para fazer correr o mundo as traduções do Antigo e do Novo Testamentos, livros e catecismos. ”Nos tempos modernos é necessário falar com mais pessoas do que apenas com o nosso vizinho”, afirmava.
O publicitário Artur Sanfelice Nunes analisou a Comunicação na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e o pastor Lucas Albrecht traçou perspectivas sobre a Comunicação na Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).
Nunes apresentou sites, blogs, twitter e páginas de relacionamento alimentadas pela igreja ou por membros. Já o pastor Lucas destacou que as igrejas tentam tirar o máximo proveito dos meios de comunicação, racionalizando a relação custo/benefício.
Fonte: ALC/Gospel+
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Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia Atrai Protestantes
sábado, outubro 10, 2009
Um artigo escrito por Samuel G. Freedman para The New York Times, descreveu o crescimento da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia nos últimos anos:
Nos últimos 20 anos, a Igreja Ortodoxa de Antioquia, com raízes na Síria e no Líbano e a maioria dos membros nos Estados Unidos sendo imigrantes do Oriente Médio ou descendentes, tornou-se o destino de milhares de protestantes.
A mudança visível começou em 1987 com a conversão de aproximadamente dois mil evangélicos conduzidos por Peter E. Gillquist and outros ex-alunos do Seminário Teológico Dallas e da Campus Crusade for Christ. Mais recentemente, uma onda de conversos chegou de denominações como a Episcopal e a Luterana.
Cerca de 70% dos sacerdotes nos Estados Unidos são conversos, de acordo com Bradley Nassif, professor de teologia na North Park University em Chicago. O professor Nassif chegou a sugerir que o século 21 se tornará o "Século Ortodoxo" à medida em que protestantes desencantados são atraídos pelas raízes históricas, o rigor teológico e o conservadorismo social das denominações cristãs orientais.
Se a profecia vai se cumprir ou não, uma coisa é certa: nenhum americano se converte por conveniência ou facilidade. A denominação tem somente 250 mil membros em 250 congregações nos Estados Unidos. Os adoradores permanecem em pé durante a maior parte da liturgia de duas horas a cada domingo. Quase metade dos dias do ano requer jejum de carne, dos laticínios, de ovos e, da maioria, dos peixes.
Postado por Pr. Marcelo Dias às 6:52 PM 0 comentários
Marcadores: crescimento, grega, ortodoxa
Luta e Reggae São Atrações em Igrejas Evangélicas
The New York Times (14/09/09) chamou a atenção para algo que já havia saído na imprensa brasileira. A estratégia que algumas igrejas evangélicas têm usado para atrair certos grupos de pessoas. A reportagem menciona a igreja Renascer e sua noite de "Extreme Fight" com lutadores de Jiujitsu. "O pastor Mazola Maffei, vestido com calça do exército e uma camiseta, pegou o microfone. O pastor Maffei que também é o treinador da luta do pastor Meira, cativou a multidão com um sermão sobre a relação dos esportes com a espiritualidade. 'Você precisa praticar mais o esporte da espiritualidade'", ele motivou. Apesar da profunda conexão do Brasil com o Catolicismo, mais e mais pessoas querem experimentar e escolher a religião, de acordo com a professora Sílvia Fernandes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ela disse que mais brasileiros se sentem atraídos pelas igrejas evangélicas por causa da "flexibilidade da sua expressão religiosa". O crescente movimento evangélico jovem busca pessoas de todas as classes. Na igreja Bola de Neve, jovens profissionais interagem com famílias de baixa renda. Em 1999, o pastor Pereira e alguns outros surfistas fundaram essa igreja inspirados pela ideia de que uma bola de neve começa pequena mas pode crescer bastante. Em determinado domingo, o pastor Pereira, de 37 anos, conduziu um sermão de três horas usando uma prancha de surf de cabeça para baixo como púlpito. Sua esposa, Denise, participou antes com um banda de rock. No porão da igreja, o filho, Nathan, de 16 anos, conduziu um grupo mais jovem. Para o pastor Pereira, esporte e música podem atravessar todos os tipos de fronteiras.
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A Expansão Mórmon
O presidente da Igreja Mórmon, Thomas S. Monson, anunciou planos para a construção de cinco novos templos da denominação no mundo, incluindo um em Fortaleza, no Brasil. Os demais estão previstos para Concepción, Chile; Sapporo, Japão; Brigham City e Fort Lauderdale, ambas cidades dos Estados Unidos.
O templo de Concepción será o segundo do Chile e o 15º da América Latina. No Brasil, onde o mormonismo tem mais de 1 milhão de seguidores, o templo de Fortaleza será o sétimo. O de Sapporo será o terceiro no Japão e o sexto da Ásia.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias conta com 130 templos em todo o mundo, a maioria nos Estados Unidos. Outros 16 são planejados ou já se encontram em obras.
A localização dos novos templos reflete o crescimento da igreja. De acordo com números recentes, haveria 13,8 milhões de mórmons no mundo.
"Gostaríamos que o maior número possível de membros tenha a oportunidade de comparecer ao templo sem precisar viajar distâncias excessivas", disse Monson. "Em todo o mundo, 83% de nossos membros vivem a 300 km de um templo".
Fonte: Estadao.com.br
Postado por Pr. Marcelo Dias às 5:47 PM 0 comentários
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