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'Tecno Culto' é Inovação nas Igrejas Evangélicas do Chile

quinta-feira, março 03, 2011

O culto tecnológico realizado, caracterizado pelo uso do telefone celular somente, foi realizado pelo presidente do Concílio Nacional das Igrejas Evangélicas do Chile, Eduardo Durán.

“A palavra de Deus se faz cada dia mais acessível às pessoas comuns,” disse Durán em sua reflexão dominical. “Será fundamental para a evangelização e também divulgar o reino de Deus a todo o momento.”

O Concílio Nacional das Igrejas Evangélicas, teve a iniciativa que considera Bíblias digitais contidas em dispositivos eletrônicos como o mp4, celulares, Ipad e notebook.

Foi assim que se deu início ao “Tecno culto” onde cada um levou seu telefone pessoal para poder acessar os livros do Antigo e Novo Testamento.

Durante a reunião, os assistentes receberam os conteúdos das mensagens bíblicas, anotações do sermão e as letras dos hinos religiosos através do Bluetooth, Wi-Fi, banda larga e outras formas de conexão inalâmbrica existentes no lugar.

O objetivo desta experiência é estabelecer precedentes de como funcionará uma reunião habitual de uma Igreja estruturada somente com suportes eletrônicos e ao mesmo tempo determinar até onde é possível adaptar o exercício religioso no mundo digital.

Segundo os organizadores a iniciativa vai consolidar uma tecno-comunidade crescente cristã chilena, que vem se configurando desde o ano passado através da homologação das tecnologias de informação e que se espera que este ano possa chegar a milhões de evangélicos.

Para eles, a nível mundial, a Igreja evangélica será pioneira na adoção desta mudança destinada a usar de forma eficiente os dispositivos e as redes de comunicação.

O organizador Cristián Nieto, comparou a experiência à mudança transcendente que significou para a fé, contar coma Bíblia impressa, graças a Gutemberg e a imprensa.

Por Amanda Gigliotti

The Christian Post

Avanço Cristão na Mídia Secular

Ana Paula Valadão líder do grupo gospel considerado o mais popular da música cristã brasileira, falou em entrevista divulgada hoje por seu minstério sobre a abertura na mídia secular brasileira "para testemunhar de Jesus."
"Eu vejo essas oportunidades que recentemente temos tido de ir à TV brasileira secular, como portas abertas não para nos promover, mas para testemunhar de Jesus a pessoas que possivelmente não ouviriam em nossas Igrejas ou eventos," disse ela.

Em um dos programas de maior audiência na televisão brasileira, ela ministrou para aproximadamente 50 milhões de pessoas.

“Foi o maior público para o qual já ministrei em toda a minha vida até hoje,” disse ela.

Como um exemplo de avanço, ontem em um programa secular da terceira maior rede de televisão brasileira foi inaugurado um quadro, “tem um Cantor Gospel Lá em Casa,” um concurso para descobrir novos talentos da Música Gospel Brasileira.

O programa é da artista Eliana do SBT, em parceria com o idealizador da Expo Music Gopel, Marcelo Rebello. Em entrevista após a gravação do programa, ela declarou que sempre teve vontade de fazer um quadro Gospel e que a música é transformadora na vida das pessoas.

“A música tem o poder de mudar nosso estado de espírito, nosso humor, nosso sentimento, tanto através da letra como da melodia.”

Em 2008, o “Programa Raul Gil” exibido pela emissora Bandeirantes, abriu um espaço para a música gospel, chamando nomes conhecidos do segmento para participar da atração.

Através do quadro “Homenagem ao Artista,” que busca homenagear os cantores que têm se destacado no mundo da música, vários artisas gospel têm sido reconhecidos.

Destaca-se também que a área gospel da Sony Music, que foi inaugurado no começo de 2010, é a que mais cresce no mercado.

Comerciais da Som Livre, e programas seculares que passam na rede de televisão brasileira, estão abrindo espaço para a música gospel como “Manhã Maior,” “A Tarde é Sua” e “Superpop” da Rede Tv.

A música gospel tem se tornado popular e juntamente com o crescimento houve maior profissionalização do segmento, aparecendo também outros estilos musicais como Rock, Soul, Rap, MPB, POP, entre outros.

Através disso os cantores gospel e outros artistas têm sido capazes de transmitir valores cristãos obtendo maiores oportunidades através da mídia secular expondo-se a um público cada vez maior.

Por Rodrigo L. Albuquerque

The Christian Post

O Rick Warren Radical

O pastor Rick Warren deu início à Conferência de 2011 Radicalis pedindo líderes da Igreja, pastores e esposas de pastores para começar a representar melhor a Jesus, dizendo "sim "a Deus em cada aspecto de suas vidas, na terca-feira 22 de fevereiro de 2011, em Lake Forest, Califórnia .“Há duas razões de porque os não crentes não conhecem Jesus Cristo. Um, é que eles nunca encontraram um Cristão. O outro é, eles encontraram,” disse Warren para uma multidão de mais de 2.000 na Igreja Saddleback em Lake Forest, Califórnia.
Mas para os crentes serem capazes de dizer “sim,” eles primeiro precisam vivenciar o amor radical de Deus; eles precisam que eles são os amados dele.


“Como seria se nós abordássemos a tarefa de mudar a vida de testemunhar para o evangelho da graça de Deus não por medo ou obrigação, mas por um profundo momento no qual nós vivenciamos para nós mesmos o extravagante amor de Deus?”


“Como seria se nós começássemos a mover-nos em um mundo caído em que nós habitamos com um sentimento de ser os amados de Deus? E a partir desse sentimento de ser querido de Deus, nós podemos engajar o homem e a mulher caídos que vem para o nosso caminho todos os dias.”


Sabendo que você é amado de Deus, que esse é o seu nome, ela perguntou, iria isso mudar a maneira que você olha a você mesmo e a maneira em que você vive?


“Você não se senta aqui como alguém que Ele tolera, como alguém que Ele irá prestar atenção a cada momento, se se você fizer as coisas certas. Você senta aqui hoje pela virtude de ser um ser criado por Ele, por ser uma parte de Sua Igreja, e porque você está em Jesus Cristo, seu amado filho – você é seu amado.”


Eles seriam capazes de viver radicalmente para Deus porque Ele os ama radicalmente.


E que melhor maneira para traduzir seu amor do que o tempo que passam com ele, não somente no sábado quatro vezes por mês, mas diariamente – em um compromisso radical.


Radicalis, uma palavra latina que denota raíz, significa voltar atrás para a raíz do que significa seguir Jesus Cristo: amor radical sendo a primeira raíz, e conexão radical com Deus, o próximo.


“Você precisa ser radical em sua conexão com Deus para que você seja enraízado – não raíz, não fruto,” avisou Pastor Warren.


Declarando que o problema número um nos Estados Unidos hoje é a falta de enraizamento espiritual, urgiu Warren aos líderes para passar o tempo diário com Deus através de um tempo silencioso de maneira a construir uma saúde espiritual.


Ele esboçou quatro elementos chave de um tempo silencioso: ler a palavra de Deus, estar ainda diante de Deus, falar com Deus, e rever o dia e objetivos com Deus.


Warren compartilhou sobre o programa atual de 10 anos da Saddleback chamado “década do destino.” Nos primeiros três anos, a renovação pessoal seria o focus para viver radicalmente vidas diferentes das vidas das pessoas ao redor deles.


Ele concluiu dizendo, “Nós decidimos que nós queremos ser bem diferentes. Nós queremos ser radicais. Nós queremos voltar às raízes.”


Por Eryn Sun/Traduzido por Amanda Gigliotti
The Christian Post

Igrejas e Pastores são Fãs do Facebook

domingo, janeiro 23, 2011

Um estudo recente, realizado pela LifeWay Research, concluiu que as igrejas estão se voltando para as ferramentas das redes sociais.

A pesquisa com 1.003 igrejas protestantes descobriu que 47% das igrejas usam o Facebook ativamente.

A segunda ferramenta mais popular para network são os programas de administração de igrejas, usados por 20% das congregações.

“As igrejas são lugares naturais para a interação”, segundo Scott McConnell, diretor da LifeWay. “As igrejas estão rapidamente adotando as redes sociais, não somente para aumentar a velocidade da sua comunicação, mas também para interagir com as pessoas de fora.”

Outras descobertas:
  • 81% das igrejas com mais de 500 membros usam Facebook (comparado com 27% das igrejas que tem menos de 49 membros).
  • 57% das igrejas suburbanas (comparado com 39% das igrejas rurais) e 54% das igrejas de cidades grandes (comparado com 46% das igrejas de cidades pequenas) usam Facebook.
  • 73% das igrejas usam redes sociais para interagir com a congregação
  • 70% das igrejas usam redes sociais para distribuir notícias
  • 62% das igrejas usam redes sociais para interagir com indivíduos que não são membros.
  • 52% das igrejas usam redes sociais para promover a interação entre os membros.
Uma outra pesquisa entre mil pastores protestantes mostrou que 46% deles usam o Facebook, 16% tem um blog e 6% usam o Twitter. 84% enviam emails para grupos.

"A comunidade bíblica requer pés e rostos, não somente tweets and páginas", advertiu McConnell. "Mas claramente as redes sociais são uma ferramente importante para construir e manter a comunidade.”

Fazendo as Perguntas Missionais

Uma postagem recente no blog The Blind Beggar comparou as perguntas feitas pelas igrejas preocupadas somente com a manutenção e aqueles interessadas na missão.
1. Para medir a eficácia, a congregação da manutenção pergunta: "Quantos visitantes conseguimos atrair?" A igreja missional pergunta: "Quantos membros enviamos?"

2. Ao contemplar alguma forma de mudança, uma pergunta: "Se isso incomoda qualquer membro, não vamos fazer. A outra pergunta: "Se isso nos ajudará a abençoar alguém de fora da nossa comunidade de fé, vamos correr o risco e fazer”.

3. Pensando sobre mudança, a maioria dos membros de uma igreja pergunta: "Como isso vai me afetar?” Na outra, ela pergunta: "Isso ajudará a nos alinharmos com a missão de Deus?”
4. Ao discutir sobre a visão para o ministério, uma igreja relembra: "Temos que ser fiéis ao nosso passado". A outra diz: "Temos que ser fiéis ao nosso futuro”.

5. O pastor da manutenção fala para o visitante: "Gostaria de apresentá-lo a alguns membros". Na igreja missional os membros dizem: "Gostaríamos de apresentá-lo ao nosso pastor".

6. Quando confrontado com um problema pastoral legítimo, o pastor de uma igreja pergunta: "Como devo suprir esta necessidade?" O pastor da outra igreja pergunta: "Como devemos suprir esta necessidade?"
7. Uma congregação busca evitar conflito a todo custo (mas raramente é bem-sucedida). A outra congregação entende que conflitos são o preço do progresso, e está disposta a pagar o preço.

8. O estilo de liderança de uma conregação é primariamente gerencial. O estilo da outra é primariamnete transformacional.

9. Uma congregação está preocupada com a sua igreja, a organização e a estrutura, as constituições e comissões. A igreja missional está preocupada com a cultura, com a compreensão sobre como as pessoas seculares pensam e o que as move. Ela tenta determinar as necessidades dessas pessoas e os pontos de acesso ao evangelho.
 10. Pensando sobre crescimento, uma igreja pergunta: "Quantos cristãos, que não são membros, moram a 25 minutos desta igreja? A igreja missional pergunta: "Quantos grupos não-alcançados moram a 25 minutos desta igreja?”

11. Uma igreja olha para a comunidade e pergunta: "Como podemos fazer estas pessoas virem à igreja?" A outra pergunta: "Como podemos ir e nos enturmar como estas pessoas?"

12. Uma congregação pensa sobre como salvar a sua igreja. A outra pensa sobre como plantar novas comunidades missionais para extender o reino de Deus.

Nota 6,5 para a Religião em São Paulo

Segundo os dados do IrBem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), compilados pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo, e divulgada nesta quinta-feira, dia 20, os paulistanos estão insatisfeitos com a qualidade de vida da capital paulista. E 51% afirmaram que, se pudessem, sairiam da cidade.


O levantamento apontou que 73% dos itens avaliados pelos paulistanos receberam nota abaixo da média, em uma escala de 1 a 10.


Dentre os itens analisados, religião recebeu a nota 6,5. As outras áreas que ficaram acima da média de 5,5 pontos foram as relações humanas (6,9), trabalho (6,1), tecnologia da informação (6) e sexualidade (5,7).


Aqueles que receberam as menores notas dos paulistanos foram: transparência e participação política (3,5), desigualdade social (4,1), acessibilidade (4,1), assistência social (4,2) e transporte (4,2).

Resta saber se estamos satisfeitos com a nota 6,5.

Fonte: UOL Economia

Faça Missão com Presente de Natal

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Autor: Troy Fitzgerald

Tradutor: Marcelo Dias

Lançamento em Português: 2010

Formato: 14,0x21,0

Número de páginas: 208

ISBN: 9788534513364

Acabamento: Brochura

Editora: Casa Publicadora Brasileira




Traduzi esta obra há mais ou menos dois anos. Foi uma experiência diferente das anteriores que se referiam a livros biográficos. Esta "entrevista" com Deus faz com que todos repensem a sua vida espiritual e, especialmente, formem um relacionamento mais próximo com Deus.

Neste livro, Deus faz muitas perguntas e espera respostas. Como você responderá a cada pergunta é extremamente importante. Qualquer um que já leu a Bíblia sabe que as perguntas de Deus transformam vidas e podem ter consequências eternas. Com espírito de oração, responda às perguntas que Deus lhe faz.

Para comprar, clique aqui.

Os Problemas da Missão Brasileira?

A Revista Cristianismo Hoje publicou no seu site uma entrevista (por Marcelo Barros), com algumas declarações controversas,  com o pastor batista Josué Martins dos Santos (25/11/10) sobre a missão da Igreja no Brasil.
Veja alguns momentos da publicação:

“É impossível ser um pastor de ovelhas e não se importar com aqueles que vão para o inferno porque o Evangelho não lhes está disponível”, sentencia. Para ele, não há justificativa para a igreja que não se envolve com a pregação da Palavra até os confins da Terra, como ordenou Cristo. “Temos um tremendo potencial espiritual, numérico, econômico e vocacional”, argumenta. “Mas, mesmo com 40 milhões de evangélicos, não somos uma Igreja missionária porque estamos em pecado, doentes, não temos santidade.”

"É preciso deixar bem claro que, em nosso país, o Evangelho já está disponível a todos os brasileiros, com exceção de uma parte das áreas indígenas. Portanto, a prioridade missionária da Igreja brasileira não pode ser o Brasil."

"Ouvi de um líder indiano a seguinte declaração: “Vocês, brasileiros, têm entusiasmo, alegria e sabem fazer amigos, mas algo está errado. Vocês não estão plantando igrejas autóctones, e isso é uma falha”.
"Os missionários brasileiros trabalham de forma descontextualizada. Nossa eclesiologia precisa ser repensada. Como Igreja, continuamos à procura de modelos importados, de pacotes prontos. A Igreja brasileira não sabe quem ela é e também não sabe para quê existe; somos superficiais e nossa profundidade bíblica é a de um pires."
"A corrida pelos resultados numéricos nos campos acontece porque a igreja que envia, ou a organização parceira, precisa apresentar resultados para justificar, digamos assim, o investimento feito. Cada um está competindo para abrir mais campos missionários que as outras denominações e organizações."
"O problema é que enviamos pessoas que eram líderes em nossas igrejas. ... Gente que tinha cargo na igreja, mas não tinha ministério."

"Há missionários nos campos que nunca se submeteram a ninguém, não respeitam a liderança nacional existente e também não respeitaram os missionários que já estavam trabalhando ali antes deles. Parte dos nossos missionários comporta-se de forma ufanista, crendo que já sabem tudo, conhecem tudo e não precisam de ajuda de ninguém. Isso é soberba, é pecado."

"Creio que existem três questões fundamentais para tal paradoxo. Primeiro, a nossa teologia não é cristocêntrica. Estudamos teologia e não percebemos que a Bíblia foi escrita em razão do projeto missionário de Deus. ... Certamente, não crêem na Bíblia, pois com 180 mil igrejas evangélicas no país, o número de missionários não cresceu, os vocacionados para missões transculturais desapareceram, o dinheiro para missões não chega aos campos. A segunda questão é moral – não há santidade no ministério e na liderança. ... A vocação missionária é resultado da intimidade com Deus.
A terceira está relacionada ao foco ministerial de cada pastor e igreja. Este foco está errado. Estamos construindo grandes templos, estruturas enormes, sem nos perguntarmos por que estamos investindo milhões naquilo que nosso Senhor não mandou fazer."

Seção Downloads: A Evangelização no Mundo Contemporâneo

Estamos disponibilizando mais uma colaboração especial do Pastor Érico T. Xavier, de Londrina, na seção Downloads.


A Evangelização no Mundo Contemporâneo

Líderes Religiosos são a Favor de Orientar Fiéis sobre Política

domingo, outubro 31, 2010

O Estadão desse sábado (30/10) trouxe uma comparação entre as posições de vários líderes religiosos em relação à política.


"Representantes religiosos ouvidos pelo Estado coincidem em um ponto: consideram positivo orientar os fiéis em matéria política. Mas a maioria defende uma orientação indireta. A religião serviria para oferecer os parâmetros morais usados na avaliação dos candidatos. Depois, cada fiel eleitor realizaria sua escolha com liberdade."


A CNBB falou em "liberdade e responsabilidade de cada fiel", a igreja ortodoxa em procurar "difundir valores cristãos", a igreja metodista em "identificar nos políticos propostas que se harmonizam com as" deles, a federação espírita em "direito de escolher o próprio candidato de acordo com seu livre arbítrio", e o zen-budismo em "avaliar as propostas para ver quais correspondem aos seus valores e propostas de vida".


Outros grupos evangélicos e a União Nacional das Entidades Islâmicas orientam de forma mais específica, escolhendo um candidato.


Leia na íntegra.

Evangélicos Vencem Eleição?

Na sexta (29/10), o Wall Street Journal publicou uma matéria afirmando que os evangélicos já são os vitoriosos da eleição presidencial deste ano no Brasil. 

Segundo o artigo, os evangélicos, juntamente com alguns bispos católicos conservadores, se mobilizaram parcialmente em resposta ao amplo plano social apoiado pelo partido da Dilma que incluía mais direitos para os homossexuais e para situações de aborto. Dentre as iniciativas, o popular pastor Silas Malafaia é mencionado pela distribuição de 300 mil DVDs advertindo sobre candidatos que apoiavam aquelas ideias.


As igrejas evangélicas tem tido um papel crescente na política brasileira, principalmente apoiando candidatos ao Congresso. Protestantes, este ano, conseguiram 50% mais assentos no Congresso (71 de quase 600). Esses são normalment eleitos para proteger os interesses das suas igrejas, que controlam grandes redes de rádio e televisão. Politicamente, eles são apoiam tanto o governo como a oposição. Sua influência cresceu, no entanto, quando se uniram para mover todo o debate sobre questões sociais e éticas para a direita.


Leia na íntegra.

Quem Conhece Mais sobre Religião

A revista Galileu de novembro traz uma pequena reflexão, por Denise D. Colleta, sobre a pesquisa recentemente divulgada nos Estados Unidos sobre o grau de conhecimento dos grupos religiosos.


"Seis em cada dez americanos dizem que a religião tem um papel muito importante em suas vidas e quatro em cada dez frequentam cultos ao menos uma vez por semana." Apesar disso a pesquisa do Pew Research Center mostrou que o grupo que mais conhece religião é o de ateus e agnósticos.


"Os que negam ter religião acertaram em média 20,9 questões, seguidos de perto por judeus (20,5) e mórmons (20,3). Bem abaixo, católicos e protestantes demonstraram desconhecimento de informações básicas das próprias crenças."


"Entre os protestantes, 53% não identificavam Martinho Lutero como o líder da reforma que deu início à religião." Segundo, Jorge Claudio Ribeiro, professor da PUC-SP, os resultados seriam diferentes se o estudo fosse no Brasil.

A Reforma e Missões

quinta-feira, outubro 07, 2010

O site da Edições Vida Nova publicou um texto interessante escrito por Ronaldo Lidório. Eis alguns trechos a seguir:

A Reforma Protestante desencadeada com as 95 teses de Lutero divulgadas em 31 de outubro de 1517 foi sobretudo eclesiástica em um momento em que todos os olhares se voltavam para a reestruturação daquilo que a Igreja cria e vivia. Renasceram assim os dogmas evangélicos. A Sola Scriptura defendia uma Igreja centrada nas Escrituras, Palavra de Deus; a Sola Gratia reconhecia a salvação e vida cristã fundamentadas na Graça do Senhor e não nas obras humanas; a Sola Fide evocava a fé e o compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus; a Solus Christus anunciava que o próprio Cristo estava construindo Sua Igreja na terra sendo seu único Senhor e a Soli Deo Gloria enfatizava que a finalidade maior da Igreja era glorificar a Deus.

 A Missão da Igreja, sua Vox Clamantis, não fez parte dos temas defendidos e pregados na Reforma Protestante de forma direta. Isto por um motivo óbvio: os reformadores como Lutero, Calvino e Zuínglio possuíam em suas mãos o grande desafio de reconduzir a Igreja à Palavra de Deus e assim todos os escritos foram revestidos por uma forte convicção eclesiológica e sem uma preocupação imediata com a missiologia. Isto não dilui, entretanto, a profunda ligação entre a reforma e a obra missionária por alguns motivos:
a) A Reforma levou a Igreja a crer que o curso de sua vida e razão de existir deveriam ser conduzidos pela Palavra de Deus (submetendo o próprio sacerdócio a este crivo bíblico) e foi justamente esta ênfase escriturística que despertou Lutero para a tradução da Palavra na língua do povo e inspirou posteriormente centenas de traduções populares em diversos idiomas fomentando posteriormente movimentos como a Wycliffe Bible Translators, com a visão da tradução das Escrituras para todas as línguas entre todos os povos da terra. 
b) A Reforma reavivou o culto onde todos os salvos, e não apenas o sacerdote, louvavam e buscavam a Deus.
c) A Reforma trouxe a Glória de Deus como motivo de vida da Igreja e isto definiu o curso de todo o movimento missionário pós reforma onde o estandarte de Cristo, e não da Igreja, era levado com a Palavra proclamada entre outros povos. 
 Mas, sobretudo, a Reforma Protestante submeteu a Igreja ao crivo da Palavra e isto revelou-nos a nossa identidade bíblica, segundo o coração de Deus.

Martinho Lutero, em um sermão expositivo em 1513 baseado no Salmo 91 afirmou que “a glória de Deus precede a glória da Igreja”. É momento de renovar nosso compromisso com as Escrituras, reconhecer que existimos como Igreja pela graça de Deus, orar ardentemente por fidelidade de vidas e entender que o próprio Jesus está construindo a Sua Igreja na terra. E quando colocarmos as mãos no arado, sem olhar para trás, nos lembremos: a razão da nossa existência é a glória do Deus. Pois Deus é maior do que nós.

Novas Pesquisas na Seção Downloads

Estamos disponibilizando mais duas colaborações especiais do Pastor Érico T. Xavier, de Londrina, na seção Downloads.


Títulos:


Frágil, Defeituosa, mas Amada!


O Crescimento da Igreja à Luz de Atos 1:8

Sete Práticas de uma Igreja Relevante

sexta-feira, setembro 24, 2010

Chuck Swindoll sugere que os capítulos 2 e 3 de Apocalipse contem sete práticas para uma igreja relevante.


1. Seja sábio. A igreja de Éfeso tinha líderes sábios. Não havia ensinamentos falsos na igreja de Éfeso.


2. Seja corajoso. Seria bom saber mais sobre a igreja de Esmirna. Aqueles irmãos realmente sofreram. Quanto mais sábios, menos popular, menos compreendidos e, com o passar do tempo, maior será a pressão. O medo faz as igrejas prestarem muita atenção às opiniões das pessoas, as torna hesitantes de explorar grandes oportunidades e as rouba a alegria.


3. Mantenha-se relevante. Pérgamo era a capital da antiga Ásia Menor. Apesar de todo o secularismo, você poderia visitar aquela igreja e ouvir a verdade. Uma igreja que não tinha medo do seu tempo.

4. Resista à erosão. A igreja de Tiatira não diluiu a mensagem para que as pessoas se sentissem bem e não se tornou um centro de entretenimento. Erosão não faz muito barulho e não é notada a não ser pelos que estao alerta.


5. Enfrente a realidade. Sardes tinha uma reputação de estar viva. A igreja não pode existir com base naquilo que um dia já foi. Uma das coisas mais difíceis para os líderes das igrejas é lidar com a verdade. Se há sinais de doença, lide com eles.


6. Quebre os moldes. Não tinha nada de negativo para ser dito a respeito de Filadélfia. Apocalipse diz que ela tinha uma porta aberta. Essa é uma porta de oportunidade, um portal para coisas novas -- uma igreja acostumada a dizer mais "sim" do que "não".
 7. Lute contra a mediocridade. Laodiceia era uma igreja morna. A mediocridade não agrada o Senhor. Que Deus nos ajude a não nos satisfazermos com o "suficientemente bom" ou em ser simplesmente mais uma igreja.

Leia o artigo na íntegra.

A Igreja Indígena Brasileira

sexta-feira, setembro 17, 2010

A revista Ultimato, edição 324, abordou a missão entre os indígenas no Brasil. Reproduzo aqui uma entrevista com Ronaldo Lidório.

Dos 616 mil indígenas brasileiros, 52% ainda habitam em aldeamentos e 48% já moram em regiões urbanizadas. A igreja evangélica indígena é maior do que se imaginava e continua crescendo. Há inclusive três fortes movimentos indígenas: o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), a Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas (AMEI) e a Associação Indígena de Tradutores Evangélicos (AITE). Contudo, ainda há muito por fazer. Especialistas em missões indígenas afirmam que o Brasil precisa atualmente de quinhentos novos missionários.


Qual o panorama geral das etnias indígenas brasileiras?

As pesquisas e análises mais atuais apresentam o universo indígena brasileiro formado por 228 etnias conhecidas, 37 isoladas, 41 ressurgidas, nove possivelmente extintas e 25 a pesquisar, totalizando 340 etnias distintas. O panorama sociocultural é também bastante eclético e envolve uma crescente migração urbana, uma explosão de indivíduos que passaram a se autodeclarar indígenas nos últimos quinze anos, uma acelerada perda da língua materna nas etnias periféricas às áreas urbanas e uma intensificação dos problemas de saúde, educação e subsistência nos ambientes de aldeamento.



O que é o Relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010?

A coordenação de pesquisa do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) deu seguimento ao precioso trabalho já realizado por diversas pessoas, como Carl Harrison, Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Ana Bacon, Osvaldo Álvares, Ted Limpic, Enoque Faria e, nos últimos anos, Paulo Bottrel. Nessa atualização do banco de dados, contamos com a participação de vários parceiros, como o CONPLEI, a Sociedade Internacional de Linguística (SIL), as agências missionárias ligadas à AMTB, SEPAL e o Instituto Antropos, além de diversos pesquisadores de campo e colaboradores de análise.



Na revisão de 2010 foram feitas 27 pesquisas de campo e 76 entrevistas com líderes indígenas, e consultados os bancos de dados do IBGE, FUNASA e FUNAI, entre outros, com um total de 4.200 dados avaliados. O resultado é o Relatório Etnias Indígenas 2010 (disponível no site www.indigena.org.br). Seu objetivo é observar as tendências demográfica, sociocultural, linguística e religiosa dos povos indígenas e nortear as iniciativas, sobretudo evangélicas, de forma mais focada nas áreas de real carência.



A migração para centros urbanos é uma realidade no meio indígena?

Reconhecemos a população indígena brasileira como sendo formada por 616.000 pessoas em 2010. Dentre elas, 52% habitam em aldeamentos e 48%, em regiões urbanizadas ou em urbanização, sendo que aproximadamente 60% da população indígena brasileira habita a Amazônia Legal. A partir das leituras de movimentos demográficos, porém, em cinco anos haverá igualdade entre aqueles que habitam as aldeias e os que habitam as pequenas e grandes cidades. A partir de 2015, a quantidade de indígenas habitando áreas urbanas será maior, e em aumento gradativo.



Os principais fatores para a urbanização são quatro: busca por educação formal em português, proximidade a uma melhor assistência de saúde, acesso a produtos assimilados (roupas, alimentos, material de caça e pesca, entretenimento e álcool), e busca por melhor subsistência.



Qual é a representatividade da igreja evangélica indígena?

A igreja evangélica indígena é maior do que imaginamos e está em franco crescimento. Isto se dá a partir das relações intertribais locais, atuação missionária com ênfase na evangelização, discipulado e treinamento indígena, acesso à Bíblia e três fortes movimentos indígenas nacionais, que são o CONPLEI, a AMEI e a AITE.



A igreja indígena está presente em 150 etnias, possuindo igreja local com liderança própria em 51 e sem liderança própria em 99, o que ainda é um grande desafio. Além disso, há 54 etnias sem programa algum de ensino bíblico; tal fato demonstra que o crescimento não é proporcional ao desenvolvimento do ensino e treinamento. Isso pode gerar graves problemas, como sincretismo e nominalismo. Há 121 etnias pouco evangelizadas ou não evangelizadas.



Como é a presença missionária evangélica entre indígenas e sua relação com ações sociais?

Há missionários evangélicos em 182 etnias indígenas. Tal presença representa mais de trinta agências missionárias e quase cem denominações diferentes. Como a evangelização é parte da natureza da Igreja, as ações evangelizadoras estão presentes em várias frentes. Porém, é preciso destacar também que a presença missionária evangélica é responsável por um número expressivo de ações e iniciativas sociais.



Em 165 dessas etnias há programas e projetos sociais coordenados por missionários evangélicos, com ênfase nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde, subsistência e na área sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social).



Qual a diferença entre evangelização e catequese?

A evangelização difere-se da catequese principalmente em relação ao conteúdo, abordagem e comunicação. O conteúdo da catequese é a igreja, com seus símbolos, estrutura e práticas, ou seja, a sua eclesiologia; o da evangelização é o evangelho, os valores cristãos e a pessoa de Jesus Cristo. A abordagem da catequese é impositiva e coercitiva; a da evangelização é dialógica e expositiva. A catequese se comunica a partir dos códigos do transmissor (o que fala), sua língua e seus costumes, importando e enraizando seus valores; a evangelização se dá com a utilização dos códigos do receptor (o que ouve), sua língua, cultura e ambiente, respeitando os valores locais e focando na comunicação da mensagem como inteligível e aplicável ao seu universo.



A AMTB preparou um manifesto sobre o assunto e chegou a algumas afirmações importantes. A primeira é que nenhum elemento deve ser imposto a uma sociedade, seja indígena ou não-indígena. A segunda é que a cultura humana não é o destino do homem e sim seu meio de existência. Ela é dinâmica, provocando e sofrendo processos de mudança, seja por motivações internas ou a partir de trocas interculturais. Portanto, cabe ao próprio grupo refletir sobre sua organização social, tabus e crenças, e promover (ou não) ajustes sociais que julgue de benefício. Vemos isso em relação ao infanticídio e valiosas iniciativas da organização ATINI. Esse manifesto expressa também que a motivação missionária da igreja precisa ser respeitada, pois não se deve confundir motivação cristã com imposição do cristianismo.



Para quantas línguas indígenas a Bíblia já foi traduzida e o que falta ser feito?

Hoje contamos com 58 línguas que possuem porções bíblicas, o Novo Testamento ou a Bíblia completa em seu próprio idioma -- material que serve a 66 etnias. Em três línguas há a Bíblia completa (que serve a sete etnias); em 32, o Novo Testamento completo (que serve a 36 etnias) e em 23, porções bíblicas, que servem ao mesmo número de etnias.



Há dez línguas conhecidas com clara necessidade de tradução da Bíblia, 28 com necessidade de um projeto especial de tradução com base na oralidade e 31 com situação ainda indefinida. Essas 31 línguas a avaliar são faladas por 59 etnias; portanto, o desafio linguístico quanto à tradução bíblica é enorme. Tanto as línguas com necessidade de projetos de tradução quanto aquelas com necessidade de um projeto especial de oralidade possuem pouca possibilidade de compreensão do evangelho em alguma outra língua, por outros meios de comunicação ou outros grupos próximos.



A presença de linguistas, educadores e tradutores missionários, catalogando, analisando e produzindo material de letramento nas línguas indígenas, além da tradução da Bíblia, colabora para a valorização linguística, social e cultural da população indígena. É uma das ações de grande relevância espiritual e social.



É possível quantificar a necessidade de novos missionários?

Mais de 40% das ações missionárias em andamento demandam com urgência mais pessoas para assegurar o seu prosseguimento e 95 etnias conhecidas permanecem sem presença missionária. Assim, estima-se a necessidade de, no mínimo, 357 novos missionários para reforçar o trabalho existente e dar início a novos. Levando em consideração as ações especializadas e o trabalho administrativo, logístico e pastoral que tanto precedem quanto acompanham tais iniciativas, são necessários quinhentos novos missionários para este momento do trabalho indígena.



Quais os maiores desafios para a igreja indígena?

As 99 etnias com igreja evangélica, mas sem liderança própria, representam a extensão do desafio de treinamento em nossos dias. Além disso, 67 delas têm pouco acesso a cursos bíblicos e 54 não têm acesso algum. Há, portanto, necessidade de fortalecer os seminários e cursos já implementados para o treinamento indígena, investir em novas iniciativas, como a Capacitação Bíblica Missionária Indígena (CBMI), e encorajar os movimentos de treinamento de própria iniciativa indígena, como o CONPLEI.



À medida que as iniciativas missionárias crescem e se tornam mais complexas, qual o principal desafio quanto ao apoio especializado?

O apoio técnico é muito necessário. Podemos observar instituições e iniciativas, como Asas do Socorro, e sua atuação no apoio logístico, transporte, comunicação e ações sociais. Tais iniciativas especializadas multiplicam as ações missionárias, melhoram a qualidade do serviço e são parte fundamental do trabalho realizado. Podemos citar ainda áreas como linguística, antropologia, missiologia, pesquisa, desenvolvimento comunitário e consultoria jurídica. Sem um fortalecimento do apoio especializado, as ações missionárias entre os povos indígenas perderão força, qualidade e oportunidade.



Como a igreja brasileira pode se engajar de forma mais prática?

Cada igreja deve se envolver com uma iniciativa nova e com outra em andamento, para, ao mesmo tempo, aplacar seu afã por novas iniciativas e dar a atenção necessária às atividades missionárias em andamento ou em fase de consolidação.



Pode-se utilizar o material disponível (www.indigena.org.br) para informação, reflexão, mobilização e despertamento missionário da igreja em prol das questões indígenas. A igreja precisa investir na capacitação e no envio dos que são vocacionados. É preciso orar pelos povos indígenas, suas lutas e suas dores. Amá-los e transmitir esse amor tanto na evangelização bíblica quanto nas ações sociais, tão necessárias. É preciso também se aproximar da igreja indígena para conhecê-la de perto, ver seu rosto e caminhar de mãos dadas. Uma forma de fazer isso é por meio do CONPLEI.



Porém, sabemos que a primeira missão da igreja não é enviar missionários, proclamar o evangelho ou saciar os famintos. Sua primeira missão é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida com os valores de Deus. É se “desglorificar” para glorificar a Deus. Somente morrendo para nós mesmos teremos olhos abertos o suficiente para enxergar com os olhos de Cristo e de fato fazer aquilo que há muito sabemos ser necessário.

A Seção Downloads Está Ativa

sexta-feira, setembro 10, 2010

A partir de agora a seção Downloads deste blog está ativa. O propósito é disponibilizar materiais que não poderiam ser publicados nas postagens, principalmente, devido ao seu tamanho.

Clicando aqui, você será levado à nova página que contém a relação e os links para baixar os conteúdos!

De imediato agradeço ao Pr. Érico T. Xavier pela contribuição com 4 estudos interessantes relacionados ao crescimento da Igreja.

  • O Ministério de Paulo em Tessalônica: Uma ênfase especial em sua metodologia evangelística.
  • O Crescimento da Igreja Através dos Séculos: Análise da História e dos Aspectos Positivos e Negativos.
  • Análise Comparativa dos Resultados de Crescimento da IASD em Joinville e São Paulo
  • Pessoas Decepcionadas com a Igreja: Uma Análise das Principais Causas.

Vale a pena conferir!

Igrejas Advertem Membros Sobre Censo 2010

Igrejas e grupos religiosos do Brasil criaram campanhas para orientar os fiéis a usarem nomenclaturas únicas ao declararem suas religiões a funcionários do Censo 2010. Em celebrações e encontros informais, os adeptos passaram a receber recomendações para darem o nome completo do grupo a que pertencem para que sejam representados corretamente na pesquisa. Padres e pastores relatam que o banco de dados usado pelos recenseadores tem, por exemplo, 48 itens com a palavra "luterana" e 27 com a palavra "católica".

Na Igreja Católica, que concentrava 73,6% da população no levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o Censo de 2000, a mobilização foi iniciada pelo arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta. Em um comunicado urgente enviado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e às paróquias do País, ele pede que os fiéis sejam informados no fim das missas que devem declarar que pertencem à "Igreja Católica Apostólica Romana".

"Tomamos a iniciativa de pedir aos fiéis que respondam corretamente, sem se limitar a dizer: "sou católico" ou "sou cristão"", diz o arcebispo. "Muitas vezes as pessoas não levam em consideração os nomes técnicos e o Censo pode ser deturpado por causa de respostas errôneas."


Apenas 11% dos brasileiros serão perguntados sobre esse item, uma vez que as estatísticas sobre religião estão entre aquelas que serão obtidas a partir de amostras. Os 89% que forem selecionados para responder ao questionário básico não serão questionados sobre o tema.


"Como apenas uma pequena parcela da população vai responder a essa pergunta, pode haver diferenças grandes quando as informações forem projetadas de 11% para 100%", afirma d. Orani.


Um dos objetivos das campanhas das diversas religiões e cultos é evitar que respostas consideradas muito genéricas distorçam os dados sobre a população.


O auxiliar administrativo Hilton de Sousa recebeu um recenseador na semana passada e, quando questionado, disse apenas que era "católico". Nos dados do Censo 2000, no entanto, há estatísticas para as religiões "católica apostólica romana", "católica apostólica brasileira" e "católica ortodoxa". Líderes religiosos também temem que respostas muito específicas restrinjam os indivíduos a grupos muito pequenos, "pulverizando" determinadas denominações em dezenas ou centenas de subdivisões.

O IBGE esclareceu que os entrevistados não são obrigados a citar a denominação completa do grupo religioso a que pertencem e os recenseadores são orientados a registrar qualquer resposta, sem oferecer opções.


Segundo o instituto, para facilitar o trabalho dos entrevistadores, os computadores de mão contêm todas as respostas recebidas no Censo 2000. Com o auxílio de um sistema de buscas, os aparelhos apresentam ao recenseador uma série de itens quando são digitados os primeiros caracteres de cada resposta, mas também aceitam a inclusão de opções que não estão nessa lista.


Igrejas evangélicas e centros espíritas também divulgam orientações para padronizar as respostas de seus adeptos. "Se as pessoas dizem apenas que são cristãs, a amostra pode ficar imprecisa. Se passam a citar 500 denominações diferentes, os números do setor evangélico podem ficar reduzidos", diz o reverendo Guilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana do Rio.

Fonte: O Estadão (5/9/10)

Crescimento Inquietante

terça-feira, setembro 07, 2010

O Brasil já é considerado o maior país espírita do mundo, com números que chegariam a 30 milhões de seguidores e simpatizantes. O último levantamento religioso oficial da população nacional, o Censo de 2000, encontrou pouco mais de 2,3 milhões de espiritualistas confessos, mas é sabido que muitas pessoas têm o kardecismo como uma espécie de segunda crença, à qual recorrem em momentos de aflição.

Além disso, o espiritismo mesclou-se muito bem com credos de matriz africana como a umbanda e o candomblé, criando uma religiosidade popular que mistura a cosmovisão dos dois lados.O sucesso estrondoso de Chico Xavier (Downtown/Sony Pictures), cinebiografia do mais celebrado médium brasileiro, que vem batendo recordes de público desde seu lançamento, é demonstração disso. Em dois meses, foram 3 milhões de espectadores, sinal de que a doutrina dos espíritos está em alta.

De acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB) há no país cerca de 15 mil centros e casas de sessão das mais diversas linhas espiritualistas. Alguns locais, como o Centro Espírita Perseverança, considerado o maior da América Latina e localizado na capital paulista, recebe diariamente nada menos que 5 mil pessoas.

Elas estão interessadas numa religião onde não existem amarras hierárquicas e na qual cada fiel é responsável pelo próprio crescimento espiritual, sobretudo através da prática da caridade, marca registrada do grupo. Outra característica do espiritismo é o estímulo ao estudo.

 O perfil do espírita brasileiro é de pessoas com renda familiar alta, na casa dos R$ 5 mil mensais – bem acima, por exemplo, dos católicos (por volta de R$ 2 mil) e dos evangélicos (não mais que R$ 1,3 mil) –, média de escolaridade de 10 a 15 anos e forte hábito da leitura.

A ênfase no estudo explica o desenvolvimento acelerado das editoras do segmento espiritualista em um país como o Brasil, em que somente 10% da população lê com assiduidade. Segundo um levantamento baseado em dados de 2006 da Câmara Brasileira do Livro (CBL), esse nicho de mercado editorial possuía 205 editoras, 4,3 mil títulos, cerca de 1 mil autores e editou nada menos que 6,5 milhões de livros. Isso significou um faturamento de quase R$ 100 milhões naquele ano.

Para Júlia, o sucesso dos temas espíritas reflete uma busca dos tempos modernos. “As pessoas estão cansadas do materialismo e têm procurado uma resposta transcendental. O espiritismo traz essa resposta, embora não sejamos os donos da verdade”, afirma.“Estratégia proselitista” – É a caridade, contudo, a bandeira mais levantada pelos seguidores do espiritismo. Fazer o bem ao próximo é fundamental para os devotos, que veem na solidariedade o caminho para a perfeição – crença bem expressa no slogan “Fora da caridade, não há salvação”.

O jornalista e missionário Jamierson Oliveira, ligado à Igreja Batista Betel, considera que as obras sociais e assistenciais são uma vitrine de justiça e o cartão de visita não só do espiritismo, mas de outros grupos religiosos. “É uma estratégia de proselitismo, mas é preciso registrar que também os evangélicos e protestantes realizam grandes obras em favor do próximo”. Ele cita como exemplo igrejas e organizações não-governamentais de caráter cristão, como Exército de Salvação, Visão Mundial e Compassion.

Fonte: Cristianismo Hoje

Um de Cada 8 Já Foi Cristão

sábado, setembro 04, 2010

O grupo Barna divulgou um estudo mostrando que um de cada oito americanos já foi cristão. O estudo mostrou que esses ex-crentes se identificam agora como agnósticos, ateístas ou de outra fé. Ao mesmo tempo, 3% da população afirma ter aceito o Cristianismo em lugar de outro fé.

De acordo com o relato, as razões dadas para deixar o Cristianismo incluiram:
  • experiências de vida, como novo conhecimento ou educação;
  • sentimento de desilusão com igreja e religião;
  • sentimento de que a igreja é hipócrita; experiências negativas com a igreja;
  • discordância em relação a assuntos específicos como homossexualidade e aborto;
  • sentimento de que a igreja é muito autoritária;
  • querer expressar a fé fora da igreja;
  • e buscar uma nova fé ou querer experimentar outras religiões.

As razões mais citadas para tornarem-se crentes foram:
  • circunstâncias difíceis da vida;
  • o amadurecimento e uma visão diferente da vida;
  • o desejo de conectar-se com uma igreja e crescer espiritualmente;
  • descobrir Cristo ou querer saber mais sobre o que está na Bíblia. 

Fonte: The Christian Post