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Uma Igreja Fértil

sexta-feira, março 20, 2009


Esta semana, o conceituado The Wall Street Journal publicou uma história, escrita por Fred Barnes, no mínimo, interessante. Este é um testemunho de um pastor nos Estados Unidos, que em tempos de crise financeira, tem usado uma estratégia agressiva de crescimento plantando novas igrejas.

Veja um resumo:

Em 2007, a minha esposa Barbara e eu saímos da Igreja The Falls, de 277 anos, a qual frequentamos desde que nos tornamos cristãos. Não saímos brigados. Não tínhamos anseios políticos ou teológicos. Ao contrário, fomos para uma igreja nova porque a antiga quis assim. ... Fomos encorajados pelo Rev. John Yates (pastor da igreja) a fazermos parte da Igreja Christ the King plantada próxima à nossa casa.

Estávamos hesitantes quando a igreja começou, em setembro de 2007. A igreja iniciou com um culto mensal em um auditório escolar de 600 lugares. Cerca de trinta pessoas apareceram, a maioria, parte do grupo vindo da Igreja The Falls. Logo a nova igreja recebeu um investimento de $100 mil dólares e alugou um auditório para cem pessoas numa escola particular, e começou os cultos regulares. Atualmente, os 130 adultos e as quarenta crianças se reunem todas as semanas em uma outra igreja alugada.

Um dos maiores problemas em uma nova igreja é que não nos conhecemos. De forma que o Pr. David Glade, de 35 anos, organizou grupos de almoço que se reunem mensalmente. Três grupos de estudos bíblicos para homens já surgiram juntamente com um para mulheres. Temos um ministério de oração e um coral. Um retiro espiritual está marcado para agosto. Os visitantes tendem a ser solteiros ou casais jovens. Seis batismos estão agendados para daqui a duas semanas.

O articulista aponta que plantar igrejas é um movimento crescente entre os evangélicos. É um campo missionário. Existe uma teoria por detrás desse movimento. Igrejas antigas frequentemente se comportam como clubes fechados que não atraem pessoas novas. Além disso o crescimento populacional é muito maior do que o crescimento demográfico nos Estados Unidos, principalmente nas cidades.

O Reverendo Yates teve muita dificuldade em usar esse plano enquanto parte da Igreja Episcopal. Ao deixar a denominação ele desenvolveu o alvo de plantar vinte igrejas no norte do estado de Virgínia antes de aposentar-se. Até o momento já foram cinco novas igrejas.

Igrejas inovadoras, são o departamento de "Pesquisa e Desenvolvimento" do Cristianismo. Elas atraem novos líderes e influenciam as igrejas já existentes.

"Todas as igrejas novas tem uma fase de ajustes, buscando entender quem são e se conhecendo", disse o senhor Glade. Christ the King já passou por isso e tornou-se uma igreja estável financeiramente. O alvo é tornar-se uma igreja saudável. "Uma igreja saudável se reproduz", disse o senhor Glade.

Nova Moda: Igreja Missional

quinta-feira, março 12, 2009


Os termos "missional" e "igreja missional" tem aproximadamente dez anos de idade, mas já tem mais de meio milhão de ocorrências no Google. Mais e mais pessoas estão falando sobre igrejas missionais. O que é realmente esta moda que alguns estão identificando como o maior desenvolvimento no Cristianismo desde a Reforma?

Um livro lançado em 1998, Missional Church: A Vision for the Sending of the Church in North America foi a primeira obra, segundo a revista Christianity Today, a apresentar o conceito de igreja missional. O livro escrito por vários autores nasceu na Gospel and Our Culture Network, um grupo de pastores e professores que procurou trazer as discussões do World Council of Churches sobre a missio dei para os Estados Unidos. O movimento missional, de muitas maneiras, é uma força contrária à maneira tradicional das igrejas. Em vez de estar focalizada nos programas, a igreja missional se orgulha de estar focalizada nas pessoas.

"Missional é um estilo de vida, não uma afiliação ou atividade", explica o especialista Reggie McNeal em seu novo livro Missional Renaissance: Changing the Scorecard for the Church. "Pensar e viver missionalmente significa ver a vida como uma maneira de estar envolvido com a missão de Deus ao mundo.
A compreensão missional do Cristianismo desfaz o Cristianismo como religião", escreve McNeal.

As três principais mudanças no pensamento e comportamento são: foco ministerial interno para externo; desenvolvimento de programas para desenvolvimento de pessoas, como atividade principal; e, liderança baseada na igreja para liderança baseada no reino.

"Para esses líderes missionais, a igreja deixou de ser internalmente ocupada para ser focalizada externamente, de concentração primária na sua manutenção institucional para desenvolvimento de uma influência incarnacional", segundo McNeal. "Esses líderes pensam mais em impacto no reino do que crescimento da igreja."

De acordo com a Pesquisa Americana de Identificação Religiosa de 2008, recém divulgada, a porcentagem de americanos sem religião pulou de 8,2% em 1990, para 14,2% em 2001, e agora, para 15%.

“Uma iniciativa baseada no 'venha e receba' não está encontrando o seu espaço na cultura. Temos que descobrir como ser igreja onde as pessoas já estão em vez de estabelecer uma igreja separada em nossa cultura e esperar que as pessoas se identiquem com ela."

Obviamente, novas roupagens e modas quanto à missão da igreja surgem de tempos em tempos. As declarações trazem boas intenções e preocupações válidas quanto à relevância da Igreja. Num primeiro momento resta-nos sempre verificar os princípios bíblicos e tentar ler as entrelinhas -- Pr. Marcelo Dias.

Mais links sobre igrejas missionais:

Qual é o Seu Dom?

sábado, março 07, 2009


No mês passado (9/2/09), o Grupo Barna divulgou o resultado de uma pesquisa sobre os dons espirituais.

As primeiras conclusões foram que 68% dos americanos já ouviram falar sobre dons. Esta porcentagem foi um pouco maior no sul (75%) e no oeste (71%) do que nas outras regiões do país. Os números também foram diferentes de acordo com os vários segmentos cristãos, sendo: 99% dos evangelicais e 74% dos não-evangelicais. Da mesma forma houve diferença entre protestantes (75%) e católicos (54%). Curiosamente aqueles que frequentam uma igreja tradicional conheciam menos sobre o assunto (68%) em comparação com os membros das outras igrejas (78%).

Aqueles que responderam como tendo conhecimento sobre o assunto, identificaram seu dom assim:

Ensino - 9%
Serviço - 8%
Fé - 7%
Encorajamento - 4%
Cura - 4%
Conhecimento - 4%
Línguas - 3%

Durante os últimos 13 anos, a pesquisa identificou algumas tendências:
A porcentagem daqueles que se dizem ter o dom do encorajamento cresceu de 2% para 6%. Em contrapartida, o dom de evangelismo passou de 4% para 1%. Felizmente, o número de pessoas que conhece o seu dom passou de 8% para 13%.

Do total das respostas, 21% não foram identificadas com as listas bíblicas de dons, tais como: senso de humor, cantar, saúde, vida, felicidade, paciência, um emprego, uma casa, compromisso, premonição, criatividade e discernimento.

Algumas conclusões parecem surgir desta pesquisa. Primeiramente, o assunto precisa ser tratado com mais frequencia. Em segundo lugar, precisamos aplicar os dons espirituais de forma intencional na igreja.

Oportunidades de Reevangelização

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Na última edição do ano passado da revista Ultimato, um assunto interessante foi abordado: reevangelização.

Mark Carpenter, em seu artigo sobre reevangelização em uma sociedade midiática, começa definindo o termo como "semear o evangelho uma segunda ou terceira vez". E para ele "parece não haver ferramenta melhor que a internet para disseminar com insistência e ubiqüidade".

"Como pode um indivíduo - uma pessoa física sem acesso privilegiado aos gatekeepers tradicionais ou eletrônicos - usar as vantagens das novas mídias e tecnologias para evangelizar com eficácia e disseminar uma cosmovisão bíblica sem alienar-se daqueles que pretende alcançar?

"É necessário respeitar os parâmetros e as regras do jogo de cada formato. Convivência e familiaridade com cada ambiente precede qualquer tipo de estratégia de comunicação. É
~nêcessário também compreender as pressuposições pós-modernas abraçadas
por muitos que transitam pela web. Não precisamos comprometer nossas convicções, mas é necessário buscar um diálogo inicial respeitando os termos da cosmovisão alheia até ganhar o direito de ser ouvido. Devemos procurar o diálogo, conscientes das limitações que cada mídia e formato impõem.


Na mesma revista, Rubem Amorese aborda a reevangelização em uma sociedade pluralista. O primeiro passo, na sua opinião é definir a sociedade. "A mente secularizada de nosso 'século'
sonha com um lar. Ela é cidadã do mundo (portanto, não tem pátria; sendo de todos, não pertence a ninguém); vive numa "sociedade-supermercado", sob o império das diferenças; conformouse ao hábito de escolher nas prateleiras da vida; é consumidora e consumista;
é relativizada e gosta de poder optar; é horizontalizada (o valor do que é ofertado nas prateleiras depende de quem escolhe); é volúvel (não resiste a uma oferta, a uma novidade, a uma
promoção); é superficial como uma borboleta (sempre de passagem para a próxima flor); é hedonista (seus critérios de escolha são o prazer: pessoal, íntimo e intransferível); é iconoclasta (porque é horizontalizada) e tem como valor maior e bússola existencial sua auto-estima."


A sugestão do autor ao abordar essa sociedade é que "a reevangelização dessa mente precisa incluir a oferta concreta do amor de Deus. Um amor que receba, acolha, perdoe, restaure, coloque um anel no dedo e uma sandália nos pés. Essa mente não sabe ser convencida. Não quer decidir logicamente. Não resistirá acordada à nossa apologética. Mas poderá ser seduzida por uma manifestação afetiva, sacrificial, não-combativa, não punitiva da igreja. A doutrina certamente terá o seu lugar na renovação das mentes, para que seja possível experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Link para vídeo sobre a mesa-redonda envolvendo os dois autores.

Cristãos Pós-Modernos?

sexta-feira, fevereiro 06, 2009


A Revista da Folha (11/1/09) trouxe uma extensa reportagem por Maeli Prado e Rafael Balsemão falando sobre "como jovens paulistanos pregam o Evangelho para atrair modernos, roqueiros e até atores pornô".
O artigo apresenta um conceito, chamado igreja emergente, que tende a se tornar cada vez mais em evidência. É interessante notar como esses missionários vão em busca dos perdidos, contextualizam o Evangelho, são até bem conservadores em certos aspectos, mas vêem o processo de santificação--transformação diária--diferente da maioria dos cristãos conservadores.

A matéria apresenta três projetos alternativos que acontecem em São Paulo:

Projeto 242
"Criado há dez anos, o projeto marca a chegada a São Paulo da chamada igreja emergente, movimento que nasceu na Inglaterra, na última década. É uma vertente que congrega denominações que começaram a oferecer cultos alternativos para a juventude, unindo espiritualidade, cultura e vida em comunhão.O próprio nome da igreja remete ao espírito de comunidade: é uma referência bíblica ao versículo 42 do capítulo 2 do livro dos Atos dos Apóstolos: 'E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações'. A divulgação da fé se dá por meio de sites, fotologs e blogs.

"Os fiéis do 242 são jovens de classe média ou média alta, muitos deles profissionais de áreas ligadas à criatividade, como designers, publicitários e arquitetos. Acreditam nos valores mais estritos da moral cristã, como a virgindade.Ao mesmo tempo, fazem parte de uma comunidade religiosa na qual não precisam mudar a linguagem, as roupas ou as preferências musicais para se assumirem como cristãos.


Sexxx Church
"Grupo criado para ajudar prostitutas e viciados em pornografia 'a encontrarem Deus'. Seus 30 missionários são de diversas denominações. Em outubro, o grupo fez jus à primeira parte do nome e foi visto na 13ª Erótika Fair de São Paulo. Lá, o Sexxx Church alugou um estande e exibiu camisetas com os dizeres "Jesus ama os atores pornô", com a figura impressa de um Cristo de óculos escuros e exibindo tatuagens no braço.


Projeto Toque
É justamente em busca de quem se "desviou" do cristianismo que iniciativas como o projeto Toque, uma ONG apoiada pelo 242, se aproxima de prostitutas, sem-tetos e crianças de rua na noite paulistana. "Vamos à região da Cracolândia, da Boca do Lixo e do largo do Arouche e abordamos travestis para conversar, fazer amizade", relata Fernanda Pinilha, 26. "Acreditamos que, só por estar com eles, resgatamos sua dignidade." A integrante do projeto Toque resume a opinião dos fiéis das igrejas emergentes sobre o homossexualismo: "Acreditamos que não é o plano de Deus para o homem, mas não podemos excluir, julgar".

"Na sala ampla, repleta de pinturas estilizadas de figuras religiosas nas paredes, os instrumentos de uma banda de rock estão a postos e um telão exibe slides que fazem referência ao papel de Jesus como revolucionário.Nas pequenas mesas e sofás, alojam-se os fiéis: jovens tatuados que usam roupas modernas e prestam atenção a cada palavra proferida pelo representante comercial Hudson Parente, o pregador da noite, paramentado de calça jeans e tênis All Star."


Mandamentos das Igrejas Emergentes
1. Não há divisão entre o que é sagrado ou mundano: os fiéis fazem parte da cultura do lugar onde estão e ouvem música não-cristã, por exemplo.

2. Ênfase na comunidade: em geral, são igrejas menores, em que os relacionamentos são estimulados e todos se conhecem.

3. São "cristocêntricas", ou seja, os fiéis seguem o exemplo de Jesus.

4. Procuram realizar ações para incluir os excluídos pela sociedade.

5. Estimulam a criatividade e o uso da arte; os membros participam mais ativamente dos cultos.

Ateus, Graças a Deus?

terça-feira, janeiro 27, 2009

Há alguns meses, colocamos uma postagem aqui sobre uma campanha ateísta nos ônibus de Londres. Esta semana é a vez de a revista IstoÉ trazer uma matéria sobre a repercussão daquela campanha aqui no Brasil.


"Acaba de ser criada a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), para dar visibilidade e pedir respeito a quem não tem fé.

"Com pouco mais de um mês, a organização conta com 160 membros - mas alguns são agnósticos, ou seja, têm dúvidas sobre a existência de Deus. No censo de 2000, 7% da população brasileira declarou não ter religião. Dentro desse grupo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não especifica quais são ateus. Um dos objetivos da Atea é justamente solicitar ao IBGE que conte o número dos que não acreditam em divindades.


Segundo a autora, uma das razões para a crescente onda de iniciativas ateístas são os vários conflitos e guerras que tem a religião como pano de fundo. "São esses extremos que levam muitas pessoas a explicar o ressurgimento do ativismo ateu como reação ao fortalecimento das religiões e do radicalismo da fé. 'Ele poderia ser um contraponto ao extremismo que cria sectarismos e guerras', diz a antropóloga Regina Novaes."




Um Templo Novo a Cada Dois Dias em SP

O jornal O Globo apresentou essa estatística essa semana. Segundo a reportagem, "cidade de São Paulo ganhou, em média, um novo templo religioso a cada dois dias nos últimos quatro anos.


"Números da Prefeitura apontam que há atualmente na capital 3.584 imóveis registrados como templos e igrejas. Há quatro anos, havia 2.675 imóveis funcionando com essa função, o que significa que a cada 12 meses foram abertas 227 igrejas. Na ponta do lápis, há um local de oração para cada 3.000 moradores da cidade."

"A Avenida Celso Garcia, na zona leste, transformou-se numa espécie de "avenida da fé". Pelo menos oito templos com credos diferentes foram abertos quase vizinhos uns aos outros.
Apesar do crescimento acelerado das crenças evangélicas pentecostais entre os brasileiros na última década, 68% dos paulistanos ainda se dizem católicos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000.

"Outros 12% dos moradores da cidade são evangélicos e 9% não têm crença, diz o censo. Os números mostram uma diminuição da influência do catolicismo: em 1991, eram 80% dos paulistanos, frente a apenas 6% de evangélicos.

"Três ramos evangélicos predominam na cidade, segundo o especialista Cesar Romero Jacob, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ): Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil e Igreja Universal do Reino de Deus.

"Os evangélicos de missão, no entanto, representam menos de 3% da capital e cresceram menos de 1% entre 1991 e 2000. Dentre os grupos que integram esta divisão religiosa, os batistas predominam, com 1,5%, sendo seguidos pelos adventistas, com 0,7%.

"Há na capital cerca de 40.000 judeus, que correspondem a mais ou menos 0,25% da população. O número de espíritas é maior: chega a 370.000 (2,4% dos habitantes da cidade). Segundo Jacob, o espiritismo é praticado na maior parte de São Paulo, mas não é expressivo em favelas, onde a presença de grupos pentecostais é mais significativa. São Paulo é ainda a única capital brasileira com presença expressiva de budistas: são quase 90.000, muitos com ascendência oriental.

Evangélicos dominam a periferia
"Para o cientista político Cesar Romero Jacob, há na periferia da capital um "cinturão pentecostal" que inclui pessoas com baixa instrução e níveis de renda inferiores aos de moradores do centro, conforme mostram os números do censo do IBGE de 2000.

"- Do centro à zona oeste da cidade, como nos bairros de Jardins, Pinheiros, Mooca e Ipiranga, há um predomínio de 82% de católicos, frente a 5% de evangélicos. Se você segue para as regiões de Guaianazes e Cidade Tiradentes, na zona leste, são mais de 30% de evangélicos contra 40% de católicos - afirma Jacob, autor do livro "Atlas da Filiação Religiosa Brasileira".
Segundo ele, municípios da Grande São Paulo que fazem divisa com as zonas leste e oeste da capital, como Poá e Ferraz de Vasconcelos, têm acelerado crescimento da população evangélica, enquanto que, ao sudoeste, a religião católica mantém o fervor nas cidades do ABC, com até 80% dos fiéis.

"O professor afirma que os bairros mais ricos da capital, situados a oeste e sudoeste do centro, mantêm-se pouco afetados pela onda pentecostal. Lá, percentuais inferiores a 5% da população seguem a religião, cuja influência cresceu quase 10% entre os paulistanos, na década de 90. No extremo da zona sul, no Capão Redondo, os números mostram que até 30% da população é de evangélicos.

"Os judeus também concentram-se em regiões nobres, sobretudo as localizadas no oeste e sudoeste, como Higienópolis. Já os espíritas se espalham por uma série de bairros que vão do sudoeste ao nordeste da capital, onde a religião representa de 6% a 10% dos moradores. Além de nessas áreas, os espíritas estão também em alguns bairros dos municípios de Santo André e São Bernardo.

Jesus Não É uma Marca

sábado, janeiro 24, 2009


No primeiro exemplar de 2009 da revista Christianity Today, a matéria de capa tinha esse título: "Jesus Não É uma Marca". O artigo que obviamente tem provocado muitas reações busca mostrar o porquê é perigoso fazer do evangelismo uma outra forma de marketing.


O extenso artigo chama a atenção, particularmente, porque não questiona simplesmente as técnicas e métodos do marketing, mas a sociedade ocidental no século 21.


O autor portanto comenta que nós "vivemos numa cultura comercial que aceita que virtualmente tudo está à venda. Simplesmente não há como estar na arena pública sem aplicar o marketing. Mesmo que você não tenha a intenção de comercializar a sua igreja, é assim que os consumidores vão perceber o seu evangelismo." E, "portanto, eis o dilema: o produto que estamos vendendo não é como os outros produtos--na verdade nem é um produto."


O artigo ainda apresenta quatro conflitos principais que a Igreja enfrenta:


1. "Sou o que eu compro" versus o Senhorio de Cristo.

Numa sociedade consumista, a minha identidade vem do que eu consumo. E inevitavelmente as pessoas farão as perguntas: O que estou expressando se eu "comprar" o evangelho? Como o Cristianismo completará essa minha visão para a vida? O perigo é a Igreja subtamente contorcer o Evangelho somente para satisfazer as necessidades pessoais.


2. Descontentamento versus a Suficiência de Cristo

Apesar de o consumismo prometer satisfação pessoal, o ciclo econômico depende inteiramente de um descontentamento contínuo. A questão do consumismo não é fazer alguém comprar um carro, mas cada vez um carro mais novo e mais caro.

O evangelho também não sugere que teremos todas as nossas vontades feitas, mas ensina sim que devemos aprender a estarmos contentes em quaisquer circunstâncias confiando em Deus.


3. Relativismo das marcas versus a Supremaica de Cristo

No marketing as marcas têm valores associados, têm preços. Esses valores são alterados de acordo com a influência delas no comportamento dos consumidores. No evangelho, as pessoas podem até trocar o Cristianismo por outra religião, mas isso não faz Cristo valer menos. O Cristianismo não é só mais uma opção entre tantas.


4. Fragmentação versus a Unidade em Cristo

O marketing eficaz sempre trabalha com segmentação para divulgar a sua mensagem de forma específica para cada grupo. Apesar de o princípio valer como um primeiro passo, talvez, no evangelismo, em última instância o Cristianismo apresenta a unidade em Cristo.


A sociedade não deverá deixar de ser consumista, portanto, a não ser que deixemos de fazer evangelismo, o marketing é inevitável, de acordo com o artigo. E se o marketing é a linguagem da nossa cultura, deveríamos estar fluentes nela. O evangelismo continua, mas cientes da cultura no qual está inserido.

Um Feliz 2009!

Após aproximadamente um mês sem novidades no blog, estamos voltando, ainda que, timidamente. Mudanças significativas estão acontecendo e têm alterado bastante o ritmo das atividades.


Nada disso, no entanto, implica em abandono do blog. Pelo contrário, desconfio que todas as mudanças contribuirão grandemente para continuarmos produzindo, coletando e apresentando as realidades que influenciam (positivamente, em especial) o cumprimento da missão!


Um feliz 2009 e um abraço, Pr. Marcelo E. C. Dias.

Sem Crise no Crescimento da Igreja

quinta-feira, dezembro 18, 2008



O The New York Times do dia 13 de dezembro trouxe uma reportagem, de James Estrin, sobre os efeitos da crise nas igrejas, apresentando três exemplos.

O repentino crescimento no número de adoradores na pequena Shelter Rock Church em Nova Iorque forçou o pastor a implementar uma sala com circuito interno de TV e cem cadeiras extras, e que não estão dando conta da demanda.

Em Seattle, a Mars Hill Church, uma das que mais cresce nos Estados Unidos, chegou a 7 mil membros recentemente. Na Life Christian Church em Nova Jersey, os pedidos de oração dobraram -- quase todos relacionados a empregos.
Assim como muitas igrejas evangélicas, essas três têm visto um crescimento contínuo na última década. Mas desde setembro, os pastores têm notado um despertar de interesse pelas igrejas, confirmando a conhecida máxima: momentos de crise são propícios para as igrejas.

"É um momento excelente, uma grande oportunidade evangelística", disse o Rev. A. R. Bernard da Christian Cultural Center, a maior congregação evangélica de Nova Iorque.

Por todo o país, as igrejas estão apresentando programas com conselhos financeiros práticos. Os pastores têm mudado a temática dos sermões. As Testemunhas de Jeová, que vinham fazendo o seu trabalho de porta em porta à noite, voltaram para as horas do dia. Pastores estão abrindo grupos de oração pelas cidades.

Um estudo no ano passado entitulado "Orando por Recessão" feito por David Beckworth, professor de economia na Universidade do Texas, procurou estabelecer tendências de crescimento entre igrejas evangélicas e tradicionais.

O Pastor Don MacKintosh, um evangelista adventista do sétimo dia da Califórnia entrou em contato com o Dr. Beckworth recentemente: "Precisamos aproveitar esse momento, todos os reavivamentos cristãos na história deste país vieram em períodos de temor".

A noção do momento histórico é reforçado especialmente por aqueles que relembraram dos 150 anos do Fulton Street Prayer Revival. Durante o pânico de 1857, um grupo de financistas reuniu-se ao meio-dia para um culto de oração no distrito financeiro de Manhattan.

Para alguns, a resposta é óbvia: "Temos o melhor produto da Terra." Mas para o Dr. Beckworth, os evangélicos, de forma geral, tendem a ser mais pobres do que membros de outras igrejas e, portanto, dependem mais das suas igrejas em tempos de crise, tanto para o apoio material, como espiritual.

Tendência dos Megatemplos em São Paulo

sábado, novembro 22, 2008

O jornal O Estado de São Paulo, publicou recentemente uma reportagem de Bruno Paes Manso e Rodrigo Brancatelli sobre as novas construções na cidade.

"Com mais de 2 mil anos de história, os católicos abriram mão da estética tradicional das igrejas e vão abusar das curvas, placas metálicas e concreto para erguer em Interlagos, na zona sul, o novo santuário Mãe de Deus.

"Já os evangélicos da Universal do Reino de Deus, congregação com 31 anos de vida, seguiram caminho inverso. Foram buscar inspiração no passado, mais precisamente no século 11 antes de Cristo, para construir a nova sede mundial da igreja, na Avenida Celso Garcia, no Brás, região central. O novo prédio será uma réplica do Templo de Salomão, o primeiro templo de Jerusalém.

"Em Santa Cecília, em um quarteirão colado ao bairro de Higienópolis, a nova sinagoga da Congregação Mekor Haim deve ser o maior centro de educação religiosa para judeus ortodoxos de São Paulo. Com seu estilo funcional, poderia passar por um prédio empresarial, não fossem os pilares de concreto na calçada para evitar carros-bomba e o topo em formato triangular.

"Até 2010, representantes de católicos, evangélicos e judeus ortodoxos esperam ter finalizado os três templos, que seguramente farão parte da lista dos principais do Brasil, atraindo centenas de milhares de fiéis. O Santuário Mãe de Deus, por exemplo, terá capacidade para receber 100 mil pessoas, duas vezes mais do que a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, e 30 vezes mais do que a Catedral da Sé.

"No novo Templo de Salomão da Igreja Universal haverá um amplo salão com capacidade para 9.500 pessoas sentadas. O tamanho da romaria de fiéis, contudo, é imprevisível. A sede mundial da Igreja Pentecostal Deus É Amor, com mais 70 mil metros quadrados, também localizada na região do Brás, já chegou a receber 110 mil fiéis em um só dia."

À Sua Maneira, Jovens Cultivam Fé

O jornal O Estado de São Paulo (16/11/08), recentemente chamou a atenção para o desenvolvimento da fé pelos jovens. O artigo, de Emilio Sant’Anna e Simone Iwasso, começa apresentando quatro jovens:


  • Há seis anos, Valentim, de 20 anos, criado em família católica, é budista.

  • São da mesma época os primeiros passos de Fany, de 27, no xamanismo e nos rituais do Santo Daime.

  • Seu namorado, Gabriel, de 20, também segue as duas religiões, além de ser adepto do rastafarianismo - a mesma religião de Bob Marley (1945-1981).

  • Wellington, de 21 anos, passou a freqüentar a igreja evangélica Bola de Neve há dois anos, após ser convencido por um vizinho.

Então os articulistas apontam para uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e do Instituto Polis, realizada em sete regiões metropolitanas (Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). O comportamento de mais de 8 mil jovens diante de assuntos como religião e política foi analisado para se traçar um perfil dessa população.

"Nesse universo, a participação em grupos é vivida por 28,1%, a maior parte pertencentes às classes A e B. A religião é o principal motivo que os une (42,5%), seguida por atividades esportivas (32,5%) e artísticas (26,9%).

"A forma como os jovens vivem a religiosidade, no entanto, chama a atenção. 'Essa é uma geração que experimenta mais, entra e sai das religiões com facilidade', diz a antropóloga e pesquisadora do Ibase, Regina Novaes. 'Muitas vezes, a procura leva a uma mistura de crenças pois eles se sentem mais livres para procurar um lugar em que se sintam bem.'
A vivência familiar é uma das explicações para a flexibilidade da fé. 'Essa geração vem de famílias plurirreligiosas, o que é uma novidade', explica Regina.

"Uma pesquisa feita neste ano por um grupo conduzido pelo teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com cerca de 1.500 universitários paulistas de 17 a 25 anos reflete a tendência dos jovens buscarem sua própria fé. O estudo mostrou que 20% dos entrevistados se declaram crentes sem religião. Ou seja, estavam ligados a práticas religiosas, sem serem filiados a nenhuma delas. 'É comum ouvir dizer que a juventude perdeu as crenças, mergulhou no niilismo, no consumismo e no individualismo e abandonou as práticas religiosas. No entanto, a pesquisa descobriu que, pelo contrário, o jovem cultiva intensa religiosidade, que se integra em sua vida', afirma o teólogo.

"Os dados encontrados pelo professor vão ao encontro dos últimos dados disponíveis do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo último censo, há três grandes mudanças em curso na religiosidade do brasileiro, e das quais os jovens até 24 anos fazem parte: queda no número de católicos, crescimento de evangélicos e aumento de pessoas que não se identificam com nenhuma religião tradicional."

O Membro Itinerante

sexta-feira, novembro 21, 2008

Em cidades com mais de uma igreja, existe uma forte tendência a existir um grupo de membros itinerantes, que a cada culto buscam uma congregação diferente. Num artigo interessante da Adventist Review, foram apresentados os problemas daqueles que não tem o hábito de freqüentar sempre a mesma igreja, com uma pitada de imaginação:


1. Relacionamentos não são desenvolvidos: Já que a pessoa nem sempre está ali para conhecer e ser conhecida, poucos relacionamentos são desenvolvidos.


2. Falta de responsabilidade: Não dão satisfação da sua vida espiritual para ninguém. Essa é uma parte importante do desenvolvimento espiritual. Os membros itinerantes não criam vínculo com nenhuma igreja. Não fazem parte de um grupo e nem conhecem o nome das pessoas. Por mais que muitas pessoas não entendam a significância disso, é importante que os demais membros da família espiritual "monitorem" o crescimento e desenvolvimento espiritual uns dos outros.

3. Dons espirituais não desenvolvidos: Nessas circunstâncias raramente o membro coloca os seus dons à disposição da igreja. Na verdade, alguns dons ficam escondidos. Dons que poderiam ser ferramentas poderosas nas mãos de Deus.

4. Dificuldade em encontrar um parceiro: Acredite ou não, o membro itinerante tem mais dificuldade de encontrar um parceiro ou parceira. Os itinerantes não chegam a conhecer todos os membros da igreja porque estão se movendo muito rapidamente.

5. Jesus deu o exemplo: Jerusalém provavelmente dava a oportunidade de visitar sinagogas, mas Jesus deu o exemplo. Ele provavelmente chegava para os cultos um pouco antes do início, juntamente com amigos, e se prontificava a ajudar. Ele conhecia as outras pessoas da congregação e participava com eles a cada sábado. Após o culto, eles comiam juntos e conversavam.

Conselho final: Tente permanecer na igreja de sua preferência, sábado após sábado, durante todo o ano. Em vez de buscar uma bênção, seja uma!



Leia o artigo inteiro de Benjamin J. Baker.

O Ministério Cibernético

O Instituto Jetro recentemente chamou a atenção para um artigo intitulado "Porque inovar é um ministério" de José Granado Garcia Filho. Com uma linguagem "tecnológica", o autor fala sobre como a igreja também deve fazer parte dessa nova realidade.


"Grandes inovações surgem não somente para superar uma dificuldade, mas geralmente são criadas a partir dela. A história e a Bíblia nos mostram que, durante os séculos, o Cristianismo institucionalizado tem sido confrontado com novos desafios todos os dias que, na maioria das vezes, são vencidos com mudanças."

"Logo após a ascensão de Jesus, encontramos os discípulos com uma grande dificuldade a ser vencida: sem a presença do Mestre, que continuamente lhes ensinava lições práticas e os instruía como agir, eram eles agora que deveriam dar conta de estabelecer os fundamentos da Igreja do Senhor. Como fazer isso?"

Dilema atualizado
"O tech way of life dos dias atuais pode assustar os ministros evangélicos. Afinal, como lidar com audiências virtuais - cada vez maiores - que buscam informações atualizadas continuamente, tem na imagem sua principal referência de informação e exigem o direito à interatividade?"

"Não se trata de mudar a mensagem da cruz. Mesmo porque a Palavra de Deus e Seus princípios nunca mudam. O que pode – e deve - mudar são as formas de apresentá-los. A Igreja do Senhor não deve se abster de usar as novas tecnologias para obter um nível de influência muito maior do que já possui."

Igreja 2.0
"Imagine uma comunidade oficial para os jovens da Igreja no Orkut. Quantos sinais e dicas daqueles que precisam de ajuda você conseguiria pegar através dos recados postados ali? E ainda: quantos adolescentes e jovens não gostariam de fazer parte de uma igreja dessas?"

"Quantos testemunhos não são dados no púlpito porque o horário do culto é apertado? Experimente gravá-los em áudio ou vídeo e disponibiliza-los no site da igreja. Não só os membros, mas pessoas de todas as parte do mundo poderão ser abençoadas."

"Para que esperar as reuniões para recolher os pedidos de oração do povo? Recolha-os 24 horas através de um formulário padrão via e-mail."

"A igreja é muito numerosa e os membros não conseguem se comunicar com o pastor principal? É hora – aliás, já passou – do pastor ter um blog para fortalecer a visão da Igreja e sentir o pulso do povo através dos recados que eles deixarão. E olha que não serão poucos."

"Não dá pra deixar de falar da transmissão online de cultos e de aulas, que já é uma realidade em muitas igrejas, mas ainda precisa ser muito aprimorada."


"Rádios via Web são um tesouro pouco explorado que podem, a curto e médio prazo, trazer novos membros para a Igreja. Aliás, você sabia que 85% das pessoas que vão conhecer uma igreja nos Estados Unidos visitam antes o site dessa igreja?"

"As pessoas escolhidas para trabalhar nesse Ministério devem ser 100% identificadas com a visão da Igreja, fiéis aos pastores, conhecedoras da Palavra, com muita disposição para trabalhar, criativas, madrugadoras e, acima de tudo, devem amar servir nessa nova frente."

O artigo sugere os seguintes sites:


www.collidemagazine.com
http://thedigitalsanctuary.org
www.worshiphousemedia.com
http://church20.blogspot.com
http://faithvisuals.com

Billy Graham Faz 90 Anos

sexta-feira, novembro 07, 2008


O homem que é carinhosamente chamado de "O Pregador do Mundo" comemora, hoje, 90 anos.

Acredita-se que Billy Graham encontrou-se com mais pessoas e em mais lugares no mundo do que qualquer outro na história. Pregou para mais de 210 milhões de pessoas em mais de 185 países. Centenas de milhares foram alcançados pelo seu ministério através do rádio e da televisão, desde a sua histórica crusada evangelística em Los Angeles, em 1949.

O evangelista tem aparecido regularmente na lista da Gallup dos "10 Homens mais Admirados no Mundo". Foi capa das principais revistas americanas, escreveu 27 livros e inúmeros artigos.

Desde a sua aposentadoria, Billy Graham tem ficado na sua casa em Montreat, Carolina do Norte. Ele tem sofrido do mal de Parkinson por quinze anos, entre outras complicações. Há dois anos a sua esposa, Ruth Graham, faleceu aos 87 anos.

Billy Graham declarou à imprensa: "Espero ansiosamente o tempo em que estarei reunido com a minha esposa no céu, onde nenhum de nós terá que experimentar as dores físicas novamente.

"Cada dia é um presente de Deus, não importa a idade. Tenho descoberto que não é porque ficamos cada vez mais fracos fisicamente ao envelhecermos, que devemos enfraquecer espiritualmente. Na verdade, deveríamos ficar mais fortes espiritualmente, já que os nossos olhos só podem focalizar a eternidade e o céu - as coisas que realmente importam."


Em 2002, tive o privilégio de assistir um sermão de Billy Graham em uma das suas últimas crusadas evangelísticas, na cidade de San Diego, na Califórnia. Ele já estava debilitado pela sua condição física mas ainda disposto a apresentar um Deus interessado em cada um dos Seus filhos, e apelar para que aceitem o convite do Pai. - Pr. Marcelo E. C. Dias

Deus--Melhor Remédio Para Depressão

Pesquisadores da Universidade Temple na Filadélfia recentemente revelaram um estudo que mostra como a religiosidade de alguém pode dar pistas sobre o risco de entrar em depressão. Eles descobriram que as pessoas com um senso de propósito, ou um bem-estar existencial maior, têm maior probabilidade de serem felizes e 70% menos chances de ter depressão.

Os pesquisadores disseram que essas pessoas têm um forte sentimento em relação ao seu lugar no mundo. E têm também, o que eles chamam de, uma boa base e que os torna bem centrados emocionalmente.

O estudo descobriu que aqueles que estão envolvidos em atividades religiosas, tais como ir à igreja, tinham 30% menos chances de ter depressão.

A descoberta mais interessante, no entanto, foi que as pessoas com uma forte experiência religiosa estavam entre as mais prováveis de terem tido depressão no passado, o que indica que os depressivos, com freqüência, voltam-se para Deus e buscam nas orações a ajuda que precisam.

Leia na íntegra.

"Provavelmente Deus Não Existe"

segunda-feira, outubro 27, 2008


A revista Newsweek recentemente noticiou uma campanha publicitária para os ônibus de Londres. Ateístas estão levantando fundos para o projeto e já têm $113 mil dólares. Entre os doadores está o biólogo da Universidade de Oxford, Richard Dawkins.

A idéia é colocar painéis em 30 ônibus, por quatro semanas, com o slogan: "Provavelmente Deus Não Existe. Portanto, pare de se preocupar e desfrute a vida." A maioria dos britânicos se considera cristã, mas poucos freqüentam a igreja regularmente e pessoas públicas raramente falam sobre as suas crenças.
Segundo alguns entrevistados, os ateístas acreditam que esta é a única vida que temos e, portanto, devemos desfrutar dela. Eles ainda dizem que essa campanha fará as pessoas pensarem -- e pensar é anátema à religião.

Cristãos, de forma geral, não têm se preocupado com os anúncios. Eles pensam que a campanha será positiva em levar as pessoas a gastarem tempo com as perguntas mais profundas da vida. Alguns vão além, dizendo que os anúncios possivelmente atrairão pessoas para o Cristianismo.

Em tempos como estes, como alguém pode ficar sem se preocupar?

Site oficial da campanha:
www.atheistcampaign.org/

Inimigos do Crescimento

sexta-feira, outubro 24, 2008

James Meeks, fundador e pastor da Igreja Batista Salem em Chicago, desenvolveu a sua igreja de 200 pessoas para uma congregação de 22 mil. Segundo ele: "Todos podem ter uma igreja que cresça". Eis alguns inimigos do crescimento na sua opinião:

1. Falta de Fé.
Os líderes não devem somente crer que a igreja crescerá; devem esperar que cresça e agir como tal.

2. Falta de Conhecimento.

Essa é a lição de Oséias. O que você não conhece pode matá-lo!

3. Esperar Deus Tratá-lo Diferente das Outras Pessoas.
Todas as leis de crescimento se aplicam igualmente para todos. Ele pode operar grandemente através de você como através de outra pessoa.

4. Pensar que o Crescimento Não É um Objetivo.
O crescimento sempre é um objetivo no Novo Testamento. Não tenha medo de contar o número de pessoas; Deus também faz isso.

5. Um Pastor Inseguro.
A velocidade do líder sugere a agilidade da equipe. Não lidere de forma ambígua.

6. Falha em Alcançar Pequenas Vitórias.
Use cada vitória para alcançar a próxima.

7. Falha em Apelar para o Envolvimento.
Não somente diga às pessoas sobre o que estará acontecendo após o sermão; as convide para participar!

8. Falta de Jejum e Oração.
"Se tivesse um cheque de $5 milhões de dólares preso no teto, você ficaria sem almoçar até alcançá-lo, não é verdade?" ilustra Meeks. Algumas coisas não são possíveis sem jejum e oração.

9. Falha em Começar.
Não espere que outra pessoa realize. Faça a sua melhor pesquisa, ore e pratique.

10. A Razão Errada.
Pergunte à sua equipe: "Por que vocês querem crescer?" Converse sobre as respostas e chegue ao consenso bíblico.

Pastores e Gestores?

quinta-feira, outubro 09, 2008

Neste artigo recentemente publicado pelo site www.institutojetro.com, o autor fala de uma figura utilizada na Bíblia para falar da Igreja e do papel do pastor. Usando um termo forte, moderno, administrativo e, recebido com preconceito por alguns, o texto fala sobre o lado "gestor" do pastor.



“Se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?” 1 Tm 3.5

Dentre as muitas figuras utilizadas para explicar a Igreja em sua natureza e missão, a família é minha preferida, pois é simples, profunda e direta. Aliás, particularmente gosto muito quando o assunto bíblico refere-se à família, quer seja através de uma narrativa, poesia, ensino, ou pela simples analogia. As complexas relações conjugais, entre pais e filhos, entre irmãos, dentro de uma comunidade maior, são sempre material para rica análise e aprendizado.

A começar pelo casal, devem nutrir entre si grande afeto e respeito, dedicando tempo para isso. Sua comunicação afetará diretamente a qualidade de seu relacionamento. Se forem transparentes, compreensivos e pacientes, terão maiores chances de êxito no convívio. A tomada de decisões deve ser feita sob oração, temor ao Senhor, concordância e coerência entre si.

Devem dividir entre si os vários papéis que deverão ser desempenhados. O cuidado dos filhos, da casa, das finanças, da saúde, da educação, dos relacionamentos sociais e comunitários, das responsabilidades civis são exemplos dos vários desafios que enfrentam. O dia-a-dia da alimentação, das contas a pagar, da logística dos filhos dentre outros são atividades que precisam ser muito bem coordenadas e desempenhadas. Fica fácil entender como, na prática, são gestores que precisam cuidar dos relacionamentos, das atividades e do patrimônio.

Os filhos nascem como frutos do relacionamento do casal, tornam-se alvo da missão até o ponto que tomam seus próprios papéis gradativamente ao longo do tempo. O plano é que cresçam e se desenvolvam física, emocional, social e espiritualmente ao ponto de alcançarem maturidade e autonomia para constituírem seu próprio lar. Tudo isso demandará longos e muitos anos de oração, cuidado, conversas, disciplinas, estímulos, acompanhamentos, feedback, exortações, comemorações etc. Em certo sentido, filhos precisam ser geridos (além de gerados) ao ponto que se tornem gestores de si mesmos e possam tornar-se pais de outros.

A comparação de Paulo na carta a Timóteo envolve isso e muito mais que uma família exige na prática. Pastores, presbíteros, diáconos e líderes em geral da igreja são sim gestores, tal qual o devem ser em seus próprios lares. A mesma espiritualidade que devem demonstrar em uma oração, adoração ou ensino deve ser vivida nas decisões financeiras, no estabelecimento das prioridades da agenda e nos demais assuntos do cotidiano da vida da igreja.

Sem diminuir a nobreza de sua vocação, pastores são, sim, gestores de seus lares e da igreja. Devem, pois, exercer esse papel com base no amor e na sabedoria do Senhor.



Por Rodolfo Garcia Montosa para o site
www.institutojetro.com

Jesus: o Novo Líder Chinês

A revista Época recentemente (6/10) trouxe uma nota com o título "Um 'novo' líder emerge entre os chineses: Jesus Cristo".

A nota faz referência a uma edição da mesma semana de uma das revistas mais respeitadas sobre economia, The Economist. Na matéria Sons of Heaven [Filhos do Céu], a revista aponta a organização não-governamental que mais cresce na China: o Cristianismo.

Segundo o governo, há 21 milhões de cristãos no país, mas as igrejas falam em algo em torno de 130 milhões. Há 60 anos, eles eram 1% e hoje chegam portanto a 10% da população. Já que o Partido Comunista conta com 74 milhões de membros, pela primeira vez existe um grupo maior na China.

Os cultos na China acontecem principalmente em igrejas-lares. Elas não tem um status claro: nem banidas, nem aprovadas pelo governo. Desde que evitem confronto com a vizinhança e não passem de 25 pessoas, são toleradas. Protestantes são mais aceitos do que os católicos, como um reflexo do tenso relacionamento com o Vaticano.

O Cristianismo tem seguido a migração chinesa. Muitos cristãos estudaram nos Estados Unidos, se converteram e trouxeram a nova fé para casa. Em 2000, a maioria dos cristãos estava no interior da China. Após o ano 2000, o Cristianismo foi trazido para as cidades e apresentado aos intelectuais.

Segundo um dos entrevistados pela revista “se você quiser saber como será a China no futuro, terá que considerar o futuro do Cristianismo na China.”