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Denominações Reagem à Perda de Membros

segunda-feira, junho 29, 2009

Após perder aproximadamente 25% dos seus membros nas últimas décadas, a igreja Metodista (United Methodist Church), apontada como a maior denominação protestante tradicional, decidiu investir $20 milhões em uma nova campanha de marketing que inclui website, televisão e equipes de rua para mudar a imagem da igreja.

"E se a igreja não fosse um prédio, mas milhares de portas? Cada uma dando acesso a um conceito ou experiência diferente de igreja? Você viria?", diz o site.

A igreja Luterana (Evangelical Lutheran Church), outra denominação protestante importante nos Estados Unidos, também têm colocado propaganda na televisão sobre a sua obra assistencial e encorajando os membros a sentirem orgulho e compartilharem a sua experiência com amigos.

A igreja Episcopal lançou recentemente um website chamado "I am Episcopalian", onde 500 mil pessoas colocaram vídeos falando da sua fé.

A igreja Batista do Sul recentemente obteve o resultado de uma pesquisa da LifeWay Research concluindo que a igreja poderá perder quase 50% dos membros até o ano 2050 se não reverter a imagem de ser uma igreja para pessoas idosas e predominantemente brancas.

Segundo Stephen Prothero, professor de religião na Universidade de Boston, as igrejas tradicionais estão tentando se reinventar. Estratégias empreendedoras mais típicas das megaigrejas evangélicas que focalizam a experiência do membro estão sendo adotadas pelas denominações tradicionais.

Seguindo tendências atuais entre os jovens americanos de interesse em assuntos globais e justiça social, a igreja Metodista está mostrando projetos ao redor do mundo, enquanto a igreja Luterana apresenta projetos assistenciais nos Estados Unidos e projetos missionários no Senegal.

Prothero acredita, no entanto, que essas denominações terão que fazer algo mais para se diferenciar da cultura, assim como as religiões que têm crescido. "O problema com o Protestantismo tradicional é que ele é muito parecido com a America tradicional."


Leia Dan Gilgoff, "Churches Fight Back Against Shrinking Membership", US News & World Report (3/6/09).



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E-Religião

sexta-feira, junho 19, 2009

Os padrões comportamentais mudaram com o meio online, fazendo com que as pessoas pudessem encontrar algum auxílio religioso a distância. Apesar de recente no Brasil, o fenômeno da "e-religião" tem ganhado destaque em outros países.

Já é possível acender uma vela virtual, pedir oração via chat ou email, fazer uma macumba virtual ou vodu, assistir à pregações via webTV, fazer simpatias e despachos e até fazer leitura de tarot e cartas.

De acordo com uma pesquisa do instituto californiano especializado em assuntos religiosos, o Barna Research, até o final da década, mais de 10% da população norte-americana utilizará a internet como espaço para suas experiências religiosas.

"Atualmente, quase todas as religiões já usam a web para atrair pessoas, prometendo graças e oferecendo orações, ajuda ou até acendendo velas em rituais virtuais. O fato de exercer qualquer tipo de fé pela internet não muda. Não é porque a pessoa não está pessoalmente fazendo uma oração que sua fé é menor. A tecnologia chegou para agregar valores", explica o estudioso da história das religiões Emmanuel Heliades.

Segundo ele, o cristianismo é a maior religião do mundo, com mais de 2 bilhões de seguidores, baseando no monoteísmo e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. Aqui se enquadram os católicos, os evangélicos, os adventistas, os anglicanos, os luteranos, entre outros.

Leia a notícia do UOL (2/6/2009).

Metade do Brasil Será Evangélica?

A revista Época (25/5/2009) apresentou uma recente estimativa da SEPAL que conclui que em 2020 os evangélicos somarão 104 milhões de pessoas no Brasil, metade da população.

Segundo o artigo, se isso acontecer, algumas coisas vão mudar:

Educação: Para ter acesso à Bíblia. a escolaridade será mais valorizada.
Família: Como a família é prioridade, o número de lares desfeitos poderá diminuir.
Álcool e Drogas: Evangélicos não bebem nem se drogam. O consumo cairá.
Violêncio: É incerto se um Brasil mais evangélico será menos violento.


A partir do crescimento numérico, outro fenômeno parece se delinear no horizonte: o aumento da influência desses fiéis em todas as esferas da vida brasileira.

A antropóloga Christina Vital indica a razão do crescimento evangélico ao apontar que essas igrejas são mais flexíveis. Os evangélicos adotaram regras menos rígidas e passaram a buscar a religião não só como forma de subir aos céus, mas também de alcançar a prosperidade. "O movimento adapta-se aos costumes, o que deverá continuar nos próximos anos. Hoje já temos igrejas evangélicas que aceitam gays', diz Christina.

Esses dados nos fazem refletir. O que mudará com a crescente presença dos evangélicos? Qual papel cada igreja exercerá nesse novo cenário? Vale tudo pelo crescimento evangélico? Até onde devemos ser flexíveis, ou teologicamente falando: como ser relevante sem comprometer os princípios Bíblicos? -- Marcelo Dias